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  • Saiba como denunciar irregularidades nas Eleições 2026

    Saiba como denunciar irregularidades nas Eleições 2026

    A Redação

    Goiânia – Uma nova forma de contribuir para a transparência do processo eleitoral está ao alcance das eleitoras e dos eleitores, que podem comunicar possíveis infrações e acompanhar diferentes etapas da disputa. A fiscalização das eleições não é responsabilidade exclusiva da Justiça Eleitoral.

    Denuncie pelo aplicativo Pardal

    Uma das principais ferramentas disponíveis é o Pardal, aplicativo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) destinado ao recebimento de denúncias sobre compra de votos, uso indevido da máquina pública, crimes eleitorais e propaganda irregular.

    O aplicativo está disponível nas lojas virtuais Google Play e App Store e prevê a proteção dos dados de quem faz a denúncia.

    Comunicação de irregularidades

    A legislação eleitoral permite que qualquer pessoa comunique às autoridades competentes fatos que possam comprometer a liberdade do voto, a igualdade entre candidatas e candidatos ou o cumprimento das normas eleitorais.

    A denúncia pode ser encaminhada à autoridade policial, ao Ministério Público Eleitoral (MPE), à Corregedoria-Geral Eleitoral, à Corregedoria Regional Eleitoral ou ao juízo eleitoral.

    Também é possível reunir provas dos fatos que se pretende apresentar, desde que sejam respeitadas as limitações previstas na Constituição Federal e na legislação. No dia da votação, a pessoa que estiver apta a votar poderá questionar, verbalmente ou por escrito, a identidade de outra que se apresente para votar.

    Casos de inelegibilidade

    Possíveis situações de inelegibilidade também podem ser levadas à Justiça Eleitoral. Cidadãs e cidadãos no pleno exercício dos direitos políticos podem apresentar notícia de inelegibilidade contra uma candidatura.

    O procedimento deve ser realizado perante o juízo eleitoral competente, por meio de pedido fundamentado, apresentado em duas vias, no prazo de cinco dias a partir da publicação do edital relativo ao pedido de registro da candidatura. Uma via é juntada ao processo de registro, e a outra é encaminhada ao MPE.

    Prestação de contas

    Outro mecanismo de participação popular está relacionado à prestação de contas eleitorais. Qualquer pessoa interessada pode consultar os processos e obter cópias de peças e documentos, respeitados os casos de sigilo previstos em lei.

    Quem solicita o material responde pelos custos de reprodução e pela utilização das informações. A legislação também prevê prazo para que cidadãos apresentem eventual contestação.

    Nesse caso, o prazo é de três dias, contados da entrega da prestação de contas.

    Teste de integridade das urnas

    No dia da votação, os tribunais regionais eleitorais (TREs) realizam, por amostragem, auditorias nas urnas eletrônicas de cada unidade da Federação.

    Entre os principais procedimentos, está o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, realizado em ambiente controlado, em local público e com expressiva circulação de pessoas, definido pelo respectivo TRE. O teste ocorre no mesmo dia e horário da votação oficial, nos dois turnos.

    Locais divulgados antes das eleições

    Os TREs devem informar, por meio de edital e de seus respectivos sites, os locais onde serão realizadas as auditorias de funcionamento das urnas eletrônicas. A divulgação deve ocorrer até 20 dias antes das eleições.

    No mesmo prazo, as comissões de auditoria da votação eletrônica de cada TRE comunicam aos partidos políticos o horário e o local em que será realizada a escolha ou o sorteio das seções eleitorais cujas urnas serão submetidas à auditoria.

    Teste com biometria

    Desde 2024, eleitoras e eleitores voluntários podem participar do procedimento utilizando a própria biometria. Após votar, a pessoa é convidada a colaborar com o teste em um local de votação designado ou em espaço próximo, seguindo os procedimentos previstos para o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas.

    Auditoria aberta ao público

    Os locais onde são realizados os testes e as auditorias são públicos e podem ser acompanhados por pessoas interessadas. Há, entretanto, regras de circulação nas áreas onde ficam instalados os equipamentos e computadores utilizados na auditoria.

    O Teste de Integridade com Biometria tem acesso restrito aos integrantes da comissão de auditoria da votação eletrônica, aos auxiliares designados e às pessoas previamente credenciadas para executar a auditoria. A fiscalização de todas as etapas do processo é assegurada.

    Boletins de Urna

    A transparência também se aplica às auditorias destinadas à verificação dos sistemas responsáveis pela transmissão dos Boletins de Urna e pela entrega de dados, arquivos e relatórios. Esses trabalhos são públicos e podem ser acompanhados por qualquer pessoa interessada.

    Entre 7h e 12h do dia anterior à votação, tanto no 1º quanto no 2º turno, a comissão de auditoria da votação eletrônica realiza, em local e horário previamente divulgados, a definição das seções eleitorais que serão submetidas a essas auditorias.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Comediante Murilo Couto apresenta espetáculo “Novo Show” em Goiânia e Anápolis

    Comediante Murilo Couto apresenta espetáculo “Novo Show” em Goiânia e Anápolis

    A Redação

    Goiânia – Duas cidades goianas recebem, em novembro, o espetáculo “Novo Show”, do comediante Murilo Couto. Em Goiânia, a sessão será realizada no dia 7 de novembro, às 19h, no Teatro Goiânia. Já em Anápolis, a apresentação acontece no dia 8 de novembro, às 18h, no Teatro São Francisco.

    Os ingressos estão disponíveis no Ingresso Digital (https://ingressodigital.com/), com valores entre R$ 35 a R$ 160, de acordo com o setor escolhido na plateia e o tipo de ingresso (inteira, social ou meia).

    Também está disponível a opção de ingresso social, que garante desconto para todos que levarem 1 kg de alimento não perecível, que deverá ser entregue na portaria do evento, junto à validação do ingresso.

    Na nova apresentação, Murilo Couto leva ao palco textos inéditos sobre atualidades, situações do cotidiano e histórias pessoais, mantendo a linguagem característica do stand-up comedy. A proposta vai além de uma apresentação tradicional: o espetáculo também funciona como um laboratório para a construção de um novo especial do comediante.

    Os textos apresentados não são publicados nas redes sociais, o que faz de cada sessão uma experiência diferente para o público. Ideias novas, testes, ajustes e mudanças fazem parte da dinâmica do espetáculo, permitindo que quem estiver na plateia acompanhe, ao vivo, parte do processo de criação do humorista.

    Sobre o artista 

    Com mais de quinze anos de carreira, Murilo Couto se consolidou como um dos nomes mais conhecidos do stand-up comedy brasileiro.

    Natural de Belém (PA), o humorista ganhou projeção nacional ao integrar o elenco do programa “The Noite”, do SBT, e também construiu uma forte presença nas redes sociais, onde reúne milhões de seguidores e compartilha conteúdos de humor, além de trechos de seus trabalhos nos palcos.

    Ao longo da carreira, Murilo passou por diferentes formatos de comédia e levou seus espetáculos para diversas cidades do país, construindo uma relação próxima com o público.

    Seu estilo combina observações sobre situações do cotidiano, experiências pessoais e comentários sobre temas atuais, características que também estão presentes no “Novo Show”. Agora, o humorista leva para os palcos textos inéditos e transforma cada apresentação em parte do processo de criação de seu próximo especial.

     

    SERVIÇO:

    Murilo Couto Novo Show – Goiânia

    Data: 7 de novembro

    Horário: 19h

    Local: Teatro Goiânia (R. 23, 252 – St. Central, Goiânia)

    Ingressos: https://ingressodigital.com/evento/21772/murilo-couto-novo-show

     

    Murilo Couto Novo Show – Anápolis

    Data: 8 de novembro

    Horário: 18h

    Local: Teatro São Francisco (Av. Pinheiro Chagas, 405-521 – Jundiaí, Anápolis)

    Ingressos: https://ingressodigital.com/evento/21766/murilo-couto-novo-show

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Vestibular 2027/1 da UEG segue com inscrições abertas até dia 21 de setembro

    Vestibular 2027/1 da UEG segue com inscrições abertas até dia 21 de setembro

    A Redação

    Goiânia – A Universidade Estadual de Goiás (UEG) está com inscrições abertas para o Vestibular 2027/1, que oferece 4,3 mil vagas em 35 cursos, distribuídos por unidades da instituição em 32 cidades goianas. As inscrições podem ser feitas até 21 de setembro, exclusivamente pelo site www.vestibular.ueg.br. A taxa é de R$ 50.

    O processo seletivo será realizado em fase única, com aplicação de prova objetiva e redação, no dia 18 de outubro, em todas as cidades onde são ofertados os cursos. Os locais de prova serão divulgados previamente no site do processo seletivo.

    Candidatos que necessitarem de atendimento especializado para a realização das provas devem solicitar o recurso no momento da inscrição.

    Os candidatos poderão optar pelo sistema universal ou pelo sistema de cotas. Há reserva de vagas para estudantes oriundos da rede pública, pessoas negras (pretas e pardas), indígenas e pessoas com deficiência.

    Todos os candidatos concorrem inicialmente pela ampla concorrência. Aqueles que optarem pelo sistema de cotas e não forem classificados nessa modalidade passam a disputar as vagas reservadas, conforme os critérios estabelecidos no edital.

    Cursos

    As vagas são distribuídas entre os cursos de Administração, Agroecologia, Agroindústria, Agronomia, Arquitetura e Urbanismo, Biomedicina, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Cinema e Audiovisual, Design de Moda, Direito, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Agrícola, Engenharia Civil, Engenharia Florestal, Farmácia, Física, Fisioterapia, Gastronomia, Geografia, História, Letras, Logística, Matemática, Medicina Veterinária, Pedagogia, Psicologia, Química Industrial, Química, Sistemas de Informação, Sistemas para Internet, Turismo e Zootecnia.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Matéria-prima

    Matéria-prima

    Ultimamente, poucas futilidades me surpreenderam, no entanto, duas delas, ganharam minha atenção.

    A primeira foi a recuada, da rainha da bateria da escola de samba Grande Rio, de seu posto, após o desastroso desfile na Sapucaí.

    A segunda, foi o cancelamento pelo controverso John Galliano, à sua própria homenagem, no Met Gala deste ano.

    Decisões, supostamente em benefício próprio, mas que, de certa forma, beneficiaram o público em geral. É como clama a oração: “Livrai-nos de todo mal e de todo sujeito, ruim da cabeça e doente do pé”.

    Haja visto e, como seria bom, se todas as decisões beneficiassem o coletivo de uma maneira assim, tão naturalmente, eficaz. Afinal, o não fazer, o não produzir, o não agir também é uma ação. Manter a pausa, o repouso, o silêncio e o anonimato é considerado um ato virtuoso, pelo menos no estoicismo e em algumas filosofias orientais.

    A infelicidade de fazer, ou produzir futilidades fica maior quando o ato é uma cópia ou sub-cópia barata. Já cantava a canção: “A arte ainda se mostra primeiro” (ORappa), pois ela precede a investigação pelo artista do encoberto, do que não foi dito, não foi feito e não foi percebido antes.

    Renomados artistas foram percursores de obras que os consgraram e que consagraram momentos históricos.

    Nossa região cerradense, composta por um bioma único, precioso e fundamental para o equilíbrio do ecossistema no mundo, teve sua fauna esteticamente explorada pelo artista goiano Siron Franco, que deu vida pictórica às ‘figuras com antas’, na década de 70 e, posteriormente as produziu em fibra de vidro, na escala real, em meados dos anos 80, assim como o emblemático lobo guará, cristalizado num bloco de acrílico, no Setor Sul, décadas seguintes.

    A ironia é que, ao longo dessas décadas, múltiplas alternativas para investigação de recursos, matérias-primas e novas possibilidades de criação manifestaram-se, contudo há ainda uma insistência para permanecer num erro, numa insensatez, numa infeliz decisão em sub-copiar ideias vanguadistas, já superadas, para mascará-las em caridade.

    Inúmeros artistas visualizaram, à frente de seu tempo, coerentes processos criativos contestando o rumo da produção sintética e artificial no circuito cultural.

    Frans Kracjberg, Artur Bispo do Rosário, Francisco Brennand, Amélia Toledo, Véi, Ernesto Neto, Sonia Gomes, M’barek Bouhchichi, Marlene Almeida, Cassio Vasconcelos, Maria Guilhermina, Hugo França, Eva Jospin, Salisa Rosa e Luana Vitra são algumas referências do empreendedorismo artístico rumo à consciência ecológica e do meio ambiente, principamente pela escolha de suas matérias-primas.

    Se utilizar da fauna do Cerrado para adequá-la à um espetáculo circense, que beira o ridículo da ostentação, comprova o quanto o senso crítico estético da sociedade está afetado ou atrasado.

    O fazer por fazer para aparecer, parece que acaba por perder o seu sentido primordial de criação e o verdadeiro propósito da causa, em questão.

    Decidir em não produzir é também produzir. Produzir respeito à natureza, evitando o desperdício, a propagação da cafonice, do anti-estético, do anti-ético, do anti politicamente correto.

    Afinal, diz o ditado: “a caridade deve ser anônima, caso contrário é vaidade”. Em verdade, é fogueira das vaidades mesmo. É acalourar holofotes em causa própria. É subir a temperatura dos termômetros para causar o degelo das geleiras. É consumir sem moderação e nutrir a futilidade como recurso, usando a filantropia para justificar o caos.

    “A visão sem ação é um sonho

    A ação sem visão é o caos” (Provébio japonês)

    Como seria bom se mais decisões fossem pelo não fazer.

    “Toda a infelicidade dos homens provém de uma só coisa: não saberem permanecer em repouso, num quarto.” (Blaise Pascal)

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Cooperativas de saúde de Goiás avançam na adoção de IA e ampliam tempo para cuidado com pacientes

    Cooperativas de saúde de Goiás avançam na adoção de IA e ampliam tempo para cuidado com pacientes

    Adriana Marinelli

    Goiânia – Enquanto grande parte do mundo ainda debate se a inteligência artificial (IA) vai substituir empregos, organizações dos mais variados segmentos já superaram essa etapa da discussão. Para elas, os esforços estão concentrados no que fazer com o tempo que a tecnologia está devolvendo à rotina.

    É o caso da Uniodonto Goiânia, que optou por transferir às máquinas parte das tarefas repetitivas e operacionais do dia a dia, liberando seus colaboradores para se dedicarem ao que exige análise, tomada de decisão e, principalmente, relação humana.

    Desde maio de 2025, a cooperativa que reúne profissionais da área odontológica passou a incorporar, de forma estruturada, soluções baseadas em inteligência artificial à dinâmica de trabalho.

    O movimento começou pelo atendimento ao cliente, com destaque para o e-Vendas e o e-Commerce, e avançou para a organização de informações, análise de dados e, em seguida, para a produção de relatórios. Em algumas dessas atividades, a redução no tempo de execução é estimada entre 40% e 60%.

    “Há relatórios que antes poderiam exigir de 10 a 15 horas de trabalho e que, com o apoio da tecnologia, passaram a ser preparados em poucos minutos”, destaca Fábio Prudente, presidente da Uniodonto Goiânia, em entrevista à reportagem do jornal A Redação.

    No caso do atendimento, a IA é responsável pelo primeiro contato com o cliente. Quando uma pessoa aciona a Uniodonto Goiânia pelo WhatsApp, Facebook, Chat, Telegram, Google Chat e Apple Business Chat, a IA solicita e armazena os dados como nome, CPF, e-mail, telefone e o pedido do cliente.

    Depois disso, direciona para a equipe interna da cooperativa resolver a demanda que motivou o contato.

    No dia a dia da cooperativa, a presença da IA se materializa em diferentes frentes e passa a integrar processos que, até então, dependiam essencialmente da atuação humana. Segundo Prudente, o departamento comercial é outra área contemplada.

    “Cito ainda suporte para análise de planilhas, consulta de documentos e normas, além da preparação de respostas para as áreas de gestão”, resume. Cada ferramenta desempenha uma função específica, de acordo com a natureza da tarefa.

    “O ChatGPT, por exemplo, auxilia na organização e redação de orientações para as áreas de gestão da cooperativa. O NotebookLM facilita a pesquisa em bases selecionadas.

    O Cursor apoia a revisão e o desenvolvimento de códigos, enquanto o HeyGen transforma conteúdos institucionais em vídeos de comunicação e treinamentos internos”, complementa o presidente.

    Fundada em 1983, a Uniodonto Goiânia reúne mais de 166 mil beneficiários e mais de 490 empresas contratantes, atendidos por uma estrutura que conta com mais de 430 cirurgiões-dentistas cooperados, além de clínicas radiológicas conveniadas e uma rede credenciada presente em cidades do interior de Goiás.

    É nesse modelo de atendimento e gestão que a inteligência artificial vem conquistando espaço de maneira gradual, como ferramenta de apoio à operação.

    “Sempre com validação humana, atenção à privacidade e à segurança da informação”, enfatiza Prudente, ao sinalizar que a redução das horas dedicadas a planilhas e documentos representa, sobretudo, a possibilidade de devolver tempo às atividades que dependem de análise, discernimento e atuação de um profissional qualificado.

    Alcançar o patamar em que os resultados começam a ser vistos, no entanto, não acontece da noite para o dia. É preciso apostar em investimento, planejamento e adaptação.

    Embora os custos iniciais da implementação de IA variem conforme a complexidade dos sistemas e o volume de dados envolvidos, os benefícios de longo prazo tendem a compensar os recursos empregados.

    A adoção da tecnologia envolve despesas com aquisição de softwares, contratação de especialistas e adaptação dos sistemas produtivos, mas pode gerar retornos significativos ao reduzir falhas e otimizar processos.

    Em termos simples, a IA reúne um conjunto de tecnologias que permite a computadores e programas simular capacidades associadas à inteligência humana. O cenário ideal é que, assim como no caso da Uniodonto, esse processo seja acompanhado pela supervisão de quem está do outro lado da tela.

    Na área de TI, dois colaboradores da cooperativa já utilizam intensamente o Cursor IA Pro no desenvolvimento e na análise de aplicativos para iOS e Android, ampliando produtividade, escala e assertividade.

    “A validação das informações e a responsabilidade pelas decisões permanecem com os profissionais da Uniodonto Goiânia”, destaca o presidente, ao enfatizar os limites da atuação da tecnologia. Prudente também faz questão de ressaltar os ganhos para quem depende da prestação de serviços.

    “Para cooperados, beneficiários e demais públicos, a IA contribui para orientações mais rápidas, claras e padronizadas.”

    É esse equilíbrio de incorporar a tecnologia para acelerar processos, sem retirar as pessoas do centro das relações, que a cooperativa pretende aprofundar nos próximos anos, de maneira gradual e responsável. A estratégia inclui projetos como assistentes virtuais internos e a integração com bases documentais.

    “A visão da Uniodonto Goiânia é de que a IA deve complementar o trabalho das pessoas e não substituir o relacionamento humano. Ao organizar informações e agilizar processos, a tecnologia libera mais tempo para ouvir, orientar, acolher e resolver situações que exigem empatia”, diz.

    “O objetivo é ampliar os resultados, mantendo a responsabilidade profissional, a proteção das informações e o compromisso com um atendimento ético, próximo e acolhedor”, conclui. Unir eficiência tecnológica e valorização das relações humanas, por sua vez, não é uma particularidade da cooperativa com sede em Goiânia.

    A mesma direção vem sendo observada por organizações da área da saúde no Brasil e no mundo.

    De acordo com relatório Scaling Artificial Intelligence in Health, divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em março de 2026, a inteligência artificial já é utilizada em atividades administrativas de saúde em 100% dos países membros da organização.

    Quando se observa, porém, a capacidade de ampliar essas aplicações para todo o sistema, o cenário muda. É que apenas 10% dos países conseguiram escalar, em nível nacional, o uso da tecnologia em aplicações de imagem médica.

    Sobre a incorporação da IA, a própria OCDE aponta obstáculos que vão da fragmentação e da organização dos dados às incertezas regulatórias, passando por falhas de governança e lacunas na capacitação dos profissionais. Ou seja, a tecnologia pode estar disponível, mas sua utilização consistente depende de uma estrutura capaz de sustentá-la.

    O interesse do setor, de todo modo, já ultrapassou a fase da simples curiosidade.

    Pesquisa da McKinsey, realizada no último trimestre de 2024 com 150 líderes de organizações de saúde nos Estados Unidos, mostrou que 85% dos entrevistados estavam, já naquele momento, explorando ou já tinham adotado capacidades de inteligência artificial generativa.

    Entre os campos com maior potencial apontado pelos participantes estavam justamente a eficiência administrativa e a produtividade clínica, duas áreas em que a tecnologia tende a assumir tarefas de apoio e processamento de informações.

    Para a coordenadora de Inovação do Sistema OCB Goiás, Carla Vinhadelli Campos, a IA pode atuar sobre uma série de gargalos operacionais que consomem tempo e recursos das organizações.

    “A automatização de tarefas e o processamento de grandes volumes de informação podem trazer ganhos de produtividade e redução de tempo, especialmente em atividades como auditoria, autorização, atendimento e análise de informações”, afirma.

    Mais do que acelerar procedimentos isolados, a expectativa é que o uso estruturado dos dados também ajude a reduzir retrabalho e desperdícios, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade das organizações de identificar inconsistências, padrões, riscos e oportunidades.

    Na avaliação da representante do Sistema OCB Goiás, esses ganhos podem alcançar tanto a gestão quanto a atividade assistencial, desde que a tecnologia seja utilizada como ferramenta de apoio aos profissionais.

    “A automação de tarefas operacionais pode permitir que os profissionais concentrem seus esforços em atividades de maior valor e na relação com o paciente”, reforça Carla.

    A transformação citada por Carla é evidenciada por pesquisas feitas com equipes que atuam na área da Saude.

    O Future Health Index 2026, da Philips, realizado entre fevereiro e abril deste ano com mais de 2 mil profissionais de saúde e mais de 20 mil pacientes em dez países, entre eles o Brasil, estimou que a inteligência artificial já economiza aos profissionais de saúde o equivalente a mais de 16 dias de trabalho por ano.

    Metade dos profissionais ouvidos afirmou que a tecnologia aumentou sua capacidade de atender pacientes, enquanto 39% relataram que a IA identificou ou ajudou a prevenir possíveis erros médicos pelo menos três vezes nos três meses anteriores à pesquisa.

    Os números ajudam a dimensionar o potencial da tecnologia, mas também reforçam que produtividade, por si só, não resolve a equação. A mesma pesquisa revelou que 70% dos profissionais consideram o treinamento em IA inadequado, inconsistente ou inexistente.

    O dado sugere que a velocidade com que as ferramentas chegam ao ambiente de trabalho nem sempre é acompanhada pelo preparo necessário para utilizá-las, supervisioná-las e compreender seus limites.

    Em Goiás, segundo Carla Vinhadelli Campos, esse é um dos pontos que precisam ser enfrentados para que as experiências pontuais possam se transformar em processos mais consolidados.

    “Alguns desafios são muito claros, como a qualidade e a organização dos dados, a segurança e a proteção dessas informações, a mudança cultural e a qualificação das pessoas”, enumera.

    A lista ainda inclui dois fatores diretamente relacionados à confiança na tecnologia, conforme enfatiza a representante do Sistema OCB/GO, como a necessidade de supervisão humana e a capacidade de avaliar a confiabilidade das respostas produzidas pelos sistemas.

    “Também entram nessa equação o investimento e a infraestrutura necessários para implementar essas soluções de forma adequada”, acrescenta a coordenadora.No cooperativismo goiano, esse processo ainda não está traduzido em um indicador público específico capaz de mostrar quantas cooperativas de saúde já utilizam inteligência artificial ou em que grau a tecnologia está incorporada às operações.

    A OCB Goiás acompanha a evolução do tema por meio de iniciativas de inovação, diagnósticos de transformação digital e projetos-piloto. De acordo com Carla Vinhadelli, no entanto, o que se mostra inquestionável é o avanço do interesse das cooperativas pela adoção da IA.

    Na Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas de Goiás (Coopanest-GO), por exemplo, a inteligência artificial vem sendo incorporada principalmente a processos que, pela quantidade de informações e etapas envolvidas, tradicionalmente exigiam uma extensa rotina de conferências, acessos a sistemas e alimentação de planilhas.

    Pioneira no cooperativismo médico em anestesiologia no Brasil, a Coopanest-GO teve origem em 1974, quando 38 médicos anestesiologistas fundaram a então Cooperativa dos Anestesiologistas de Goiânia (Coag). Com a ampliação da atuação para todo o Estado, a instituição passou a adotar, em 1989, o nome atual.

    Hoje, reúne 609 cooperados e conta com 48 colaboradores, atuando na prestação de serviços médicos de anestesiologia em Goiás.

    Foi em uma das áreas ligadas à conferência de informações financeiras que a cooperativa iniciou sua aproximação com a IA.

    Segundo o gerente-geral da Coopanest-GO, Leandro Ferreira, a primeira aplicação esteve relacionada à auditoria e ao fechamento de contas, em um processo que exige o cruzamento de dados referentes aos pagamentos realizados pelos convênios.

    “Atualmente, utilizamos diversas ferramentas muito conhecidas, como Claude, Gemini e DeepSeek, que estão todas em operação real, atuando diretamente na execução e automação de processos.”

    A experiência, segundo o gerente-geral, não fica restrita a um único setor. A tecnologia passou a ocupar espaços em diferentes áreas da estrutura administrativa da cooperativa, alcançando desde a gestão de informações financeiras até atividades de suporte e comunicação.

    “Cito aqui o faturamento de todas as produções médicas do Estado, auditorias, Recursos Humanos, gestão de convênios, comunicação, além do financeiro”, enumera Leandro ao apresentar as frentes que já contam com recursos de IA.

    “Tudo que era feito através de clique, acesso a portais, rotinas e planilhas de Excel hoje foi embarcado para uso de inteligência artificial e automação através de algoritmo.”

    A alteração da rotina já produziu resultados mensuráveis em algumas operações, de acordo com Leandro.

    Um dos exemplos citados pela cooperativa envolve a validação de dados relacionados ao convênio Hapvida, atividade que anteriormente demandava duas pessoas durante 15 dias e que, com a nova estrutura, passou a ser realizada em cerca de cinco horas. “Tivemos avanço também na automatização da conciliação bancária.

    Zero esforço humano. Cito ainda cruzamento de dados de auditoria e pagamentos, com taxa de sucesso de 95%, reduzindo em torno de 55% do esforço manual de cruzamento”, destaca o gerente geral ao citar que o resultado mais relevante não pode ser resumido apenas à quantidade de horas economizadas ou à velocidade dos processos.

    A percepção da cooperativa é que o principal efeito da automação aparece na própria rotina de quem trabalha com essas atividades. “Sem dúvida, deixar o dia das pessoas que trabalham na cooperativa mais leve.”

    Embora a inteligência artificial não seja, isoladamente, responsável pelo desempenho do setor cooperativista, a incorporação de tecnologias capazes de reduzir etapas, organizar grandes volumes de informações e ampliar a eficiência das operações se soma a outros fatores que vêm fortalecendo a atividade.

    De acordo com o Anuário do Cooperativismo divulgado em 2026, com dados referentes a 2025, Goiás reúne 262 cooperativas e mais de 710 mil cooperados. O setor também responde por quase 19 mil empregos diretos e soma R$ 78,4 milhões em ativos.

    Dentro desse universo, o ramo da Saúde ocupa um espaço relevante. São 40 cooperativas registradas no Sistema OCB/GO, reunindo mais de 12,4 mil cooperados e cerca de 4,4 mil pessoas empregadas.

    Juntas, essas organizações concentram mais de R$ 2,1 bilhões em ativos e registraram R$ 124,8 milhões em sobras, segundo os dados do Anuário do Cooperativismo.

    Os indicadores refletem a força de um modelo que reúne profissionais e consumidores em torno da oferta de serviços voltados à preservação, ao atendimento e à promoção da saúde humana.

    No Brasil, o cooperativismo de saúde acumula mais de seis décadas de história e reúne cooperativas médicas, odontológicas e organizações formadas por profissionais classificados na área de atividades de atenção à saúde humana, além de cooperativas constituídas por pessoas que se unem em torno de planos de saúde.

    A dimensão alcançada pelo ramo ultrapassa as fronteiras de Goiás.

    O cooperativismo de saúde brasileiro está presente em mais de 90% do território nacional e é responsável pelo atendimento de mais de 27 milhões de pessoas, consolidando o país como uma referência mundial nesse modelo de organização.Em um segmento marcado por grandes volumes de dados, exigências regulatórias, operações financeiras complexas e pela necessidade permanente de conciliar eficiência com qualidade na prestação dos serviços, a busca por novas ferramentas ganha, naturalmente, cada vez mais espaço.

    É nesse contexto que a inteligência artificial deixa de ser uma tendência debatida nos ambientes de inovação e passa a encontrar aplicações concretas na rotina administrativa e operacional. A incorporação dessas soluções, no entanto, não ocorre de maneira uniforme.

    Enquanto algumas cooperativas, como a Uniodonto Goiânia e Coopanest-GO, já avançaram para a automação de processos, o uso de algoritmos e a integração de ferramentas de IA às suas operações, outras ainda estão nos primeiros estágios dessa transformação ou sequer iniciaram esse movimento.

    Para reduzir essa distância e preparar as cooperativas para uma realidade em que a tecnologia tende a ocupar espaço crescente, o próprio Sistema OCB/GO tem promovido capacitações e iniciativas voltadas à inovação e à transformação digital.

    “O Sistema OCB/GO realizou, por exemplo, o 4º Fórum de Tecnologia e Inovação, em 2025, dedicado a temas como Inteligência Artificial, IA generativa, cibersegurança, produtividade e transformação dos processos das cooperativas”, exemplifica a coordenadora de Inovação do Sistema OCB Goiás, Carla Vinhadelli Campos.

    Em 2024, o Sistema OCB/GO também realizou o 1º Fórum de Presidentes e Dirigentes do Núcleo Cooperativo Central, colocando a IA diretamente na agenda das lideranças.

    “O presidente Luís Alberto Pereira afirmou, na ocasião, que o objetivo era fazer com que os dirigentes entendessem o que existe em IA e como as cooperativas poderiam se beneficiar da tecnologia”, lembra Carla ao citar que, neste ano, foram realizadas duas turmas do Workshop IAs Generativas na Gestão, com conteúdos, que incluíram os mais variados temas de inovação.

    Além disso, o Sistema OCB/GO lançou em 2026 o curso gratuito “Gestão de Projetos com IAs Generativas”, disponibilizado no Capacitacoop, com foco em aplicação prática da IA para planejamento, execução, monitoramento e encerramento de projetos. “No caso específico da saúde, há uma iniciativa particularmente interessante.

    É que em junho de 2025, a Unimed Federação Centro Brasileira realizou em Goiânia a abertura da Semana de Inovação da Unimed, com discussões sobre IA e IoT (Internet das Coisas). O evento apresentou, entre outros temas, o uso de IA na radiologia, incluindo a tecnologia SwiftMR para reduzir o tempo dos exames de ressonância”, cita Carla.

    A tendência apontada por quem acompanha de perto a transformação do cooperativismo goiano é de que o movimento ligado à inovação apenas se intensifique.

    “A expectativa mais consistente com as evidências disponíveis é que a IA se torne cada vez mais presente nas cooperativas de Saúde, especialmente nos processos que envolvem grande volume de dados, atividades repetitivas, atendimento, auditoria, diagnóstico assistido, prevenção e personalização do cuidado”, finaliza a coordenadora de Inovação do Sistema OCB Goiás.

     

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Anvisa aprova importação de remédio experimental para piloto Lito

    Anvisa aprova importação de remédio experimental para piloto Lito

    São Paulo – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação e o uso de uma medicação experimental para o tratamento do piloto e youtuber Lito Sousa, diagnosticado com Doença de Creutzfeldt-Jakob. A informação foi confirmada pela família via redes sociais.

    Segundo a esposa de Lito, Mila Seidl, a expectativa é que a medicação chegue ao Brasil entre sete e nove dias a contar da última sexta-feira (4). “O impossível está virando realidade! Estamos prontos para receber o tratamento”, comemorou Mila no post, destacando que não houve regalias no processo.

    “Vi algumas pessoas dizendo que a Anvisa abriu uma exceção rara. Não foi. Isso é um regulamento, está previsto em lei. Alguns países adotam o uso compassivo de medicação e aí você tem um trâmite legal que precisa ser cumprido. Não é algo que foi feito excepcionalmente para o Lito”, explicou a esposa do youtuber.

    Mila lembrou que qualquer pessoa em situação similar pode pleitear o mesmo tipo de autorização. “Cabe à Anvisa analisar, deferir ou indeferir. A gente apresentou bastante documentação. [O processo] estava bem robusto”, completou, a citar documentos enviados pela farmacêutica e exames diversos.

    “Uma das nossas missões é mostrar o caminho que famílias que passam por isso – por doenças raras, não necessariamente a nossa, mas outras – podem seguir para conseguir o uso experimental de medicamentos, a importação, a entrada em estudos”, destacou a esposa de Lito.

    Ainda segundo Mila, houve um entendimento, por parte do governo brasileiro, incluindo o Ministério da Saúde e a própria Anvisa, bem como da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, sobre a urgência e a celeridade da causa de Lito.

    “Mesmo assim, sendo muito sincera, foi muito angustiante porque esse fluxo mais rápido levou cerca de uma semana e, em uma semana, a gente perdeu algumas coisas”, disse, ao se referir ao quadro do marido. “Mas eu entendo. Eles têm que estar calçados de que estão fazendo a coisa certa. Não podem canetar, precisam apreciar.”

    A doença

    A comunidade científica tem, até o momento, mais perguntas e hipóteses do que certezas absolutas a respeito da Doença de Creutzfeldt-Jakob. A condição é rara, com menos de 100 casos suspeitos registrados por ano no Brasil.

    A doença se instala quando formas anormais de uma proteína produzida dentro das células cerebrais, os príons, passam a se acumular, comprometendo o funcionamento do órgão. O quadro progride rapidamente com desfecho fatal. (Agência Brasil)

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Goiânia ganha novo instrumento para financiar monitoramento e segurança urbana

    Goiânia ganha novo instrumento para financiar monitoramento e segurança urbana

    A Redação

    Goiânia – Além da iluminação pública, a Contribuição para Custeio da Iluminação Pública e de Sistemas de Monitoramento (Cosip) poderá contemplar sistemas de monitoramento destinados à segurança e à preservação dos logradouros da capital. A utilização foi regulamentada pela Prefeitura de Goiânia.

    O Decreto nº 166/2026, assinado pelo prefeito Sandro Mabel, atualiza o Decreto nº 3.794/2022 e adequa a regulamentação municipal às mudanças introduzidas pela legislação federal e pela Lei Complementar Municipal nº 386/2025.

    A nova regulamentação abrange o custeio, a expansão e a melhoria tanto da iluminação pública quanto dos sistemas de monitoramento.

    Na prática, os recursos da Cosip poderão custear a aquisição, implantação, instalação, expansão, manutenção, operação, gestão e desenvolvimento de tecnologias de monitoramento.

    A regulamentação também contempla infraestrutura e equipamentos de transmissão de informações e ativos necessários ao funcionamento de centros integrados de operação e controle.

    O decreto regulamenta uma ampliação de finalidade que já decorre das alterações constitucional e legal.

    A medida acompanha a ampliação promovida pela Emenda Constitucional nº 132/2023, que passou a prever expressamente a possibilidade de utilização da contribuição para sistemas de monitoramento destinados à segurança e à preservação de logradouros públicos.

    A legislação municipal foi posteriormente atualizada para incorporar essa nova finalidade.

    “Estamos modernizando a legislação para que Goiânia possa utilizar os instrumentos disponíveis para investir não apenas em uma cidade mais iluminada, mas mais segura, conectada e inteligente.

    Tecnologia, iluminação e monitoramento precisam trabalhar juntos para melhorar a segurança e a qualidade dos espaços públicos”, afirma o prefeito Sandro Mabel.

    Monitoramento e tecnologia

    O decreto detalha quais despesas relacionadas ao monitoramento poderão integrar a planilha de custos da Cosip.

    Entre elas estão sistemas e tecnologias de monitoramento, meios de transmissão de dados, infraestrutura, equipamentos voltados à segurança e à prevenção de desastres e estruturas necessárias aos centros integrados de operação e controle.

    A nova planilha passa a separar as despesas de iluminação pública das despesas dos sistemas de monitoramento, permitindo identificar os custos de cada atividade. O documento prevê, inclusive, a segregação contábil de projetos e serviços terceirizados relacionados ao monitoramento.

    A regulamentação estabelece que os custos da iluminação pública continuam sendo distribuídos de acordo com os Distritos de Iluminação Pública (DIPs).

    Já os custos dos sistemas de monitoramento serão, neste momento, rateados uniformemente entre os contribuintes abrangidos pela legislação, independentemente do DIP onde esteja localizado o imóvel.

    Segundo a exposição de motivos, esse modelo foi adotado porque ainda não existe estudo técnico que demonstre correspondência entre a divisão geográfica dos distritos de iluminação e a área de cobertura dos equipamentos de monitoramento. A sistemática poderá ser revista futuramente com base em novos estudos técnicos.

    Eficiência

    Outra mudança é a simplificação do processo administrativo de apuração da contribuição. A Secretaria Municipal da Fazenda passa a concentrar a apuração da totalidade dos custos e o encaminhamento do resultado do rateio à concessionária de energia elétrica.

    Até então, o fluxo envolvia sucessivamente as secretarias municipais de Infraestrutura Urbana, Administração e Fazenda.

    Segundo a exposição de motivos, a concentração do procedimento busca proporcionar maior eficiência, celeridade e integração das informações, sem retirar as competências técnicas e operacionais dos demais órgãos envolvidos.

    A regulamentação também determina acompanhamento mensal da relação entre a receita efetivamente arrecadada pela Cosip e as despesas com iluminação e monitoramento, com registro de eventual déficit ou superávit. A cada janeiro, a Fazenda deverá consolidar o balanço financeiro do exercício anterior.

    Conselho Gestor

    O Conselho Gestor também passa a incorporar formalmente os sistemas de monitoramento em suas atribuições. O colegiado continuará com caráter consultivo e será responsável por acompanhar a gestão técnica e financeira, as despesas e a aplicação dos recursos arrecadados pela Cosip, além dos projetos de expansão e modernização.

    O decreto estabelece ainda despesas que não podem ser incluídas na base de cálculo da Cosip, como energia destinada à semaforização e a outros equipamentos de trânsito, consumo de energia de edificações públicas e fornecimento de energia para eventos ou equipamentos particulares conectados à rede de iluminação, ressalvadas as hipóteses previstas na legislação.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Instituto Histórico e Geográfico de Goiás abre exposição ‘Vida e Obra’ sobre Jacira Rosa Pires

    Instituto Histórico e Geográfico de Goiás abre exposição ‘Vida e Obra’ sobre Jacira Rosa Pires

    Jales Naves

    Especial para o jornal A Redação

    Goiânia – “O verdadeiro legado de um urbanista não está apenas nas obras que realizou, mas nos ideais que permanecem vivos e inspirando o futuro de nossas cidades”.

    A afirmação é da arquiteta e urbanista Jacira Rosa Pires, na inauguração da exposição “Vida e Obra”, em sua homenagem, que o Instituto Histórico e Geográfico de Goiás e o Instituto Cultural e Educacional Bernardo Élis para os Povos do Cerrado abriram na manhã desta sexta-feira, dia 4, na Casa Rosada de Goiânia, sede do IHGG.

    Mesa expositiva com livros, troféus e documentos (Foto: Lays Carvalho)

    “Este é um desses momentos em que as palavras parecem pequenas diante do significado do que estou vivendo agora”, disse.

    “Receber uma homenagem que reconhece uma trajetória de vida é, antes de tudo, uma oportunidade de olhar para trás, recordar caminhos percorridos, pessoas que fizeram parte deles e, sobretudo, compreender que nenhuma trajetória se constrói sozinha”.

    Falaram na abertura os presidentes do IHGG, Jales Mendonça, e do Icebe, Nilson Jaime, também curador da mostra, que ficará aberta por dois meses. Em seguida, descerraram a fita da mesa expositiva com livros, condecorações e documentos da homenageada.

    Vida pela arquitetura

    Em seu pronunciamento, Jacira afirmou que o reconhecimento não pertencia apenas a ela. “Representa uma vida dedicada à arquitetura, ao urbanismo, ao ensino, à pesquisa, e, acima de tudo, ao compromisso permanente com Goiânia”.

    Ao recordar sua trajetória, voltou à infância e recordou sua avó, mulher fina, alegre e determinada, que despertou nos netos o amor pelos estudos. “Dela veio os alicerces dos meus valores”, afirmou.

    No curso ginasial já tinha acolhido o seu lema: “estudar, estudar, estudar”. Cursou o ginásio no Colégio Estadual Professor Pedro Gomes, uma das mais importantes instituições de ensino na época.

    Fase marcada pelos estudos, pela disciplina e pelas amizades. Dentre as lembranças estão os desfiles de 7 de setembro, ao som da Banda do colégio, “solenidade que despertava em nós sentimentos de pertencimento e orgulho”.

    Ela se formou em Arquitetura pela Universidade Católica de Goiás em 1974. Em seguida, foi convidada pelo professor Solimar Neiva para integrar o recém-criado Instituto de Planejamento Municipal, onde encontrou sua vocação: participar do planejamento urbano de Goiânia.

    Trabalhou na implantação do Plano de Desenvolvimento Integrado, “excepcional experiência para conhecimento da minha cidade”. O plano foi revisado em 1975 pelo arquiteto Jaime Lerner, quando a população havia crescido de forma inesperada e o transporte urbano estava um caos.

    Lerner propôs o eixo de serviço regional na Av. Anhanguera como sistema integrado de transporte – experimento pioneiro, com repercussões que ultrapassaram o estado de Goiás.

    Disputando com outros 1.500 projetos apresentados, ganhou em 1976 ‘Menção Honrosa’ no IX Congresso Brasileiro de Arquitetura, em São Paulo, com “Novos espaços para Feira Livre e Esporte”, feito em parceria.

    De 1975 a 78, reconhecimentos e documentos mostram sua trajetória de arquiteta inserida diretamente no processo de construção da legislação e do planejamento de Goiânia.

    Carreira docente

    O contrato de Jacira com o Iplan foi encerrado em 1979, “mas as vinculações existentes davam ares de dificuldades de rompimento, pois retornei a pedido do Instituto reiteradas vezes para trabalhar no planejamento de Goiânia”.

    Em 1993 retornou como Diretora de Planejamento Urbano, ano em que começou sua carreira docente, como professora da Escola de Arquitetura Edgar Graeff e do Mestrado em Serviço Social, ambos da Universidade Católica de Goiás.

    “Ensinar foi uma das maiores realizações de minha vida, pois tive a oportunidade de formar gerações de arquitetos urbanistas, transmitindo não apenas conhecimentos técnicos, mas também o respeito pela cidade e pela carga social da profissão”, afirmou.

    Em 1982 fez especialização em Planejamento Habitacional na Universidade de Brasília; quando retornou a Goiânia foi trabalhar na Companhia de Habitação de Goiás, onde desenvolveu e acompanhou inúmeros projetos habitacionais.

    Em 2002 recebeu o Diploma de Estudos Avançados em Composição Arquitetônica pela Universidade Politécnica da Catalunha, em Barcelona, Espanha, no programa de doutorado em Teoria e História da Arquitetura. Apresentou sua tese em 2006, que resultou no livro “Goiânia – Cidade Pré-Moderna do Cerrado.

    1922/1938”, publicado em 2009, sobre o tempo histórico e as discussões urbanas mundiais do momento. “Nesta caminhada entendi que preservar o patrimônio histórico é também uma forma de planejar o futuro”, disse.

    “Participei e participo da defesa de importantes demandas de preservação, pois edifícios e espaços urbanos são identidade e testemunhas que compõem a história da cidade”. “É nesse encontro entre arquitetura, história e memória que reconheço a essência do meu trabalho”.

    Filiações e demandas

    Filiada ao Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (2013), é sócia titular do IHGG, Cadeira nº 26 (2012), e da Sociedade Goiana de História da Agricultura; e sócia emérita do Icebe.

    Entre outras condecorações recebeu a Comenda do Mérito Arquitetônico e Urbanístico Atíllio Correia Lima (2008) e o Troféu “Mulheres que Engrandecem o Estado de Goiás”, da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás (2018), tornando-se sócia titular da Aflag em 2004, assumindo a Cadeira nº 19, que tem como titular a memorável acadêmica Lena Castelo Branco.

    Muitas foram as demandas de Goiânia pelas quais lutou, como a instalação do Museu Atíllio e Armando, autores do projeto da cidade; e o projeto Goiânia Cidade Vida Verde, elaborado em 2008 e retomado em 2026, o que renovou as esperanças de continuar contribuindo para uma cidade mais sustentável, humana e comprometida com a preservação ambiental.

    Em ambos, a parceria com a arquiteta Narcisa Abreu Cordeiro.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Equatorial Goiás emite alerta para risco de tempestades com ventos fortes e raios em Goiás até segunda-feira (7)

    Equatorial Goiás emite alerta para risco de tempestades com ventos fortes e raios em Goiás até segunda-feira (7)

    A previsão do tempo em Goiás é de possibilidade de temporais em diferentes regiões do Estado nos próximos dias, com alerta para chuva forte, rajadas de vento de até 70 km/h e raios.

    De acordo com o Climatempo, o cenário de instabilidade deve se intensificar a partir deste sábado (5), se estendendo até segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

    Nesse sentido, a Equatorial Goiás já monitora as condições climáticas em tempo real e reforça ações preventivas diante da previsão de tempestades.

    O alerta especial é para o alto risco de raios e temporais nestes próximos dias, que podem provocar impactos no sistema elétrico, principalmente em situações de queda de árvores e galhos sobre a fiação, além de outros danos à rede.

    Segundo a empresa, uma operação preventiva é mantida para reduzir os impactos e garantir uma resposta rápida em caso de ocorrências. Por meio do Centro de Operações Integradas (COI), a distribuidora acompanha permanentemente as condições meteorológicas e a evolução dos eventos climáticos.

    “Nós acompanhamos, em tempo real, a formação e o deslocamento de tempestades e outros eventos climáticos, o que nos permite avaliar cenários de risco e direcionar equipes e recursos de forma preventiva para as regiões que possam ser mais afetadas”, explica o gerente do Centro de Operações Integradas da Equatorial Goiás, Vinicyus Lima.

    Confira a previsão completa para este final de semana

    Neste sábado (5) o tempo será instável em todas as regiões de Goiás, com previsão de chuva moderada, raios e rajadas pontuais de vento de até 60 km/h. Os pontos de maior atenção são nas regionais Morrinhos, Rio Verde e Iporá, classificadas em nível de alerta.

    Em outras regiões do estado, também há previsão de instabilidade e ocorrência de descargas atmosféricas. As rajadas devem variar entre 45 e 55 km/h.

    Já no domingo (6), o cenário é mais severo. A chegada de uma nova frente fria favorecerá a formação de áreas de instabilidade em todo o estado, com possibilidade de chuva forte, raios e rajadas eventuais de até 70 km/h.

    Pontos de atenção: região de Iporá, Rio Verde, Morrinhos e Metropolitana. Nas demais regiões, também há previsão de chuva, embora com menor intensidade.

    O risco de tempestades se estende até segunda-feira (7), pois as áreas de instabilidade associadas à frente fria continuam atuando sobre Goiás. Há previsão de chuva forte, raios e rajadas pontuais de vento de até 60 km/h, principalmente nas regionais Morrinhos, Metropolitana, Goiânia, Montes Belos, Luziânia, Anápolis, Uruaçu e Formosa.

    Nas demais regiões, a chuva tende a diminuir, mas ainda há possibilidade de pancadas isoladas e descargas atmosféricas.

    Alerta para segurança durante tempestades

    A Equatorial alerta os cuidados à população durante chuvas com raios e ventos fortes. A recomendação é para que as pessoas evitem áreas abertas, que atraem as descargas elétricas, não busquem abrigo sob árvores ou estruturas que possam apresentar riscos durante as tempestades.

    Em caso de fios caídos ou qualquer situação envolvendo a rede elétrica, a recomendação é não tocar e não se aproximar do local, mantendo outras pessoas afastada. Outra orientação é, numa situação de emergência envolvendo a rede elétrica, acionar a distribuidora pelos canais oficiais de atendimento abaixo:

    • Agência Virtual no site www.equatorialenergia.com.br;

    • Aplicativo Equatorial Energia (Android e iOS);

    • Atendente virtual Clara, via WhatsApp, pelo número (62) 3243-2020;

    • Call Center 0800 062 0196.

    O post Equatorial Goiás emite alerta para risco de tempestades com ventos fortes e raios em Goiás até segunda-feira (7) foi publicado primeiro em Diário de Goiás.

    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Filarmônica de Goiás abre 25º Canto da Primavera com Almir Pessoa

    Filarmônica de Goiás abre 25º Canto da Primavera com Almir Pessoa

    A Redação

    Goiânia – A Orquestra Filarmônica de Goiás abrirá o Canto da Primavera, em Pirenópolis. A apresentação será na terça-feira (8/9), às 19h30, em frente à Igreja Matriz, com a participação do compositor, cantor e violeiro Almir Pessoa, sob a regência de Mariana Menezes.

    O concerto será dedicado ao repertório de músicas de raiz, a maioria de autoria do próprio violeiro goiano. É a primeira vez que o artista realiza um show completo acompanhado por uma orquestra.

    “É um momento muito significativo. A viola caipira sempre foi minha forma de expressar e valorizar a nossa cultura.

    Poder levá-la ao universo sinfônico representa uma conquista pessoal, mas também uma oportunidade de mostrar a riqueza e a força da nossa música de raiz para novos públicos e com novas roupagens”, analisa Almir Pessoa.

    Para Menezes, participar de um evento como o Canto da Primavera é uma oportunidade de levar a música orquestral a mais pessoas e, ainda, celebrar a cultura goiana e suas tradições. “O encontro com o Almir é a celebração de algo que já está na nossa raiz.

    Unir a preparação sinfônica a essa sonoridade que pertence ao nosso Estado, ao lado de um artista de intuição musical tão grandiosa, vai gerar uma energia extraordinária no palco. Tenho certeza de que o público sentirá essa vibração.”

    Almir Pessoa

    Almir Pessoa é cantor, compositor e violeiro, com formação em Música e Mestrado pela Universidade Federal de Goiás. Iniciou sua carreira profissional em 2003 com o show Viola na Arena e, desde então, construiu uma trajetória marcante na música caipira e instrumental brasileira.

    Lançou cinco CDs, dois DVDs e um livro publicado (A Viola por Almir Pessoa).

    Apresentou-se em eventos no Brasil e no exterior — incluindo França, Bélgica, Alemanha, Suíça e Portugal — e foi o primeiro brasileiro a cantar no Parlamento Inglês. Na TV, teve músicas exibidas em programas e jornais da Globo, Record, Band e TV Aparecida.

    Representou Goiás nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016 e ministrou o primeiro curso internacional de viola caipira em Londres. Atualmente, além do trabalho artístico, dirige o IVAP (Instituto de Viola Almir Pessoa), formando novas gerações de violeiros em Goiânia.

    O Canto da Primavera

    A 25ª edição do Canto da Primavera será realizada na cidade histórica de Pirenópolis de 8 a 13 de setembro. Entre as atrações nacionais já confirmadas, o evento terá shows de Rachel Reis, no dia 11, de Iza, no dia 12, e da banda Gilsons no dia 13.

    Criado em 2000, o evento cultural nasceu com a proposta de descentralizar as ações culturais de Goiânia. Ao longo das suas edições, o festival recebeu artistas como Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Zeca Baleiro, Alceu Valença, Emicida, Cidade Negra, Skank e Nando Reis, além de atrações internacionais.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista