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  • Goiás tem prejuízo de US$ 16,8 milhões por mês com suspensão de importações pela União Europeia

    Goiás tem prejuízo de US$ 16,8 milhões por mês com suspensão de importações pela União Europeia

    A Redação

    Goiânia – Os exportadores goianos de produtos de origem animal devem sentir no bolso os efeitos da sanção da União Europeia (UE) às importações brasileiras, que entrou em vigor nesta quinta-feira (3/9). A estimativa inicial é de que a medida gere um prejuízo de US$ 16,8 milhões por mês.

    No mesmo dia, a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), por meio da Gerência de Desenvolvimento Industrial (Gedin), divulgou uma análise do impacto da suspensão, com previsões e recomendações ao setor produtivo.

    O embargo suspende as exportações brasileiras à UE de carne de aves, bovina, suína, peixes de cultivo (aquicultura), mel, equinos, ovos e envoltórios (tripas). A sanção deve permanecer em vigor até que o País comprove a documentação exigida ao longo do ciclo produtivo.

    “Cabe destacar que a suspensão se trata de uma questão de capacidade de comprovação documental, e não de questões sanitárias sobre a carne brasileira.”, salienta o analista econômico da Fieg Saulo Nogueira .

    Entenda o caso

    A decisão da UE de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para consumo humano foi tomada em maio de 2026.

    A medida está relacionada ao Regulamento Delegado 2023/905, que estabeleceu regras mais rígidas sobre o uso de antimicrobianos em animais destinados à produção de alimentos exportados ao bloco europeu.

    Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que as regras vêm sendo efetivamente cumpridas ao longo de toda a cadeia produtiva, da criação ao abate.

    O analista da Fieg aponta que outro risco consequente é de que a situação leve outros países a questionar a condição sanitária desses produtos brasileiros e a reduzir ou interromper completamente a importação deles.

    “Além do impacto econômico direto, a sanção pode levar outros países a questionarem a decisão e a adotarem posturas semelhantes, como no caso da Noruega, que também anunciou a mesma restrição por precaução”, destaca.

    Impacto em Goiás

    Os produtos de origem animal exportados por Goiás à UE somaram US$ 190 milhões em 2025. Entre janeiro e julho de 2026, o valor foi de US$ 96 milhões, cerca de 14% menor que no mesmo período do ano anterior. As carnes bovinas representaram 90% desse total, ou US$ 171 milhões.

    De acordo com a análise da Fieg, o potencial de exportação perdido seria de US$ 3,83 milhões entre setembro e dezembro de 2026, e de US$ 11,5 milhões em 2027. A soma desses valores representaria um impacto de US$ 16,8 milhões por mês, equivalente a 8,1% do valor total das exportações goianas de produtos de origem animal.

    A análise da Gedin-Fieg aponta dois frigoríficos mais prejudicados em Goiás: a JBS, em Mozarlândia, e a Minerva Foods, em Palmeiras de Goiás, ambos com produção voltada ao mercado premium europeu.

    Segundo nota emitida pelo Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados no Estado de Goiás (Sindicarne-GO) em 12 de agosto de 2026, as duas plantas foram estruturadas para atender ao mercado europeu premium, processando cortes nobres de maior valor agregado.

    “Exportadores goianos podem, e devem, redirecionar sua produção para a China, que hoje é a maior importadora do Brasil; para os Estados Unidos, que vêm ampliando as compras; e para mercados asiáticos como Japão, Indonésia e Coreia do Sul”, reforça Saulo Nogueira.

    Segundo o especialista, as exportações goianas e brasileiras para a UE seguem em tendência de crescimento desde 2023, portanto o impacto comercial em Goiás pode ser maior do que os números indicam.

    A resposta do governo brasileiro

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Portaria SDA nº 1.617/2026, que proíbe o uso de antimicrobianos como aditivos melhoradores de desempenho animal no País e determina novos procedimentos de controle para certificação.

    A partir de 3 de setembro, só recebem certificação sanitária internacional os produtos que comprovarem atendimento às regras europeias. Em paralelo, o Mapa se comprometeu a enviar à UE a documentação atualizada, com reforço dos mecanismos de controle.

    O valor pago pelos produtos brasileiros de origem animal na UE é cerca de 20% maior do que o praticado em outros destinos.

    Em 2025, o bloco europeu foi o quarto principal destino da carne bovina brasileira, com 128 mil toneladas e US$ 1,05 bilhão em compras, alcançando cerca de 3% do volume exportado, mas mais de 5% do valor total, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

    A pauta total de produtos afetados somou US$ 262 milhões em 2025 e já soma US$ 339,6 milhões entre janeiro e maio de 2026, concentrada principalmente em carnes bovinas desossadas.

    Pontos de atenção

    A própria UE não alega contaminação, e o prazo para cumprir as adaptações até 3 de setembro é um dos pontos mais sensíveis para a cadeia bovina. Como o ciclo da pecuária de corte é longo, um boi abatido aos 30 meses precisa ter cumprido as exigências desde o nascimento.

    Ou seja, mesmo depois de adaptar a produção, os frigoríficos levarão cerca de 30 meses para gerar e exportar carne dentro das novas regras europeias.

    A análise da Fieg destaca que o setor bovino goiano deve ressaltar ativos que podem acelerar a adequação às exigências da UE, como a rastreabilidade individual do Sisbov, o status de área livre de febre aftosa sem vacinação e a capacidade sanitária já reconhecida pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa).

    Entre as recomendações, a Fieg orienta que os exportadores compreendam com precisão as exigências da UE para que o produto de origem animal tenha acesso ao mercado europeu, planejem suas exportações e busquem, desde já, mercados alternativos no exterior.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Delegação com 201 estudantes de Goiás participa dos Jogos Escolares Brasileiros em Brasília

    Delegação com 201 estudantes de Goiás participa dos Jogos Escolares Brasileiros em Brasília

    A Redação

    Goiânia – Alunos da rede pública de Goiás vão participar dos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs), em Brasília (DF). Ao todo, 201 estudantes-atletas goianos disputarão a competição entre os próximos dias 11 e 26.

    O evento, organizado pela Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE), reúne competidores de diferentes unidades da Federação em disputas de modalidades esportivas escolares.

    Os representantes goianos foram classificados para a etapa nacional após participação nos Jogos Estudantis do Estado de Goiás (JEGs).

    Na competição nacional, os estudantes participarão de 18 modalidades esportivas, sendo elas: atletismo (34 atletas), handebol (21), basquetebol (20), voleibol (17), judô (16), futsal (16), natação (16), wrestling (12), taekwondo (11), karatê (9), atletismo adaptado (5), tênis de mesa (4), xadrez (4), badminton (4), vôlei de praia (4), ginástica rítmica (3), ginástica artística (3) e ciclismo (2).

    Para garantir vaga na delegação estadual, os competidores participaram das fases intermunicipal e estadual dos JEGs, realizadas ao longo do ano.

    Na etapa nacional, os destaques da competição podem ser observados para futuras convocações para a seleção brasileira escolar e competições internacionais, como os Jogos Sul-Americanos Escolares e a ISF Gymnasiade (os Jogos Mundiais Escolares).

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Bancos não terão atendimento presencial no feriado da Independência

    Bancos não terão atendimento presencial no feriado da Independência

    Brasília – As agências bancárias estarão fechadas na próxima segunda-feira (7), feriado da Independência. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o atendimento presencial ao público segue normalmente na terça-feira (8) nas localidades onde não haja feriado estadual ou municipal ou ponto facultativo.

    A instituição esclarece que as operações financeiras podem ser realizadas com total segurança e conveniência pelos canais digitais dos bancos. Além disso, os clientes podem recorrer ao suporte por telefone e aos correspondentes bancários.

    As salas de autoatendimento poderão estar disponíveis em algumas localidades, a critério de cada instituição.

    As compensações bancárias não serão efetivadas durante o dia 7 de setembro, incluindo a TED. Já o PIX, que funciona 24 horas todos os dias úteis e feriados, poderá ser feito normalmente.

    Boletos de cobrança e contas de consumo – água, energia, telefone, entre outros – com vencimento no feriado poderão ser pagos, sem acréscimo, no próximo dia útil. Boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos podem ser pagos via Débito Direto Autorizado.

    “No caso dos tributos e impostos, caso vençam nos dias em que não há compensação bancária, é necessário que o pagamento seja antecipado, para evitar a incidência de juros e multa, lembrando que o sábado não é considerado dia útil e, por essa razão, não há liquidação financeira”, alertou a Febraban. (Agência Brasil)

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Burnout feminino: quando o custo da alta performance chega ao limite

    Burnout feminino: quando o custo da alta performance chega ao limite

    Qual o custo para ser mulher em 2026, garantindo o equilíbrio entre profissional e vida pessoal? Os boletos pagos, a família feliz e alimentada, o shape indicado pelo especialista, o check-up em dia, o último relatório entregue.

    Teoricamente tudo isso passa invisível pela máquina registradora da vida, mas cada dia mais sabemos que custa e custa muito.

    Um dos custos identificados é que sete em cada dez casos notificados de burnout no Brasil são de mulheres. O dado, publicado pela Revista Brasileira de Medicina do Trabalho, é um alerta que não pode ser interpretado apenas como uma questão individual.

    Entre 2014 e 2024, foram registrados 1.458 casos no país, dos quais 71,6% correspondiam a mulheres. A faixa etária mais atingida foi de 35 a 49 anos.

    Não é possível explicar esse cenário apenas pela chamada dupla jornada. Muitas mulheres ainda precisam provar competência continuamente, enfrentam desigualdade salarial, assédio, falta de reconhecimento e a sensação permanente de que poderiam estar fazendo mais.

    Quando chegam à liderança, a conquista profissional pode vir acompanhada de uma cobrança adicional: demonstrar que merecem estar naquele lugar, sem deixar de corresponder às expectativas familiares e sociais.

    Essa sobrecarga não é distribuída igualmente. Mulheres que criam os filhos sozinhas, cuidam dos pais, enfrentam longos deslocamentos, acumulam empregos ou vivem situações de vulnerabilidade socioeconômica estão ainda mais expostas.

    O impacto deste custo, antes invisível, ultrapassa a vida de cada mulher. Em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por transtornos mentais e comportamentais, 15,66% a mais que no ano anterior. As mulheres responderam por 63,46% desses afastamentos.

    Quando o adoecimento cresce, perdem as pessoas, as famílias e também as organizações, que enfrentam afastamentos, queda de engajamento, perda de talentos e custos humanos e econômicos.

    A NR-1 pode ser um avanço neste sentido ao incluir expressamente os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, mas não resolve sozinha uma questão que é cultural.

    Uma norma pode estabelecer obrigações, orientar procedimentos e transformar a saúde mental em parte da gestão de riscos. Mas nenhuma norma muda, por decreto, uma cultura organizacional que premia a disponibilidade permanente, confunde comprometimento com excesso de trabalho ou considera natural que mulheres sustentem múltiplas jornadas.

    Precisamos sair de uma lógica em que a responsabilidade pelo adoecimento recai exclusivamente sobre o indivíduo. Prevenir burnout exige olhar para o trabalho que está sendo organizado e para as relações que estão sendo construídas. Exige escuta, diagnóstico, participação dos trabalhadores e mudanças concretas.

    O sucesso de uma mulher não pode ser medido pelo quanto ela consegue suportar antes de adoecer. E uma organização verdadeiramente saudável não é aquela que ensina seus profissionais a aguentarem mais, mas aquela que constrói condições para que não precisem chegar ao limite.

    *Marilene de Araújo Martins é psicóloga e diretora do Instituto Habiens

     

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Motorista morre após carro bater de frente com caminhonete na GO-178

    Motorista morre após carro bater de frente com caminhonete na GO-178

    A Redação

    Goiânia – Um motorista morreu em um grave acidente entre um carro e uma caminhonete na tarde de quinta-feira (3/9), na GO-178, no trecho entre Itajá e Itarumã, nas proximidades do km 27.

    Segundo as informações apuradas no local, o condutor de uma Fiat Strada perdeu o controle da direção e saiu da pista pela margem direita. Ao tentar retornar à rodovia, o veículo invadiu a pista contrária e bateu de frente com uma caminhonete D10.

    Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO), de Caçu, foram acionadas para atender a ocorrência, inicialmente registrada com uma vítima presa no veículo.

    Quando os bombeiros chegaram ao local, o motorista da Fiat Strada já havia sido retirado do carro por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que tentava reanimá-lo.

    Os bombeiros auxiliaram a equipe durante o atendimento, mas, apesar dos esforços das equipes de emergência, o motorista não resistiu aos ferimentos. A morte foi constatada no local.

    As outras três pessoas envolvidas no acidente sofreram apenas escoriações leves. Após serem avaliadas, elas recusaram encaminhamento para atendimento médico e permaneceram no local.

    A Polícia Rodoviária Estadual interditou a rodovia e controlou o tráfego durante o atendimento da ocorrência. Após o encerramento dos trabalhos, os bombeiros realizaram a limpeza da pista e retiraram os riscos existentes para a liberação do trânsito.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • IHGG propõe balanço crítico sobre precedentes e segurança jurídica nos 10 anos do Código de Processo Civil

    IHGG propõe balanço crítico sobre precedentes e segurança jurídica nos 10 anos do Código de Processo Civil

    Jales Naves

    Especial para o jornal A Redação

    Goiânia – Dez anos após a entrada em vigor do Código de Processo Civil (Lei nº 13.105, de 16.03.2015), uma questão se impõe à comunidade jurídica brasileira: o sistema de precedentes concebido pelo CPC conseguiu produzir, na prática, maior estabilidade das decisões, segurança jurídica e confiança no Direito?

    A pergunta estará no centro da Sessão Acadêmica Comemorativa dos Dez Anos do Código de Processo Civil, que será realizada na quarta-feira, dia 9, a partir das 9 h, no Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, em Goiânia. A programação reunirá conferências, colóquio acadêmico e sessão solene de lançamento de obras.

    A iniciativa e a concepção acadêmica do encontro são da jurista e pesquisadora Cyntia Melo Rosa, doutoranda em Direito Constitucional pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa, em Brasília.

    O encontro nasceu das inquietações que orientam sua pesquisa científica sobre precedentes, definitividade das decisões e segurança jurídica e do propósito de ampliar essa reflexão, aproximando a investigação acadêmica da experiência concreta da comunidade jurídica nos Estados.

    Mais do que celebrar uma década do Código, a proposta é utilizar o marco temporal para promover um balanço crítico da experiência brasileira com o CPC de 2015.

    Ao estabelecer deveres de estabilidade, integridade e coerência da jurisprudência e fortalecer a função dos precedentes, o Código projetou um sistema de Justiça mais previsível e isonômico. Transcorridos 10 anos, o encontro propõe confrontar essas expectativas com a experiência de sua aplicação.

    “A primeira década do CPC nos oferece distância suficiente para começarmos a avaliar não apenas o que o Código pretendeu construir, mas aquilo que efetivamente conseguimos realizar.

    A questão que me interessa, inclusive como objeto de pesquisa científica, é saber em que medida o sistema de precedentes tem sido capaz de produzir estabilidade, previsibilidade e confiança no Direito”, afirma Cyntia.

    Debate para além de Brasília

    Um dos objetivos do encontro é contribuir para que essa reflexão seja ampliada para as comunidades jurídicas dos diferentes Estados brasileiros.

    Embora o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça desempenhem papel decisivo na formação dos precedentes nacionais, é nas diversas instâncias do Poder Judiciário que esses precedentes são diariamente interpretados, aplicados e confrontados com novas situações.

    A discussão sobre os resultados da primeira década do CPC, nessa perspectiva, não se esgota nos tribunais superiores ou nos grandes centros acadêmicos.

    A experiência dos tribunais estaduais e federais e dos profissionais que atuam diretamente na aplicação do sistema também constitui elemento fundamental para compreender seus avanços e suas dificuldades.

    “O sistema de precedentes não se constrói apenas em Brasília. Ele se realiza diariamente em todo o Poder Judiciário brasileiro. Se queremos compreender seus resultados e aperfeiçoá-lo, precisamos ampliar essa reflexão e incorporar as experiências dos tribunais e das comunidades jurídicas dos Estados”, observa Cyntia Melo Rosa.

    Produção de conhecimento

    A realização do encontro no Instituto Histórico e Geográfico de Goiás também carrega significado especial.

    Uma das mais tradicionais instituições culturais do Estado, o IHGG integra a história intelectual goiana e mantém vínculos históricos com a formação universitária e jurídica, inclusive com a trajetória da Faculdade de Direito e da Universidade Federal de Goiás.

    Ao receber uma discussão contemporânea sobre jurisdição, precedentes e segurança jurídica, o Instituto reafirma sua vocação não apenas para a preservação da memória, mas também para a promoção do conhecimento e do debate sobre questões relevantes para a sociedade.

    Essa abertura tem sido intensificada sob a presidência de Jales Guedes Coelho Mendonça, cuja atuação à frente do IHGG vem sendo marcada pela valorização do patrimônio histórico, pela articulação de parcerias e pela aproximação do Instituto com universidades, pesquisadores e outras instituições culturais.

    Para Cyntia Melo Rosa, a disposição do Instituto de acolher novas iniciativas acadêmicas foi fundamental para a realização do encontro.

    “O dr. Jales tem desenvolvido um trabalho de grande alcance à frente do IHGG, conjugando a preservação da história com uma visão dinâmica e empreendedora da instituição. Essa abertura ao diálogo com a universidade e à realização de debates contemporâneos tornou o Instituto o espaço natural para esta comemoração”.

    Conferências

    A programação será aberta pela Conferência Magna do professor Paulo Mendes de Oliveira, procurador da Fazenda Nacional e Advogado-Geral da União adjunto, que abordará “O sistema brasileiro de precedentes e seus desafios na primeira década do Código de Processo Civil”.

    Na sequência, a professora Tarsila Ribeiro Marques Fernandes, procuradora federal e assessora de ministro do Supremo Tribunal Federal, profere a Conferência Especial “Coisa julgada e supremacia da Constituição: da ADI 2.418/DF à Questão de Ordem na Ação Rescisória nº 2.876”.

    As duas conferências estabelecem as bases para o problema que atravessa a programação: de um lado, a experiência acumulada na construção de um sistema brasileiro de precedentes; de outro, a complexa relação entre a estabilidade das decisões definitivamente julgadas e a autoridade da Constituição.

    Avaliação dessa primeira década

    Após as conferências, o encontro prossegue com o Colóquio Acadêmico “Precedentes, Coisa Julgada e Segurança Jurídica”, estruturado em torno da pergunta: “Em que medida a primeira década do CPC consolidou maior segurança jurídica, estabilidade decisória e confiança no Direito brasileiro?”.

    Participam do colóquio Cyntia Melo Rosa e o juiz federal Jesus Crisóstomo de Almeida. O diálogo acadêmico reunirá ainda os desembargadores Wilson Dias e Reinaldo Alves Ferreira, o procurador de Justiça e professor da UFG Umberto Machado de Oliveira, a professora Marina Faraco e o advogado e professor André Luiz Aidar Alves.

    A composição plural busca aproximar pesquisa científica e experiência institucional, reunindo diferentes perspectivas sobre o funcionamento concreto do sistema de precedentes e os desafios que permanecem para a efetivação da segurança jurídica.

    Produção acadêmica e lançamento de três obras

    A manhã será encerrada com Sessão Solene de lançamento de três obras jurídicas: “Reforma Tributária e Jurisdição Constitucional”, “Jurisdição Constitucional e Processo” e “Coisa Julgada e Precedente: Limites Temporais e as Relações Jurídicas de Trato Continuado”.

    Cyntia Melo Rosa é organizadora e autora das duas primeiras obras, lançadas em homenagem aos professores Tarsila Ribeiro M. Fernandes e Paulo Mendes, que reúnem estudos de diferentes juristas sobre temas relacionados à jurisdição constitucional e ao processo.

    O lançamento, integrado à programação acadêmica, reforça a proposta de aproximar pesquisa, produção bibliográfica e debate institucional.

    O encontro pretende, assim, fazer dos 10 anos do CPC não apenas uma efeméride, mas um ponto de observação sobre a experiência acumulada desde 2015 e, sobretudo, um convite à comunidade jurídica para discutir quais desafios deverão orientar a segunda década de aplicação do Código.

     

     

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Confira a agenda dos presidenciáveis nesta sexta-feira (4/9)

    Confira a agenda dos presidenciáveis nesta sexta-feira (4/9)

    Brasília – A agenda dos presidenciáveis nesta sexta-feira (4) inclui caminhadas, comícios e eventos de campanha, além de entrevistas a emissoras de rádio e veículos de imprensa.

    Também estão previstas visitas a instituições e espaços de inovação, encontros com empresários e representantes do setor produtivo, panfletagem e atividades de apresentação de programas eleitorais.

    Edmilson Costa (PCB)

    Cumpre agenda da secretaria-geral do PCB em Lisboa.

    Flávio Bolsonaro (PL)

    Em São Carlos (SP), visita o Hub de Inovação ONOVOLAB e faz comício em frente ao Mercado Municipal.

    Hertz Dias (PSTU)

    Em Alagoinhas (BA), concede entrevistas à 93FM e à Rádio Ouro Negro FM e faz panfletagem na Central de Abastecimento. À noite, participa de conversa de apresentação do programa do PSTU.

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

    Participa de caminhada em Juazeiro do Norte (CE), com saída da avenida Castelo Branco.

    Renan Santos (Missão)

    Participa de evento de campanha no Teatro Guararapes,em Olinda (PE).

    Romeu Zema (Novo)

    Concede entrevista para o jornal Estadão. Participa de encontro com representantes da União Santa Ifigênia, representação institucional do setor produtivo, em São Paulo (SP).

    Ronaldo Caiado (PSD)

    Participa de sabatina para Uol e Folha de S.Paulo. Visita o escritório de engenharia do Google no instituto de pesquisas tecnológicas (IPT), em São Paulo (SP). À noite, participa de sabatina para o programa Veja em Foco, da Veja.

    Augusto Cury (Avante)

    Em São José do Rio Preto (SP), participa de almoço com grupo de empresários e de visita à Fundação Faculdade Regional de Medicina. Também visita o Mercado Municipal e o Calçadão da cidade. À noite, participa de evento da Educational School.

    A candidata Samara Martins (UP) e Wilson Grassi (Democrata) não têm agenda pública de campanha nesta sexta.

    Os candidatos Clariana Barão (Democracia Cristã) e Rui Costa Pimenta (PCO) não divulgaram a agenda de campanha até o momento desta publicação.

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética. (Agência Brasil)

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Educação antirracista ajuda estudantes a se reconhecerem e projetarem o futuro

    Educação antirracista ajuda estudantes a se reconhecerem e projetarem o futuro

    No CEPI Quilombola Jardim Cascata, em Aparecida de Goiânia, a educação também é espaço para fortalecer identidade, autoestima e respeito à diversidade.

    Entre os estudantes está Adrien Isaac, aluno do primeiro ano do curso técnico de Marketing, que encontrou na escola oportunidades para desenvolver talentos como o desenho e a prática de esportes, além de conhecer e valorizar referências da cultura afro-brasileira.

    A proposta da escola é trabalhar a educação antirracista durante todo o ano, aproximando os estudantes de temas relacionados à identidade, à cultura e ao combate ao racismo. Para Adrien, esse ambiente também tem contribuído para sua trajetória acadêmica e para a realização de um sonho: ser médico.

    Assista à reportagem

    Ser Goiás na TV

    O Ser Goiás na TV é um programa educativo diário produzido pela Fundação Sagres, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO), que amplia a experiência da sala de aula por meio da televisão ao integrar comunicação e educação. 

    O programa aborda o reforço escolar, a recomposição das aprendizagens e os desafios contemporâneos da educação básica, oferecendo conteúdo construtivo, instrucional e orientador para estudantes, famílias e comunidade, com entrevistas, videoaulas e diretrizes pedagógicas alinhadas às políticas educacionais, em consonância com o ODS 4 – Educação de Qualidade, da Organização das Nações Unidas, reafirmando o compromisso com uma aprendizagem inclusiva, equitativa e transformadora. 

    Todos os dias, uma edição inédita, a partir das 14h, na Demà Sagres TV.

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    • Opinião ou conhecimento? Filosofia explica como transformar ideias em argumentos

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    Fonte: Sagres Online

    Marielle SouzaJornalista
  • Datafolha: Lula marca 38% contra 33% de Flávio no 1º turno; no 2º turno são 46% contra 44%

    Datafolha: Lula marca 38% contra 33% de Flávio no 1º turno; no 2º turno são 46% contra 44%

    Presidenciáveis na disputa pelo Palácio do Planalto em 2026 – Fotomontagem: divulgação

    Pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira, 3, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua na liderança pela corrida presidencial no primeiro turno na rodada atual do levantamento sobre as eleições desse ano, realizado em parceria com o jornal Folha de S. Paulo e Tv Globo.

    No primeiro turno, Lula tem 38% das intenções de voto. No segundo turno, ele empata tecnicamente com Flávio Bolsonaro (PL).

    Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar na pesquisa Datafolha

    Na sequência das intenções de voto para o primeiro turno, em segundo lugar, aparece Flávio Bolsonaro (PL) com 33%, seguido de Augusto Cury (Avante) com 8%, Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, Renan Santos (Missão) com 3% e Romeu Zema (Novo) com 2%.

    Augusto Cury registra maior crescimento no levantamento

    Como em outros levantamentos recentes, Cury foi o único candidato que apresentou variação significativa na comparação com a pesquisa Datafolha anterior, de 21 de agosto. O escritor saiu de 2% para 8% na rodada atual.

    Lula marcava 39% e oscilou para baixo dentro da margem de erro. Já Flávio continuou com mesmo índice.

    Em 21 de agosto, o terceiro colocado era o ex-governador Caiado, com 5%, seguido de Renan, com 4%, Zema, com 3%, e Cury com 2%.

    Levantamento mostra 2º turno acirrado entre Lula e Flávio

    A pesquisa Datafolha divulgada na quinta mostra ainda a simulação de eventual segundo turno entre Lula e Flávio com empate técnico entre os dois principais postulantes ao cargo de presidente da República. Não houve simulação entre Lula e Augusto Cury.

    Veja os números:

    Lula x Flávio Bolsonaro

    • **Lula (PT): **46% (eram 47% em agosto);

    • **Flávio Bolsonaro (PL): **44% (eram 43%);

    • **Em branco/nulo/nenhum: **9% (eram 9%);

    • **Indecisos: **2% (eram 2%).

    Lula x Ronaldo Caiado

    • **Lula (PT): **46% (eram 47%);

    • **Ronaldo Caiado (PSD): **41% (eram 40%);

    • **Em branco/nulo/nenhum: **11% (eram 11%);

    • **Indecisos: **2% (eram 3%).

    Lula x Romeu Zema

    • **Lula (PT): **48% (eram 48%);

    • **Romeu Zema (Novo): **39% (eram 38%);

    • **Em branco/nulo/nenhum: **12% (eram 12%);

    • **Indecisos: **2% (eram 2%).

    Lula x Renan Santos

    • **Lula (PT): **47% (eram 47%);

    • **Renan Santos (Missão): **38% (eram 37%);

    • **Em branco/nulo/nenhum: **13% (eram 14%);

    • **Indecisos: **2% (eram 2%).

    Pesquia Quaest divulgada na quarta-feira (2) mostrou Lula com 37% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio com 29%. Em eventual segundo turno, eles apareciam em empate técnico, com 42% para Lula e 37% para Flávio.

    Já na 12ª rodada da pesquisa BTG/Nexus de intenção de voto para presidente da República divulgada na segunda-feira (31), Lula vinha na liderança do 1º turno, com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio, com 33%, e o candidato Augusto Cury (Avante), que vinha com apenas 1%, em terceiro, com 1%.

    Dados da pesquisa

    O Datafolha ouviu 2.002 eleitores em 125 cidades entre terça-feira (1º) e esta quarta-feira (2). A pesquisa, contratada pela TV Globo e pela Folha de S. Paulo, está registrada no TSE com o código BR-03669/2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

    O post Datafolha: Lula marca 38% contra 33% de Flávio no 1º turno; no 2º turno são 46% contra 44% foi publicado primeiro em Diário de Goiás.

    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Fachin cobra explicações de Moraes, Mendonça, PGR e PF após pedido de investigação no STF

    Fachin cobra explicações de Moraes, Mendonça, PGR e PF após pedido de investigação no STF

    Presidente do Supremo determina esclarecimentos em cinco dias

    Em meio à crise instalada na Casa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, abriu, na noite de quinta-feira (3), um novo procedimento e determinou que os ministros da Corte, Alexandre de Moraes e André Mendonça, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos no prazo de cinco dias úteis.

    A medida ocorre para elucidar pontos de apurações que revelaram contatos entre autoridades e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso desde março último.

    Fachin busca esclarecer quatro aspectos centrais: a observância do foro privilegiado, o uso de credenciais institucionais para acessar documentos particulares e o eventual vazamento de dados sigilosos a investigados, antes de submeter o caso ao Plenário.

    Moraes pede que Fachin investigue conduta de André Mendonça

    A determinação da Presidência do STF ocorreu logo após Alexandre de Moraes encaminhar a Fachin um pedido de investigação contra André Mendonça no âmbito do Inquérito das Fake News.

    Moraes sustenta a existência de elementos para apurar improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade, alegando direcionamento nas operações Sem Desconto e Compliance Zero.

    Além disso, o ministro pontuou que investigações sobre membros da Corte deveriam ter autorização prévia do Plenário, e não ser conduzidas por decisões monocráticas.

    Os atos de Mendonça tiveram grande repecurssão nacional em meio à campanha presidencial.

    Entre outros fatores porque ele não retirou o sigilo de outro processo escandaloso que envolve o banqueiro e a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe em processo conduzido por Moraes – e cujo filho Flávio, candidato a presidente esse ano, é um voraz crítico do Supremo e pediu cerca de R$ 130 milhões a Vorcaro.

    Mendonça foi indicato ao STF por Jair Bolsonaro.

    Relatórios da Polícia Federal apontam interferência em investigações

    O pedido de Alexandre de Moraes apoia-se em relatórios de inteligência da Polícia Federal, cujo sigilo foi retirado pelo próprio Moraes.

    Segundo a corporação, a atuação de Mendonça teria ultrapassado o controle judicial de legalidade, atuando como “julgador e investigador” e colocando em risco a cadeia de custódia das provas ao solicitar acesso antecipado a materiais brutos.

    Os documentos também registram tratativas diretas em acordos de delação e um suposto “interesse na abertura de apurações formais direcionadas a autoridades” por parte do ministro André Mendonça, segundo aponta Moraes.

    Atritos e desdobramentos sobre o caso Banco Master

    As tensões entre os magistrados intensificaram-se após a divulgação do relatório da PF na Operação Compliance Zero, que revelou mensagens de Vorcaro a Moraes e mencões ao escritório de sua esposa.

    Na sequência, entretanto, vieram a público contatos entre o próprio Mendonça e Daniel Vorcaro, os quais o ministro não havia citado ao assumir a relatoria do caso.

    A ‘saia justa’, culminou na quinta-feira com o anúncio do desligamento de Mendonça do Instituto Iter O instituto foi onde ele se encontrou com o banqueiro e acumula mais de 50 contratos com dispensa de licitação, segundo revelou reportagem da revista Fórum.

    O post Fachin cobra explicações de Moraes, Mendonça, PGR e PF após pedido de investigação no STF foi publicado primeiro em Diário de Goiás.

    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista