Categoria: Economia

  • Lula defende soberania do Brasil em pronunciamento pelo 7 de setembro

    Lula defende soberania do Brasil em pronunciamento pelo 7 de setembro

    Brasília – O Brasil é um país soberano e não aceitará interferências externas em suas decisões políticas, econômicas e comerciais.

    A afirmação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão transmitido neste sábado (6), em alusão ao Dia da Independência do Brasil, celebrado em 7 de setembro.

    Durante a fala, o chefe do Executivo enfatizou a soberania nacional e a autonomia do país em suas relações internacionais e na gestão de suas riquezas naturais.

    “Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”, declarou o presidente.

    “Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender. Somos um país soberano e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém”.

    Riquezas naturais

    Durante o pronunciamento, Lula deu forte ênfase à gestão dos recursos estratégicos brasileiros. Ele lembrou que o Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo, a maior fonte de água doce e, recentemente, descobriu novas jazidas de petróleo. “Nossas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro”, afirmou.

    O presidente ressaltou a aprovação do marco legal de recursos estratégicos no Congresso Nacional, medida que, segundo ele, visa transformar as reservas de minerais críticos e terras raras em motor de desenvolvimento de tecnologia de ponta e geração de empregos de qualidade no Brasil.

    Soberania brasileira

    Ao abordar a data histórica, o presidente defendeu que a independência do país, construída nas lutas populares contra a tirania, a escravidão e a injustiça social, deve se traduzir na garantia de direitos fundamentais para a população.

    “Um país soberano é aquele capaz de criar as oportunidades que o seu povo precisa para conquistar a própria independência: a independência financeira; a independência de poder estudar e pensar livremente, escolher a melhor profissão e o melhor emprego; ter mais tempo para si mesmo e para a sua família; a independência de contar, como previsto na Constituição Federal, com saúde pública de qualidade e a melhor educação gratuita para seus filhos; e de viver em um país livre da fome, da pobreza e de todas as formas de desigualdade, com direitos para todos, em vez de privilégios para poucos”.

    Protagonismo global

    O discurso também reafirmou o papel do Brasil no cenário internacional, citando a defesa do livre comércio, o empenho pela paz mundial e a liderança em pautas ambientais.

    “Somos exemplo na defesa do meio ambiente. Nossa riqueza cultural encanta o mundo. Somos referência mundial em transição energética e no enfrentamento da emergência climática que ameaça o futuro da humanidade”, destacou Lula. (Agência Brasil)

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Vestibular 2027/1 da UEG segue com inscrições abertas até dia 21 de setembro

    Vestibular 2027/1 da UEG segue com inscrições abertas até dia 21 de setembro

    A Redação

    Goiânia – A Universidade Estadual de Goiás (UEG) está com inscrições abertas para o Vestibular 2027/1, que oferece 4,3 mil vagas em 35 cursos, distribuídos por unidades da instituição em 32 cidades goianas. As inscrições podem ser feitas até 21 de setembro, exclusivamente pelo site www.vestibular.ueg.br. A taxa é de R$ 50.

    O processo seletivo será realizado em fase única, com aplicação de prova objetiva e redação, no dia 18 de outubro, em todas as cidades onde são ofertados os cursos. Os locais de prova serão divulgados previamente no site do processo seletivo.

    Candidatos que necessitarem de atendimento especializado para a realização das provas devem solicitar o recurso no momento da inscrição.

    Os candidatos poderão optar pelo sistema universal ou pelo sistema de cotas. Há reserva de vagas para estudantes oriundos da rede pública, pessoas negras (pretas e pardas), indígenas e pessoas com deficiência.

    Todos os candidatos concorrem inicialmente pela ampla concorrência. Aqueles que optarem pelo sistema de cotas e não forem classificados nessa modalidade passam a disputar as vagas reservadas, conforme os critérios estabelecidos no edital.

    Cursos

    As vagas são distribuídas entre os cursos de Administração, Agroecologia, Agroindústria, Agronomia, Arquitetura e Urbanismo, Biomedicina, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Cinema e Audiovisual, Design de Moda, Direito, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Agrícola, Engenharia Civil, Engenharia Florestal, Farmácia, Física, Fisioterapia, Gastronomia, Geografia, História, Letras, Logística, Matemática, Medicina Veterinária, Pedagogia, Psicologia, Química Industrial, Química, Sistemas de Informação, Sistemas para Internet, Turismo e Zootecnia.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Anvisa aprova importação de remédio experimental para piloto Lito

    Anvisa aprova importação de remédio experimental para piloto Lito

    São Paulo – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação e o uso de uma medicação experimental para o tratamento do piloto e youtuber Lito Sousa, diagnosticado com Doença de Creutzfeldt-Jakob. A informação foi confirmada pela família via redes sociais.

    Segundo a esposa de Lito, Mila Seidl, a expectativa é que a medicação chegue ao Brasil entre sete e nove dias a contar da última sexta-feira (4). “O impossível está virando realidade! Estamos prontos para receber o tratamento”, comemorou Mila no post, destacando que não houve regalias no processo.

    “Vi algumas pessoas dizendo que a Anvisa abriu uma exceção rara. Não foi. Isso é um regulamento, está previsto em lei. Alguns países adotam o uso compassivo de medicação e aí você tem um trâmite legal que precisa ser cumprido. Não é algo que foi feito excepcionalmente para o Lito”, explicou a esposa do youtuber.

    Mila lembrou que qualquer pessoa em situação similar pode pleitear o mesmo tipo de autorização. “Cabe à Anvisa analisar, deferir ou indeferir. A gente apresentou bastante documentação. [O processo] estava bem robusto”, completou, a citar documentos enviados pela farmacêutica e exames diversos.

    “Uma das nossas missões é mostrar o caminho que famílias que passam por isso – por doenças raras, não necessariamente a nossa, mas outras – podem seguir para conseguir o uso experimental de medicamentos, a importação, a entrada em estudos”, destacou a esposa de Lito.

    Ainda segundo Mila, houve um entendimento, por parte do governo brasileiro, incluindo o Ministério da Saúde e a própria Anvisa, bem como da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, sobre a urgência e a celeridade da causa de Lito.

    “Mesmo assim, sendo muito sincera, foi muito angustiante porque esse fluxo mais rápido levou cerca de uma semana e, em uma semana, a gente perdeu algumas coisas”, disse, ao se referir ao quadro do marido. “Mas eu entendo. Eles têm que estar calçados de que estão fazendo a coisa certa. Não podem canetar, precisam apreciar.”

    A doença

    A comunidade científica tem, até o momento, mais perguntas e hipóteses do que certezas absolutas a respeito da Doença de Creutzfeldt-Jakob. A condição é rara, com menos de 100 casos suspeitos registrados por ano no Brasil.

    A doença se instala quando formas anormais de uma proteína produzida dentro das células cerebrais, os príons, passam a se acumular, comprometendo o funcionamento do órgão. O quadro progride rapidamente com desfecho fatal. (Agência Brasil)

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Argentino é suspeito de matar músico, mulher grávida, criança de 3 anos, empregada e cachorro

    Argentino é suspeito de matar músico, mulher grávida, criança de 3 anos, empregada e cachorro

    Brasília – O argentino Diego Sebastián Rosen Ferlini, de 51 anos, é suspeito de matar a tiros Jonathan Meléndez, de 38 anos, tecladista da banda de rock Camilo Séptimo, a mulher do músico, grávida de quatro meses, a filha do casal, de 3 anos, e uma empregada doméstica, de 21 anos, dentro de casa no México.

    O cachorro da família também foi encontrado morto.

    Ferlini, apontado como sócio do músico, foi detido na Cidade do México junto com Gerardo Cisneros Bejarano, de 52 anos, identificado como seu motorista. Segundo o secretário de Segurança e Proteção ao Cidadão, Omar García Harfuch, o suspeito “aproveitou essa relação de confiança para entrar na residência” e cometer o crime.

    “A coordenação entre as autoridades do Estado do México, da Cidade do México e do governo do México permitiu localizar e prender os dois suspeitos em menos de 12 horas. Diante de um crime dessa gravidade, as instituições agiram de forma imediata e coordenada”, afirmou Harfuch em publicação no X.

    Os policiais encontraram Jonathan e sua mulher, Ana Paula, de 35 anos, mortos em casa. Os dois estavam com as mãos amarradas e tinham ferimentos de arma de fogo na cabeça. O músico também estava com fita adesiva na boca. A filha de 3 anos do casal foi encontrada morta ao lado da mãe, também com um tiro na cabeça.

    Em um dos quartos, os policiais localizaram o corpo da empregada doméstica, de 21 anos, com um ferimento de arma de fogo nas costas. Ela estava sobre a cama com as mãos amarradas.

    O cachorro da família também foi encontrado morto, com as patas amarradas, de acordo com o o jornal mexicano El Universal. Um filho do casal, de 6 anos, foi encontrado vivo e sem ferimentos.

    As autoridades ainda não sabem por que a criança não foi morta. Segundo o governo de Atizapán de Zaragoza, o menino ficou sob os cuidados de parentes diretos.

    De acordo com o El Universal, Jonathan havia contado a um amigo que teria uma reunião com um sócio na terça-feira, 1º de setembro. O músico pediu que ele chamasse a polícia caso não tivesse notícias suas. Diante da falta de contato, o amigo procurou as autoridades.

    Suspeito foi registrado por câmera de elevador

    Segundo o El Universal, uma câmera do elevador do prédio registrou Ferlini no local às 17h24. Cerca de uma hora depois, Jonathan chegou à residência. Ferlini e Bejarano foram localizados e detidos na Cidade do México.

    Segundo o jornal espanhol El País, autoridades afirmaram que Ferlini e Jonathan eram sócios. Fontes próximas à investigação disseram ao periódico que uma possível motivação para os homicídios é o roubo.

    As mesmas fontes afirmaram ao El País que os dois tinham casas em Valle de Bravo, cidade turística do Estado do México, e alugavam os imóveis por meio do Airbnb.

    O jornal, no entanto, informou que não encontrou no Registro Público de Comércio da Secretaria da Economia uma empresa na qual os dois aparecessem como sócios.

    Questionadas sobre a relação comercial, fontes ouvidas pelo periódico citaram a Nomad Property Management, um portal que oferece casas de luxo em Valle de Bravo, Tepoztlán, Acapulco e Cuernavaca.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Goiás tem prejuízo de US$ 16,8 milhões por mês com suspensão de importações pela União Europeia

    Goiás tem prejuízo de US$ 16,8 milhões por mês com suspensão de importações pela União Europeia

    A Redação

    Goiânia – Os exportadores goianos de produtos de origem animal devem sentir no bolso os efeitos da sanção da União Europeia (UE) às importações brasileiras, que entrou em vigor nesta quinta-feira (3/9). A estimativa inicial é de que a medida gere um prejuízo de US$ 16,8 milhões por mês.

    No mesmo dia, a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), por meio da Gerência de Desenvolvimento Industrial (Gedin), divulgou uma análise do impacto da suspensão, com previsões e recomendações ao setor produtivo.

    O embargo suspende as exportações brasileiras à UE de carne de aves, bovina, suína, peixes de cultivo (aquicultura), mel, equinos, ovos e envoltórios (tripas). A sanção deve permanecer em vigor até que o País comprove a documentação exigida ao longo do ciclo produtivo.

    “Cabe destacar que a suspensão se trata de uma questão de capacidade de comprovação documental, e não de questões sanitárias sobre a carne brasileira.”, salienta o analista econômico da Fieg Saulo Nogueira .

    Entenda o caso

    A decisão da UE de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para consumo humano foi tomada em maio de 2026.

    A medida está relacionada ao Regulamento Delegado 2023/905, que estabeleceu regras mais rígidas sobre o uso de antimicrobianos em animais destinados à produção de alimentos exportados ao bloco europeu.

    Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que as regras vêm sendo efetivamente cumpridas ao longo de toda a cadeia produtiva, da criação ao abate.

    O analista da Fieg aponta que outro risco consequente é de que a situação leve outros países a questionar a condição sanitária desses produtos brasileiros e a reduzir ou interromper completamente a importação deles.

    “Além do impacto econômico direto, a sanção pode levar outros países a questionarem a decisão e a adotarem posturas semelhantes, como no caso da Noruega, que também anunciou a mesma restrição por precaução”, destaca.

    Impacto em Goiás

    Os produtos de origem animal exportados por Goiás à UE somaram US$ 190 milhões em 2025. Entre janeiro e julho de 2026, o valor foi de US$ 96 milhões, cerca de 14% menor que no mesmo período do ano anterior. As carnes bovinas representaram 90% desse total, ou US$ 171 milhões.

    De acordo com a análise da Fieg, o potencial de exportação perdido seria de US$ 3,83 milhões entre setembro e dezembro de 2026, e de US$ 11,5 milhões em 2027. A soma desses valores representaria um impacto de US$ 16,8 milhões por mês, equivalente a 8,1% do valor total das exportações goianas de produtos de origem animal.

    A análise da Gedin-Fieg aponta dois frigoríficos mais prejudicados em Goiás: a JBS, em Mozarlândia, e a Minerva Foods, em Palmeiras de Goiás, ambos com produção voltada ao mercado premium europeu.

    Segundo nota emitida pelo Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados no Estado de Goiás (Sindicarne-GO) em 12 de agosto de 2026, as duas plantas foram estruturadas para atender ao mercado europeu premium, processando cortes nobres de maior valor agregado.

    “Exportadores goianos podem, e devem, redirecionar sua produção para a China, que hoje é a maior importadora do Brasil; para os Estados Unidos, que vêm ampliando as compras; e para mercados asiáticos como Japão, Indonésia e Coreia do Sul”, reforça Saulo Nogueira.

    Segundo o especialista, as exportações goianas e brasileiras para a UE seguem em tendência de crescimento desde 2023, portanto o impacto comercial em Goiás pode ser maior do que os números indicam.

    A resposta do governo brasileiro

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Portaria SDA nº 1.617/2026, que proíbe o uso de antimicrobianos como aditivos melhoradores de desempenho animal no País e determina novos procedimentos de controle para certificação.

    A partir de 3 de setembro, só recebem certificação sanitária internacional os produtos que comprovarem atendimento às regras europeias. Em paralelo, o Mapa se comprometeu a enviar à UE a documentação atualizada, com reforço dos mecanismos de controle.

    O valor pago pelos produtos brasileiros de origem animal na UE é cerca de 20% maior do que o praticado em outros destinos.

    Em 2025, o bloco europeu foi o quarto principal destino da carne bovina brasileira, com 128 mil toneladas e US$ 1,05 bilhão em compras, alcançando cerca de 3% do volume exportado, mas mais de 5% do valor total, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

    A pauta total de produtos afetados somou US$ 262 milhões em 2025 e já soma US$ 339,6 milhões entre janeiro e maio de 2026, concentrada principalmente em carnes bovinas desossadas.

    Pontos de atenção

    A própria UE não alega contaminação, e o prazo para cumprir as adaptações até 3 de setembro é um dos pontos mais sensíveis para a cadeia bovina. Como o ciclo da pecuária de corte é longo, um boi abatido aos 30 meses precisa ter cumprido as exigências desde o nascimento.

    Ou seja, mesmo depois de adaptar a produção, os frigoríficos levarão cerca de 30 meses para gerar e exportar carne dentro das novas regras europeias.

    A análise da Fieg destaca que o setor bovino goiano deve ressaltar ativos que podem acelerar a adequação às exigências da UE, como a rastreabilidade individual do Sisbov, o status de área livre de febre aftosa sem vacinação e a capacidade sanitária já reconhecida pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa).

    Entre as recomendações, a Fieg orienta que os exportadores compreendam com precisão as exigências da UE para que o produto de origem animal tenha acesso ao mercado europeu, planejem suas exportações e busquem, desde já, mercados alternativos no exterior.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Bancos não terão atendimento presencial no feriado da Independência

    Bancos não terão atendimento presencial no feriado da Independência

    Brasília – As agências bancárias estarão fechadas na próxima segunda-feira (7), feriado da Independência. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o atendimento presencial ao público segue normalmente na terça-feira (8) nas localidades onde não haja feriado estadual ou municipal ou ponto facultativo.

    A instituição esclarece que as operações financeiras podem ser realizadas com total segurança e conveniência pelos canais digitais dos bancos. Além disso, os clientes podem recorrer ao suporte por telefone e aos correspondentes bancários.

    As salas de autoatendimento poderão estar disponíveis em algumas localidades, a critério de cada instituição.

    As compensações bancárias não serão efetivadas durante o dia 7 de setembro, incluindo a TED. Já o PIX, que funciona 24 horas todos os dias úteis e feriados, poderá ser feito normalmente.

    Boletos de cobrança e contas de consumo – água, energia, telefone, entre outros – com vencimento no feriado poderão ser pagos, sem acréscimo, no próximo dia útil. Boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos podem ser pagos via Débito Direto Autorizado.

    “No caso dos tributos e impostos, caso vençam nos dias em que não há compensação bancária, é necessário que o pagamento seja antecipado, para evitar a incidência de juros e multa, lembrando que o sábado não é considerado dia útil e, por essa razão, não há liquidação financeira”, alertou a Febraban. (Agência Brasil)

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Burnout feminino: quando o custo da alta performance chega ao limite

    Burnout feminino: quando o custo da alta performance chega ao limite

    Qual o custo para ser mulher em 2026, garantindo o equilíbrio entre profissional e vida pessoal? Os boletos pagos, a família feliz e alimentada, o shape indicado pelo especialista, o check-up em dia, o último relatório entregue.

    Teoricamente tudo isso passa invisível pela máquina registradora da vida, mas cada dia mais sabemos que custa e custa muito.

    Um dos custos identificados é que sete em cada dez casos notificados de burnout no Brasil são de mulheres. O dado, publicado pela Revista Brasileira de Medicina do Trabalho, é um alerta que não pode ser interpretado apenas como uma questão individual.

    Entre 2014 e 2024, foram registrados 1.458 casos no país, dos quais 71,6% correspondiam a mulheres. A faixa etária mais atingida foi de 35 a 49 anos.

    Não é possível explicar esse cenário apenas pela chamada dupla jornada. Muitas mulheres ainda precisam provar competência continuamente, enfrentam desigualdade salarial, assédio, falta de reconhecimento e a sensação permanente de que poderiam estar fazendo mais.

    Quando chegam à liderança, a conquista profissional pode vir acompanhada de uma cobrança adicional: demonstrar que merecem estar naquele lugar, sem deixar de corresponder às expectativas familiares e sociais.

    Essa sobrecarga não é distribuída igualmente. Mulheres que criam os filhos sozinhas, cuidam dos pais, enfrentam longos deslocamentos, acumulam empregos ou vivem situações de vulnerabilidade socioeconômica estão ainda mais expostas.

    O impacto deste custo, antes invisível, ultrapassa a vida de cada mulher. Em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por transtornos mentais e comportamentais, 15,66% a mais que no ano anterior. As mulheres responderam por 63,46% desses afastamentos.

    Quando o adoecimento cresce, perdem as pessoas, as famílias e também as organizações, que enfrentam afastamentos, queda de engajamento, perda de talentos e custos humanos e econômicos.

    A NR-1 pode ser um avanço neste sentido ao incluir expressamente os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, mas não resolve sozinha uma questão que é cultural.

    Uma norma pode estabelecer obrigações, orientar procedimentos e transformar a saúde mental em parte da gestão de riscos. Mas nenhuma norma muda, por decreto, uma cultura organizacional que premia a disponibilidade permanente, confunde comprometimento com excesso de trabalho ou considera natural que mulheres sustentem múltiplas jornadas.

    Precisamos sair de uma lógica em que a responsabilidade pelo adoecimento recai exclusivamente sobre o indivíduo. Prevenir burnout exige olhar para o trabalho que está sendo organizado e para as relações que estão sendo construídas. Exige escuta, diagnóstico, participação dos trabalhadores e mudanças concretas.

    O sucesso de uma mulher não pode ser medido pelo quanto ela consegue suportar antes de adoecer. E uma organização verdadeiramente saudável não é aquela que ensina seus profissionais a aguentarem mais, mas aquela que constrói condições para que não precisem chegar ao limite.

    *Marilene de Araújo Martins é psicóloga e diretora do Instituto Habiens

     

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • O cerco aos juros abusivos

    O cerco aos juros abusivos

    As investigações abertas pelo governo contra instituições financeiras suspeitas de cobrar juros abusivos recolocam em evidência um problema histórico do mercado de crédito brasileiro.

    Mais do que discutir casos específicos, o episódio expõe uma questão estrutural: por que o consumidor ainda encontra tanta dificuldade para compreender, com clareza, quanto realmente está pagando por um empréstimo?

    Durante décadas, o debate sobre crédito esteve concentrado quase exclusivamente na taxa de juros. Naturalmente, ela continua sendo um dos principais fatores na decisão de contratação.

    No entanto, limitar a discussão apenas ao percentual cobrado significa ignorar um problema igualmente relevante: a assimetria de informação entre quem concede o crédito e quem o contrata.

    Na prática, muitos consumidores ainda escolhem uma operação olhando apenas o valor da parcela mensal.

    Poucos conseguem comparar corretamente o Custo Efetivo Total (CET), identificar tarifas embutidas, seguros agregados ou compreender como pequenas diferenças nas condições contratuais podem representar milhares de reais ao longo de um financiamento.

    Segundo a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), o endividamento das famílias alcançou 81,6%. Quando oito em cada dez famílias convivem com algum tipo de dívida, discutir transparência deixa de ser apenas um tema regulatório e passa a ser uma agenda de proteção ao consumidor.

    Em um mercado dessa dimensão, qualquer assimetria de informação pode ampliar o risco de decisões financeiras equivocadas e favorecer práticas abusivas.

    O combate aos juros abusivos, portanto, não depende apenas da punição de instituições que descumprem a legislação. Exige a construção de um mercado em que o consumidor consiga entender, comparar e decidir de forma consciente.

    Em outras palavras, o crédito precisa deixar de ser um produto de difícil compreensão para se tornar um serviço verdadeiramente transparente.

    Nesse processo, a tecnologia pode ser uma aliada poderosa, mas não é, por si só, uma garantia de justiça. Plataformas digitais podem simplificar contratos, tornar informações mais acessíveis e permitir comparações mais precisas entre ofertas.

    Por outro lado, também podem esconder condições relevantes em interfaces complexas e acelerar contratações sem assegurar que o consumidor compreenda plenamente o que está assinando.

    O diferencial está em como a tecnologia é utilizada. Quando empregada para ampliar a compreensão do consumidor, ela permite a visualização clara do Custo Efetivo Total, a comparação entre diferentes ofertas e a rastreabilidade de toda a contratação.

    Quando essas informações são apresentadas de forma simples e objetiva, desaparece um dos principais fatores que historicamente favorecem relações desequilibradas: a vantagem informacional das instituições financeiras.

    Mas a tecnologia precisa caminhar ao lado da regulação. Experiências recentes mostram que inovação sem supervisão pode apenas digitalizar práticas antigas.

    Da mesma forma, uma regulação eficiente não deve se limitar a estabelecer punições para irregularidades, mas deve criar incentivos para que as empresas disputem clientes oferecendo melhores condições, contratos mais simples e processos mais transparentes.

    Esse movimento já começa a ganhar força em modalidades de crédito que contam com regras mais objetivas para formação das taxas e maior padronização das informações apresentadas ao consumidor.

    Nesses modelos, o cliente consegue comparar ofertas com mais facilidade e entender exatamente quais serão os custos da operação antes de assumir um compromisso financeiro.

    Talvez seja o maior avanço do mercado nos últimos anos, substituir a lógica da surpresa pela lógica da previsibilidade. Naturalmente, nenhuma tecnologia elimina completamente o risco de práticas abusivas.

    Sempre haverá espaço para fiscalização, aperfeiçoamento regulatório e responsabilização de empresas que desrespeitem as regras. Contudo, um ambiente em que todas as condições da operação estejam explícitas reduz significativamente a possibilidade de decisões tomadas sem informação adequada.

    O conceito de crédito justo passa justamente por esse equilíbrio. Não se trata de defender juros artificialmente baixos ou restringir a atividade das instituições financeiras. Trata-se de garantir que preço, risco e informação estejam alinhados, permitindo que o consumidor saiba exatamente o que está contratando.

    Em um país onde o crédito exerce papel central no consumo, no empreendedorismo e na reorganização financeira das famílias, a transparência deixa de ser apenas uma obrigação regulatória. Ela passa a ser um requisito para o bom funcionamento do próprio mercado.

    As investigações recentes mostram que o Brasil está elevando o nível de exigência sobre as práticas do setor financeiro. Esse é um movimento positivo.

    Afinal, um mercado saudável não é aquele em que o crédito cresce a qualquer custo, mas aquele em que inovação, concorrência e regras claras caminham juntas para fortalecer a confiança entre instituições e consumidores.

    As investigações recentes não representam apenas uma resposta a possíveis irregularidades. Elas sinalizam uma mudança de expectativa sobre o funcionamento do mercado de crédito.

    Entretanto, o principal ativo de uma operação de crédito não é a taxa anunciada, é a confiança de que o consumidor conhece todas as condições do contrato antes de dizer “sim”. É essa confiança que diferencia um mercado moderno de um mercado vulnerável a práticas predatórias.

    E, no mercado financeiro, a confiança continua sendo o ativo mais valioso.

    *Rodolfo Takahashi é CEO da Gooroo Crédito

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Senado aprova política nacional para minerais críticos e estratégicos que impacta negociação sobre jazida de Goiás

    Senado aprova política nacional para minerais críticos e estratégicos que impacta negociação sobre jazida de Goiás

    Aprovada na quarta-feira (2) pelo Senado, a nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PL 2.780/2024) impõe maior controle federal e exigências de beneficiamento local sobre negociações em andamento, como a da mina Pela Ema, da Mineração Serra Verde, em Minaçu, no nordeste de Goiás.

    A jazida goiana é alvo de interesse estrangeiro e negociações de fornecimento ao exterior criticadas pelo governo federal, e que ocorrem em momento de ebulição no mercado estrangeiro na busca por esses recursos.

    Nova política prevê até R$ 7 bilhões em investimentos

    A nova política prevê investimentos de até R$ 7 bilhões por meio de incentivos governamentais a projetos de processamento e transformação dos minerais. O texto segue para sanção, que é dada como certa após negociações com o governo Lula.

    O Brasil é um dos países com maiores reservas de vários desses minerais, chamados popularmente de terras raras e a mina de Goiás é a única do país em atividade.

    Minerais críticos são estratégicos para tecnologia e energia

    Os minerais críticos e estratégicos são essenciais para projetos de transição energética e de tecnologias de ponta, como painéis solares, smartphones, notebooks e carros elétricos. Também são importantes para a indústria militar.

    O projeto, do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG), foi aprovado sem mudanças no mérito, com alterações apenas na redação. Por isso, não precisará voltar à Câmara, divulgou a Agência Senado.

    Entre outras medidas, a política prevê a criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), com aporte de R$ 2 bilhões da União para atividades vinculadas à produção de minerais críticos e estratégicos.

    Também está previsto investimento de R$ 5 bilhões para beneficiamento e transformação desses minerais dentro do território nacional.

    Política amplia processamento e controle estatal

    A política de minerais críticos e estratégicos tem foco no processamento no território nacional, rastreabilidade, inovação e controle estatal.

    O texto define “minerais críticos” como aqueles cuja disponibilidade está em risco devido a limitações na cadeia de suprimento, e cuja escassez poderia afetar setores prioritários da economia nacional, como transição energética, segurança alimentar e soberania nacional.

    Já os “minerais estratégicos” são aqueles que têm importância para o Brasil em razão de o país ter reservas significativas essenciais para a balança comercial e para o desenvolvimento tecnológico com redução de emissões de gases do efeito estufa.

    Empresas terão de destinar recursos para pesquisa

    Por seis anos, as empresas ligadas à mineração (pesquisa e lavra), beneficiamento e transformação de minerais críticos e estratégicos deverão direcionar 0,2% de sua receita operacional bruta ao fundo garantidor.

    Outra parte, de 0,3%, será direcionada pela empresa a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica relacionados a pesquisa, lavra, beneficiamento e transformação dos minerais.

    Após esse período, os 0,2% obrigatórios para o fundo poderão ser a ser destinados para os projetos de pesquisa, passando de 0,3% para 0,5% no total.

    Todos os recursos direcionáveis a projetos poderão ser considerados cumpridos se o dinheiro for colocado no FGAM ou em fundo privado com finalidade de incentivar pesquisa na área, que ainda depende de regulamento.

    O projeto inclui a prospecção e a pesquisa mineral no rol de projetos elegíveis à emissão de debêntures incentivadas, títulos de renda fixa emitidos por empresas privadas para financiar projetos de infraestrutura.

    Cadastro nacional vai reunir projetos de minerais estratégicos

    De acordo com a proposta, todos os instrumentos de fomento somente poderão ser acessados por projetos de minerais críticos e estratégicos que estejam no cadastro nacional a ser criado e habilitados pelo conselho.

    O cadastro unificará informações dos órgãos federais, estaduais, municipais e distritais ligados à atividade. Também será criado o Certificado Mineral de Baixo Carbono, com benefícios para empreendimentos que aderirem voluntariamente.

    O texto prevê que as áreas com potencial para a produção de minerais críticos e estratégicos deverão ser priorizadas em leilões da Agência Nacional de Mineração (ANM), incluindo as desoneradas.

    Área desonerada é aquela cujo direito minerário foi extinto por renúncia, desistência, caducidade ou indeferimento, retornando ao controle da agência.

    Com base em diretrizes do conselho, a agência terá que fixar um preço mínimo para as áreas. Já a autorização de pesquisa em áreas com minerais críticos ou estratégicos terá prazo máximo improrrogável de dez anos. Depois dos dez, se o interessado não tiver apresentado relatório final de pesquisa, o direito minerário será extinto.

    Principais impactos nas negociações de Goiás

    • Poder de veto e homologação

    Como o texto prevê a criação de um conselho federal com atribuições para monitorar ou homologar mudanças de controle societário e contratos de fornecimento (offtake) sensíveis à soberania nacional, isso dá ao governo federal margem para intervir ou frear acordos que prevejam a remessa de 100% do minério bruto para fora do país.

    • Exigência de industrialização interna

    A norma direciona bilhões para o processamento e transformação dos minerais dentro do território nacional, confrontando negociações focadas puramente na exportação de matéria-prima.

    • Conflito federativo com Goiás

    O estado já havia instituído regras próprias e criado a Autoridade Estadual de Minerais Críticos (AMIC/GO) para atrair investimentos. A nova lei federal cria um duplo crivo regulatório, gerando debates sobre sobreposição de competências entre órgãos estaduais e federais.

    • Incentivos de mercado:

    Em contrapartida ao controle mais rígido, o projeto facilita o acesso a financiamentos via mercado de capitais por meio de debêntures incentivadas para a pesquisa e lavra desses recursos.

    O post Senado aprova política nacional para minerais críticos e estratégicos que impacta negociação sobre jazida de Goiás foi publicado primeiro em Diário de Goiás.

    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • TRT-GO cria política de igualdade racial e amplia para 30% reserva de vagas em concursos, estágios e comissionados

    TRT-GO cria política de igualdade racial e amplia para 30% reserva de vagas em concursos, estágios e comissionados

    O Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-GO) anunciou na quarta-feira (2) que instituiu uma Política Afirmativa de Promoção da Igualdade Racial que amplia de 20% para 30%, no mínimo, a reserva de vagas em concursos públicos para pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas.

    A norma também estabelece cotas em programas de estágio, metas progressivas para ocupação de cargos de liderança por pessoas negras e medidas voltadas aos contratos de terceirização.

    A política foi criada pela Portaria TRT 18 nº 2140/2026 para “enfrentar o racismo institucional, promover a equidade racial e ampliar progressivamente a participação desses grupos nos quadros de pessoal, programas e relações contratuais do Tribunal”, divulgou o TRT.

    As medidas estão organizadas em quatro eixos

    · Formação e desenvolvimento profissional;

    · Reserva de vagas e ações afirmativas internas;

    · Promoção da igualdade racial em contratos de terceirização;

    · Governança, monitoramento e transparência.

    Capacitação de pessoas negras

    Entre as ações previstsas pelo órgão está a realização de capacitações voltadas ao desenvolvimento profissional de pessoas negras para o exercício de cargos em comissão e funções comissionadas, com o objetivo de ampliar sua participação em posições de liderança.

    Reserva de 30% em concursos

    Nos próximos concursos públicos destinados ao preenchimento de cargos efetivos do TRT-GO, pelo menos 30% das vagas deverão ser reservadas a pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas.

    A regra será aplicada quando o concurso oferecer duas ou mais vagas e também alcançará aquelas que surgirem durante o prazo de validade do certame.

    No concurso realizado pelo TRT-GO em 2023 para o quadro de servidores, a reserva para candidatos negros era de 20%. Com a nova política, o percentual passa a 30%.

    Para candidatos pretos e pardos, a autodeclaração deverá ser submetida a procedimento complementar de confirmação por Comissão de Heteroidentificação. No caso de pessoas indígenas e quilombolas, serão adotados procedimentos específicos.

    O indeferimento da autodeclaração não excluirá automaticamente o candidato do concurso. Ele poderá continuar concorrendo pela ampla concorrência, desde que tenha alcançado pontuação suficiente nas etapas anteriores.

    Estágio também terá reserva de vagas

    A política determina ainda a reserva de 30% das vagas dos programas de estágio do TRT-GO para estudantes negros.

    A medida deverá ser aplicada em todos os processos seletivos para estágio, independentemente da área de atuação, e a reserva deverá constar expressamente dos editais.

    A Secretaria de Gestão de Pessoas ficará responsável por ampliar a divulgação dessas vagas, inclusive por meio de articulação com instituições de ensino públicas e privadas.

    Metas para cargos de liderança

    A portaria estabeleceu metas graduais para ampliar a ocupação de cargos em comissão e funções comissionadas por pessoas negras.

    A participação deverá chegar a 15% até o fim de 2028, subir para 17% até 2030 e alcançar 20% até 2032.

    Caso alguma das metas não seja atingida, a Secretaria de Gestão de Pessoas deverá apresentar justificativa ao Subcomitê Regional do Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade.

    Caberá ao colegiado propor à Presidência do Tribunal um plano de correção, com definição de ações, responsáveis e prazos.

    Regras para empresas terceirizadas

    As ações afirmativas também alcançarão empresas contratadas para prestação de serviços ao TRT-GO.

    Segundo a portaria, editais e contratos deverão conter cláusulas de promoção da igualdade racial, salvo nos casos em que a medida for considerada inviável, situação que deverá ser justificada.

    Nos contratos com dez ou mais colaboradores, pelo menos 10% dos postos de trabalho deverão ser preenchidos por trabalhadores afrodescendentes durante toda a execução contratual.

    Já nos contratos com 25 ou mais colaboradores, deverão ser reservadas, no mínimo, 5% das vagas para mulheres em situação de vulnerabilidade econômico-social, com prioridade para mulheres pretas e pardas.

    Monitoramento

    O Subcomitê Regional do Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade será responsável pela governança, coordenação e acompanhamento da nova política.

    Entre as atribuições estão fiscalizar o cumprimento das medidas e propor à Presidência ajustes, melhorias e ações corretivas.

    O Subcomitê é atualmente coordenado pelo desembargador Marcelo Pedra. A política deverá ser revista a cada três anos.

    A portaria considera, entre seus fundamentos, o princípio constitucional da igualdade, o Estatuto da Igualdade Racial e normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) voltadas à promoção da equidade racial.

    Também são citados o Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial, a Lei nº 15.142/2025, o Decreto nº 12.536/2025 e a Resolução CSJT nº 368/2023, que instituiu o Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade no âmbito da Justiça do Trabalho.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista