Categoria: Economia

  • Cooperativismo em Goiás mira R$ 50 bilhões e 1 milhão de cooperados até 2027

    O cooperativismo goiano completa 70 anos nesta sexta-feira (2) com uma meta de expansão para os próximos anos: alcançar R$ 50 bilhões em faturamento anual e 1 milhão de cooperados até 2027.

    O objetivo é do Sistema OCB/GO e representa um avanço de aproximadamente R$ 13,1 bilhões em faturamento e quase 290 mil novos cooperados em relação aos indicadores de 2025.

    Atualmente, o setor reúne 289 cooperativas com registros ativos, 710.307 cooperados e R$ 36,90 bilhões em faturamento. As organizações também administram R$ 78,4 bilhões em ativos e são responsáveis por 18.859 empregos diretos em Goiás.

    A trajetória começou em 2 de outubro de 1956, quando 14 pioneiros se reuniram em uma sala de apenas 12 metros quadrados, no Edifício Rita de Albuquerque, na Rua 8, no Centro de Goiânia.

    O encontro deu origem à então União das Cooperativas do Estado de Goiás (UCEG), entidade que posteriormente se tornou a atual Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Goiás (OCB/GO).

    De 50 cooperativas a quase 300

    Na década de 1950, Goiás tinha aproximadamente 50 cooperativas. O Estado vivia um período de expansão populacional e econômica impulsionado pela Marcha para o Oeste e, posteriormente, pela construção de Brasília.

    A necessidade de organizar a produção, facilitar o acesso ao crédito, melhorar a comercialização e viabilizar a aquisição de bens contribuiu para o fortalecimento do cooperativismo.

    Naquele momento, as organizações ainda eram pequenas e enfrentavam dificuldades financeiras e estruturais. A criação da UCEG buscava justamente dar maior unidade e representação ao movimento.

    Não há registro consolidado sobre o número de cooperados em 1956. Uma estimativa baseada em uma média de 100 associados por cooperativa aponta para cerca de 5 mil cooperados naquele período.

    Sete décadas depois, a escala é significativamente maior.

    Número de cooperados cresce

    Somente entre 2024 e 2025, a quantidade de cooperados em Goiás aumentou 6,59%, passando de 666.400 para 710.307.

    No mesmo período, o faturamento das cooperativas avançou 18,02%, com acréscimo de R$ 5,63 bilhões. Os ativos também cresceram 11,03%, o equivalente a R$ 7,79 bilhões.

    A evolução fica ainda mais evidente quando analisada em um período maior. Em 2011, Goiás tinha aproximadamente 157,2 mil cooperados. Em 2021, o número chegou a cerca de 382,7 mil. Em 2022, eram 464.242.

    O salto continuou nos anos seguintes, chegando a 666.400 cooperados em 2024 e 710.307 em 2025.

    Segundo o presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira, o crescimento demonstra a consolidação do cooperativismo como modelo econômico no Estado.

    “Os números goianos são eloquentes: quase 300 cooperativas associadas, mais de 700 mil cooperados, impacto direto e indireto sobre cerca de 2,5 milhões de pessoas e faturamento anual superior a R$ 37 bilhões, algo em torno de 10% do PIB estadual”, afirmou.

    Para o dirigente, a expansão também representa uma mudança na capacidade de organização do setor, que passou a combinar maior escala produtiva, profissionalização e participação dos cooperados.

    Setor se diversificou ao longo das décadas

    A estrutura institucional do cooperativismo também mudou desde a criação da UCEG. Nos primeiros anos, a entidade funcionava de maneira limitada e chegou a depender de recursos públicos para manter suas atividades.

    Com o crescimento do movimento, houve profissionalização da representação, ampliação da estrutura física, capacitação de dirigentes e trabalhadores e criação do SESCOOP/GO, braço educacional do sistema.

    O cooperativismo goiano também passou a atuar em diferentes segmentos, incluindo agropecuária, crédito, saúde, transporte, trabalho, consumo e serviços.

    Para Luís Alberto, o desafio agora é ampliar a competitividade sem abandonar os princípios que sustentam o modelo.

    “Setenta anos depois, o nosso desafio agora é ampliar nossa competitividade em mercados cada vez mais globalizados sem abrir mão dos princípios cooperativistas”, afirmou.

    O dirigente também aponta a necessidade de fortalecer governança, transparência e participação democrática durante o processo de expansão.

    “Crescer preservando governança democrática, transparência e distribuição equilibrada de resultados é uma meta que exigirá inovação, digitalização, capacitação de lideranças e diálogo contínuo com a sociedade”, completou.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Aparecida reduz alíquota do ITBI para 1,5% a partir de segunda-feira (5)

    A partir da próxima segunda-feira (5), a Prefeitura de Aparecida de Goiânia dará início a redução da alíquota do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) de 2,5% para 1,5%.

    A medida temporária, regulamentada pela Lei Complementar nº 251/2026, concede um desconto de 40% no tributo para os contribuintes que realizarem a transferência de propriedade até 6 de novembro.

    Conforme a Prefeitura, o objetivo da medida é destravar a formalização de escrituras, movimentar o setor imobiliário local e expandir a arrecadação espontânea do município. “É uma medida que beneficia diretamente quem pretende regularizar seu imóvel e, ao mesmo tempo, contribui para movimentar o mercado imobiliário de Aparecida.

    Será uma oportunidade para que mais famílias e proprietários coloquem sua documentação em dia, fortalecendo também a economia da nossa cidade”, ressaltou o prefeito Leandro Vilela.

    Além da redução do ITBI, Vilela anunciou a publicação do decreto que institui o Programa de Recuperação Fiscal (Refis). A ação atende a uma solicitação do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) para engajar o município na Semana Nacional da Conciliação com a renegociação de débitos tributários.

    Regras de aplicação e prazos cartorários

    A alíquota reduzida de 1,5% será aplicada às transmissões que englobem a parcela não financiada no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), além de abranger as demais transmissões onerosas previstas na legislação municipal.

    Processos que já tenham sido apresentados e estejam pendentes de análise pela Coordenadoria do ITBI também poderão receber o benefício.

    Para garantir o desconto, o pagamento precisa ser feito em cota única, por meio do Documento Único de Arrecadação Municipal, respeitando o vencimento da guia até o dia 6 de novembro de 2026.

    Uma vez recolhido o imposto, o contribuinte terá um prazo de 180 dias para concluir o registro definitivo da propriedade no Cartório de Registro de Imóveis.

    Caso o registro não seja efetuado dentro desse intervalo, o imposto será recalculado pelas alíquotas e base de cálculo ordinárias do fato gerador, descontando-se o montante que já havia sido quitado.

    De acordo com o secretário municipal da Fazenda, Carlos Eduardo de Paula Rodrigues, a medida promete favorecer o aumento das regularização. “A redução temporária cria uma janela de oportunidade para o contribuinte regularizar sua situação e concluir a transferência do imóvel em uma condição mais favorável.

    É uma medida planejada para estimular a formalização das transações imobiliárias”, reforço.

    A Prefeitura de Aparecida reitera que, após o encerramento da vigência do programa em 6 de novembro, as alíquotas de transmissão de bens imóveis retornarão aos patamares habituais previstos no Código Tributário Municipal.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Cinema na escola: jovens transformam celular em ferramenta para contar histórias

    O mercado audiovisual movimentou cerca de 2,3 bilhões de reais em 2025 e gerou mais de 78 mil empregos, segundo o Anuário Estatístico do Audiovisual Brasileiro 2025, produzido pela Ancine.

    A expansão do setor atrai cada vez mais atenção de investidores e da sociedade civil, impulsionando também o fortalecimento de políticas públicas de incentivo à área.

    Acompanhando esse crescimento, a eletiva Jovens Cineastas, ministrada no Colégio Estadual em Período Integral (CEPI) Nova Cidade, busca aproximar os jovens da linguagem cinematográfica.

    Para Maykon Rodrigues, realizador audiovisual, pesquisador da Universidade Federal de Goiás (UFG) e parceiro da iniciativa, a disciplina vai além de uma oportunidade de formação técnica: “Por meio desse aparato que é o cinema, [os estudantes] podem pensar o mundo e pensar a si mesmos.”

    O incentivo já rende bons frutos. Com as atividades que envolvem rodas de conversa sobre a história do cinema, debate sobre filmes e oficinas de filmagem com o celular, a aluna Kelly Vitória descobriu uma nova paixão e oportunidade profissional: quer ser diretora de cinema!

    “Gravação de cena, enquadramentos… Tudo me interessa um pouco porque é tudo muito novo”.

    Quer conhecer mais sobre esse projeto que alia tecnologia, educação e cinema? Assista a reportagem abaixo:

    SER Goiás na TV

    O SER Goiás na TV é um programa educativo diário produzido pela Fundação Sagres, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO), que amplia a experiência da sala de aula por meio da televisão ao integrar comunicação e educação.

    O programa aborda o reforço escolar, a recomposição das aprendizagens e os desafios contemporâneos da educação básica, oferecendo conteúdo construtivo, instrucional e orientador para estudantes, famílias e comunidade, com entrevistas, videoaulas e diretrizes pedagógicas alinhadas às políticas educacionais, em consonância com o ODS 4 – Educação de Qualidade, da Organização das Nações Unidas, reafirmando o compromisso com uma aprendizagem inclusiva, equitativa e transformadora.

    Todos os dias, uma edição inédita, a partir das 14h, na Demà Sagres TV.

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    Fonte: Sagres Online

    Marielle SouzaJornalista
  • Vanderlan quer elevar limite do MEI para R$ 200 mil e destravar crescimento dos pequenos negócios

    O candidato à reeleição ao Senado Federal, Vanderlan Cardoso (PSD), quer ampliar o limite de faturamento anual para enquadramento como Microempreendedor Individual (MEI) dos atuais R$ 81 mil para R$ 200 mil.

    O senador pretende formalizar a proposta na Casa para atualizar o teto da categoria e destravar o crescimento de pequenos negócios no país.

    Com a mudança, o limite médio mensal de faturamento saltaria de R$ 6.750 para cerca de R$ 16,6 mil sem que o empreendedor precise deixar o enquadramento do MEI. De acordo com o parlamentar, a regra vigente penaliza quem tenta expandir a própria atividade econômica.

    “O MEI não pode ser punido por crescer. É o cabeleireiro, a dona da lojinha, o mecânico que trabalha de sol a sol e, quando o negócio começa a dar certo, é empurrado para mais imposto e mais burocracia.

    O limite de R$ 81 mil ficou para trás. Com R$ 200 mil, o pequeno empreendedor tem espaço para crescer, contratar e melhorar a renda da família”, defendeu Vanderlan.

    A proposta se baseia na distinção entre faturamento bruto e lucro real. Na avaliação do senador, o valor faturado no mês não se converte integralmente em renda disponível, já que parcela expressiva da receita é voltada para a compra de mercadorias, insumos, equipamentos e despesas operacionais da atividade.

    A manutenção do teto atual, portanto, impõe barreiras ao crescimento de pequenos negócios.

    O teto em vigor não passa por reajustes desde 2018. Atualmente, o tema é debatido no Congresso Nacional por meio do PLP 186/2026, encaminhado pelo Executivo federal à Câmara dos Deputados, que prevê elevar o limite de forma gradual para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil a partir de 2028.

    A proposta apresentada por Vanderlan, contudo, fixa um parâmetro superior ao do texto do governo.

    Ao ultrapassar o limite legal, o profissional é obrigado a migrar para outro regime empresarial, submetendo-se a exigências tributárias e obrigações burocráticas mais severas.

    O objetivo da nova proposta é permitir a expansão do faturamento e a geração de empregos sem forçar a mudança de regime nos estágios iniciais de crescimento da empresa

    A mudança afeta diretamente a economia de Goiás, que registrava mais de 680 mil MEIs ativos em fevereiro de 2026, segundo dados da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg). Apenas nos dois primeiros meses do ano, quase 32 mil novos registros foram efetuados no estado.

    “Goiás tem mais de meio milhão de MEIs. Quando eles crescem, o estado inteiro cresce”, destacou o senador.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Mineração alavanca economia em Goiás, mas especialistas alertam para risco de dependência no “pós-mina”

    O crescimento impulsionado pela atividade mineral em Goiás traz expressivos avanços econômicos, mas impõe um desafio decisivo aos municípios: preparar a estrutura local para o momento em que as jazidas se esgotarem.

    O dilema foi o centro dos debates do Goiás Mineral, evento realizado pelo Sindicato da Indústria da Mineração do Estado de Goiás e Distrito Federal (Minde), nesta quarta-feira (23).

    Durante o encontro, o Instituto Mauro Borges de Economia e Estatística (IMB) apresentou a pesquisa “Goiás em Dados – A Influência da Mineração no Estado”. O levantamento analisou mais de 80 indicadores usando métodos de análise causal para comparar cidades mineradoras com localidades de perfil semelhante sem a atividade.

    Os dados revelam um salto de aproximadamente 32% no Produto Interno Bruto (PIB) e um incremento de cerca de 30% na arrecadação de impostos nos municípios mineradores, além de aumento expressivo nos vínculos formais de emprego.

    O estudo também indicou expansão populacional média de 6%, queda de 9% na necessidade de programas sociais e redução de quase 4% na desigualdade de renda. Avaliando essas transformações, o diretor executivo do IMB, Erik Figueiredo, destacou o alcance social dos números.

    “A dinâmica econômica, salário mais alto, salário mais baixo, altera a forma que nós vivemos”.

    Sinais de alerta

    Apesar dos ganhos econômicos e de uma expressiva queda de 54% nas notificações de violência doméstica, a pesquisa apontou pontos de atenção na infraestrutura pública e na equidade social.

    Não foram verificadas melhorias significativas no desempenho escolar dos alunos, tampouco aumento proporcional de médicos, enfermeiros e dentistas para acompanhar o fluxo populacional. Além disso, o crescimento da remuneração masculina ampliou a diferença salarial entre homens e mulheres.

    Outro gargalo crítico é a alta concentração da economia em torno da extração mineral, sem efeito estatisticamente significativo sobre a indústria não extrativa. Segundo o diretor do IMB, o setor traz resultados valiosos, mas exige planejamento antecipado dos gestores públicos.

    “Quando ela sair, você precisa ter algo pra ocupar o espaço dela”, destacou Figueiredo. E completou: “Uma mensagem extremamente positiva para o setor, mas com vários pontos de atenção”.

    Planejamento regional e o exemplo das cidades

    O presidente do conselho do Minde, Luiz Antônio Vessani, reforçou que o desenvolvimento sustentável das regiões mineradoras depende diretamente da criação de alternativas econômicas enquanto as minas ainda estão em operação.

    Ele citou realidades distintas no estado, como Catalão, que desenvolveu estrutura mais diversificada, com logística, rede de ensino e indústria, em contraste com a forte dependência vista em Alto Horizonte e os riscos de paralisação enfrentados por Crixás.

    Já em municípios como Minaçu e Mara Rosa, a transição envolve novos projetos minerais, como terras raras, e a integração com o setor agrícola e logístico. Vessani reforçou que o planejamento não pode ser isolado nem adiado.“Não basta a mineração. […]Esse tipo de planejamento tem que ser nacional”, pontuou o presidente do Minde.

    Governo projeta expansão e foco em terras raras

    Presente no evento, o governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), anunciou que o estado busca reestruturar a governança do setor para atrair investimentos e ampliar a produção, focando na demanda internacional por minerais estratégicos.

    Goiás ocupa atualmente a terceira posição nacional na produção mineral, mas enfrenta a aproximação de estados concorrentes, como a Bahia.

    Entre as prioridades estaduais está o projeto Carina, da Aclara Resources, em Nova Roma, apontado como potencial segunda operação comercial de terras raras do estado, somando-se à operação da Serra Verde, em Minaçu. Vilela reforçou a postura do Executivo.

    “O governo vai fazer todos os esforços necessários para garantir também um desenvolvimento equilibrado da cidade e da região”. “Nós não podemos perder o bonde da história”, finalizou o governador.

    Com informações da Minera Brasil*

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Estatística registra queda 37,4% no roubo de veículos e de 21,8% no furto em Goiás

    Dados divulgados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-GO) mostram queda nos registros de roubos e furtos de veículos em Goiás. Nos primeiros oito meses de 2026, a taxa de roubo de veículos no estado caiu 37,4%, enquanto os furtos reduziram em 21,8%.

    Entre janeiro e agosto deste ano, os registros desse tipo de crime em Goiás caiu de 366 para 229 ocorrências, considerando o mesmo período de 2025, 137 casos a menos que no ano passado.

    Já na comparação entre 2018 e 2025, o recuo nos roubos de veículos chegou 95%, caindo de 10.105 registros para 508. A trajetória de queda também se reflete no histórico recente: durante o ano de 2024, foram 760 ocorrências dessa modalidade em Goiás, em 2025, foram 508 casos.

    Considerando os casos de furto de veículos, foram 475 ocorrências a menos, com os registros caindo de 2.181, entre janeiro e agosto de 2025, para 1.706, em 2026.

    Menor taxa do país

    Goiás ainda registra a menor taxa de roubo de veículos do país, segundo dados do Mapa da Segurança Pública 2026, publicado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Enquanto a taxa nacional foi de 80,87 ocorrências por 100 mil veículos, em Goiás esse indíce foi de 9,40, em 2025.

    Os números de 2025 equivalem a aproximadamente um roubo para cada grupo de 10,6 mil veículos da frota de todo o estado, enquanto a média nacional é de um para cada 1,2 mil veículos.

    A queda nas ocorrências de roubos e furtos de veículos em Goiás acompanha a redução registrada em diferentes modalidades de crimes patrimoniais no estado. Entre janeiro e agosto de 2026, também foram registradas reduções nos roubos a transeuntes (-31,3%), a comércios (-34,9%), a residências (-24,8%) e de cargas (-70%).

    Os dados são referentes às ocorrências registradas no período de 1º de janeiro a 31 de agosto em comparação com o mesmo período do ano passado.

    O levantamento faz parte do monitoramento contínuo de dados mantido pela Secretaria de Estado da Segurança Pública. O acompanhamento sistemático dessas estatísticas orienta a análise do cenário criminal e permite avaliar a evolução dos indicadores ao longo dos meses.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Acidente com caminhão carregado com etanol deixa uma pessoa morta e vazamento na pista, em Edéia

    O caminhão bitrem carregado com cerca de 45 litros de etanol capotou na GO-032, no final da tarde de terça-feira (22), no município de Edéia. O acidente aconteceu no trevo da rodovia, por volta das 17h, provocando derramamento de combustível na pista e deixando uma pessoa morta.

    De acordo com informações do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO), com o tombamento, houve danos no compartimento de carga, causando grande vazamento de etanol. A área precisou ser isolada para aplicação de água para auxiliar na dispersão e diluição do material inflamável na rodovia.

    O motorista do caminhão não resistiu aos ferimentos e foi encontrado já sem vida pelos bombeiros. Após as medidas iniciais de contenção e limpeza do líquido inflamável, os militares conseguiram atuar no resgate do corpo, que estava preso às ferragens.

    O local onde a vítima estava foi preservado para os procedimentos das autoridades competentes e posterior atuação da equipe responsável pelo recolhimento do corpo.

    Na sequência, os militares realizaram procedimentos para mitigação dos riscos decorrentes do derramamento e limpeza da pista, e para restabelecer as condições de segurança no trecho afetado.

    Após a chegada da equipe responsável pelo recolhimento da vítima e a conclusão dos procedimentos pertinentes, uma empresa especializada assumiu as operações relacionadas ao remanescente do etanol. O veículo permaneceu sob responsabilidade de representante da família do motorista falecido.

    Os responsáveis foram orientados a solicitar novamente o apoio do Corpo de Bombeiros no momento da operação de destombamento da carreta, para acompanhamento preventivo em razão dos riscos associados à presença de produto inflamável.

    De acordo com os bombeiros, a ocorrência exigiu atenção especial devido ao grande volume de etanol transportado e derramado, com “atuação direcionada prioritariamente à prevenção de incêndio, controle dos riscos relacionados ao produto perigoso, preservação da cena e segurança das equipes e demais pessoas presentes no local”.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Acabou a restrição: seu vale-alimentação vai passar em qualquer lugar a partir de novembro

    O momento de acertar a conta do almoço ou pagar a feira da semana ficará livre de barreiras e recusas a partir de novembro deste ano. A regulamentação federal institui a aceitação obrigatória de cartões de benefícios em todos os terminais de pagamento credenciados pelo comércio.

    Com essa mudança histórica, o uso do vale-alimentação em qualquer maquininha vira realidade em todo o País, acabando com a dependência exclusiva de marcas específicas em balcões de atendimento.

    Dessa forma, a medida simplifica a vida de milhões de famílias ao aproximar o ecossistema corporativo da mesma flexibilidade encontrada nos cartões bancários usuais.

    A transição desonera os custos logísticos dos varejistas e devolve ao cidadão o controle absoluto sobre o seu consumo.

    Custos operacionais

    Antes de mais nada, o novo decreto determina a vigência da rede aberta após o término do prazo de adequação técnica de 360 dias.

    Portanto, restaurantes, padarias e minimercados poderão processar todas as bandeiras disponíveis utilizando apenas um aparelho no balcão.

    Essa modernização encerra de vez a despesa mensal com a locação de múltiplos equipamentos eletrônicos para atender empresas diferentes.

    Paralelamente, o poder público fixou um teto de 3,6% na taxa de desconto cobrada pelas adquirentes sobre as operações realizadas.

    As autoridades também limitaram a tarifa de intercâmbio ao máximo de 2% e encurtaram o prazo de repasse aos comerciantes para até 15 dias corridos, protegendo o caixa do setor gastronômico.

    Liberdade de escolha

    Por outro lado, quem utiliza o auxílio para se alimentar durante a jornada de trabalho conquista independência total para definir suas refeições diárias.

    Anteriormente, muitos consumidores eram obrigados a caminhar longas distâncias para encontrar um restaurante que aceitasse a bandeira contratada pelo seu empregador.

    Nesse sentido, a eliminação das travas comerciais permite que qualquer comércio habilitado na área alimentícia processe o pagamento sem problemas de incompatibilidade.

    Consequentemente, o ato de pagar uma marmita ou comprar frutas frescas ganha a mesma agilidade das transações feitas por Pix.

    O cidadão passa a valorizar feiras comunitárias e lanchonetes de bairro sem receio de ter a compra recusada na hora da cobrança.

    Concorrência aberta

    Ademais, a reconfiguração do mercado enfraquece o domínio histórico concentrado nas mãos de poucas companhias emissoras de vales.

    Assim, instituições de tecnologia financeira e credenciadoras independentes passam a competir de forma igualitária na oferta de serviços mais modernos e eficientes aos parceiros comerciais.

    Vale ressaltar que o Ministério do Trabalho e Emprego ampliou o rigor dessas diretrizes para todos os negócios que concedem vale aos funcionários.

    As normas alcançam até mesmo companhias sem inscrição formal no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

    Ao mesmo tempo, os empregadores preservam seus acordos trabalhistas sem risco de novos encargos fiscais ou despesas extras, resguardando a integridade do benefício para 22 milhões de profissionais.

    Proibição de desvios e foco na segurança nutricional

    Finalmente, a nova redação legal reafirma os mecanismos rígidos de vigilância para impedir fraudes com o saldo depositado mensalmente.

    O valor creditado permanece restrito exclusivamente ao suprimento de alimentos in natura e refeições prontas para o consumo do trabalhador.

    Assim sendo, permanece expressamente proibido qualquer mecanismo de saque de valores em cédulas, transferências entre contas bancárias ou pagamento de contas alheias ao escopo da alimentação.

    O principal compromisso do PAT continua centrado na promoção da saúde biológica da população trabalhadora, assegurando que o suporte financeiro cumpra integralmente sua missão social e chegue à mesa dos brasileiros.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Maternidade Célia Câmara abre processo seletivo para contratação imediata e cadastro de reserva

    A Maternidade Municipal Célia Câmara (HMMCC) está com processo seletivo aberto para o preenchimento de vagas com início imediato e para formação de cadastro reserva em diversas áreas. A condução da seleção é realizada pelo Instituto Patris, entidade gestora da unidade hospitalar em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS).

    Os salários variam de R$ 1.732,50 a R$ 4.500, de acordo com a função.

    O processo seletivo contempla oportunidades nas áreas assistencial, técnica e administrativa.

    Entre as vagas com contratação imediata, estão postos para enfermeiro do Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NUVEH); enfermeiro do Núcleo Interno de Segurança do Paciente (NISP); técnico de enfermagem com experiência em hemodiálise; auxiliar de cozinha; assistente de qualidade; e assistente de RH/DP.

    Requisitos e jornadas

    Os critérios de seleção variam de acordo com a função pretendida, exigindo diferentes níveis de escolaridade e vivência profissional.

    • Enfermeiros (NUVEH e NISP): É exigida graduação em Enfermagem, registro ativo no Conselho Regional de Enfermagem (Coren) e experiência na área. Para a vaga no NUVEH, é desejável pós-graduação ou capacitação em Hemovigilância ou correlatas. Para o NISP, é desejada especialização em Segurança do Paciente ou Qualidade. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais, de segunda a sexta-feira.

    • Técnico de Enfermagem: Exige-se registro ativo no Coren e experiência comprovada em hemodiálise. O regime de trabalho é em escala 12×36.

    • Assistente de RH/DP: É necessário ter ensino superior (completo ou em andamento) nas áreas de Administração, Recursos Humanos, Ciências Contábeis ou afins, além de vivência em rotinas de departamento pessoal. A jornada é de 44 horas semanais, de segunda a sexta-feira.

    • Assistente de Qualidade e Auxiliar de Cozinha: A jornada para assistente de qualidade é de 44 horas semanais (segunda a sexta-feira), enquanto para auxiliar de cozinha adota-se a escala 12×36.

    Cadastro de reserva

    Além das contratações diretas, o HMMCC está recebendo currículos para composição de cadastro de reserva.

    As oportunidades contemplam enfermeiros especialistas (Centro Cirúrgico, UTI Adulto, UTI Neonatal, Obstetrícia e NIR), além de farmacêuticos; psicólogos hospitalares; fonoaudiólogos; faturistas; terapeutas ocupacionais; e fisioterapeutas. Para esses cargos, é exigida experiência prévia e formação específica conforme a área.

    Como se inscrever

    Os candidatos devem encaminhar o currículo exclusivamente para o e-mail recrutamento.hmmcc@institutopatris.org.br até o dia 25 de setembro. Os interessados devem informar no assunto da mensagem a vaga exata de interesse, regra que também se aplica às candidaturas para o cadastro de reserva.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Vanderlan propõe uso de aporte de US$ 100 bilhões das reservas internacionais para socorrer o agronegócio

    O candidato à reeleição ao Senado Federal, Vanderlan Cardoso (PSD), defende a utilização das reservas internacionais da União para socorrer o agronegócio brasileiro.

    Em entrevista à TV Anhanguera, na última quinta-feira (17),Vanderlan sugeriu o direcionamento de US$ 100 bilhões do fundo para ampliar o suporte financeiro aos produtores rurais durante o momento crítico enfrentado pelo setor.

    Segundo ele, a União dispõe de quase US$ 400 bilhões armazenados, montante que deveria ser acionado justamente em períodos de adversidade. “Nós temos quase US $400 bilhões de reserva.

    E reserva, pelo que entendo, é para os dias maus, os dias ruins. E os dias ruins para o agro chegaram.

    Minha proposta é pegar US$ 100 bilhões dessas reservas e levar para o setor”, afirmou.

    De acordo com Vanderlan, o valor repassado poderá ser recuperado pelos cofres públicos. A estimativa é de que a atividade econômica gerada pelo próprio agronegócio permita à União reaver integralmente os recursos em um período de até três anos.

    Enfatizando a urgência de auxílio, ele ressaltou que a necessidade do setor é imediata. “O setor vai devolver isso em dois, três anos. Hoje, quem está necessitando mais é o agro. Agora, o agro é para ontem, inclusive no nosso estado”, declarou.

    Dificuldades do setor

    No momento, o setor agropecuário enfrenta dificuldades em relação a dívidas e aporte financeiro. Somente no primeiro trimestre de 2026, foram registrados 474 pedidos de recuperação judicial relacionados ao agronegócio. O número representa uma alta de 21,9% em relação ao mesmo período de 2025.

    Em Goiás, a discussão tem impacto direto sobre a economia. Conforme estimativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Estado deve alcançar R$ 119,56 bilhões em 2026, colocando Goiás na quinta posição entre os estados brasileiros.

    “Não podemos falar em desenvolvimento do Brasil e de Goiás sem falar no fortalecimento do agronegócio. Por isso, entendemos que é viável a destinação de US$ 100 bi da reserva para o setor, que gera riquezas e empregos em todo o país”, concluiu Vanderlan.

    O post Vanderlan propõe uso de aporte de US$ 100 bilhões das reservas internacionais para socorrer o agronegócio foi publicado primeiro em Diário de Goiás.

    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista