O presidente do Atlético-GO, Adson Batista, comentou a reação do goleiro Paulo Vitor após a vitória rubro-negra por 1 a 0 diante do Goiás, no Estádio Hailé Pinheiro, pela 30ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
Mesmo com o resultado positivo, que colocou o Dragão, o goleiro deixou o gramado demonstrando insatisfação, gesticulando e apontando para o camarote onde estavam dirigentes atleticanos. Entre as frases ditas pelo jogador estavam “falastrão”, “tem que me respeitar”, “sou muito homem” e “joguei 11 anos na Europa”.
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Questionado sobre o episódio durante a entrevista coletiva, Adson Batista afirmou não ter compreendido exatamente o motivo da reação do titular da equipe. Em tom descontraído, mas com declarações contundentes, o dirigente classificou o comportamento do goleiro como imprevisível.
“Eu não entendi muito bem, porque ele é doido. Ele é doido varrido.
Goleiro tem um ditado, né? Ou é doido ou é aquele negócio que, se eu falar aqui, os petistas morrem.
Então não vou falar, porque não quero misturar. Ele nunca vai ser esse negócio, vai ser goleiro, porque ele é doido, é muito doido”, declarou.
Adson Batista também destacou que costuma cobrar intensamente os jogadores, especialmente em confrontos de maior rivalidade. Segundo o presidente, a postura demonstrada pelo Atlético-GO no clássico foi diferente daquela apresentada na derrota para o São Bernardo, na rodada anterior.
“Eu pilho mesmo. Jogador que já trabalhou comigo sabe que clássico é diferente.
Clássico você não entra com aquele espírito, porque não vai ganhar jogo. Ontem ele (Paulo Vítor) sentou na minha sala, na minha frente, com a linha de defesa.
Conversei olho no olho e coloquei claramente o que aconteceu: se a gente entrasse com aquele espírito de São Bernardo, nós íamos perder e perder feio. O espírito foi outro, foi maravilhoso”, afirmou.
Em outro momento da coletiva, Adson Batista fez uma declaração forte sobre a relação que mantém com o elenco e ressaltou que exige respeito dos profissionais do clube, independentemente da proximidade pessoal. “Eu não gosto de jogador.
Eu gosto do Atlético, de mim e do que eu faço. Eu respeito eles.
Se o cara for gente boa, até gosto. Tem alguns com quem tenho relação.
Mas eu não quero que eles gostem de mim. Eles têm que me respeitar”, disparou.
O dirigente ainda afirmou que não hesita em tomar decisões quando considera necessário: “Se precisar tomar decisão, eu tomo. Eu enfrento qualquer coisa.
Sou até corajoso demais, não deveria”. Sobre a atuação da equipe, elogiou o desempenho do Atlético-GO no primeiro tempo, mas reconheceu que o Goiás foi superior na etapa complementar.
“O primeiro tempo foi do Atlético, o Atlético sobrou. Netinho, Marrony, todo mundo jogou muito.
No segundo tempo, na hora que saíram Netinho e Marrony, fomos para uma fase defensiva e sofremos. Aí o jogo foi deles”, avaliou.
Com a vitória, o Atlético-GO chegou aos 49 pontos em 30 jogos e assumiu a 5ª colocação da Série B, entrando na faixa de classificação para os playoffs de acesso à elite do futebol nacional. O próximo compromisso rubro-negro será no sábado (3 de outubro), às 16h, diante do América-MG, no Estádio Antônio Accioly.
O adversário mineiro ocupa a zona de rebaixamento.
O post “Ele é doido varrido. Eu não gosto de jogador”: Adson Batista reage à revolta de Paulo Vitor foi publicado primeiro em Diário de Goiás.
Fonte: Diário de Goiás
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