Categoria: Política

  • “Sou a favor de rediscutir o Pacto Federativo”, defende Gustavo Mendanha sobre emendas impositivas

    “Sou a favor de rediscutir o Pacto Federativo”, defende Gustavo Mendanha sobre emendas impositivas

    O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia e candidato ao Senado Federal, Gustavo Mendanha (PRD), defendeu a rediscussão do Pacto Federativo.

    Em entrevista ao quadro Manhã Bandeirantes & Opinião em Debate, na Rádio Bandeirantes, nesta segunda-feira (7), o candidato afirmou que é a favor de aumentar o repasse de recursos aos municípios e reduzir o valor das emendas impositivas.

    Questionado pelos jornalistas Altair Tavares e Vassil Oliveira, Mendanha criticou o modelo atual, em que os municípios dependem de emendas para acessar recursos básicos. Segundo ele, o Executivo Municipal deveria ter mais autonomia para definir prioridades.

    “Sou a favor de rediscutir o Pacto Federativo. Acho que nós teríamos que aumentar o repasse para os municípios e reduzir o valor das emendas.

    Quando prefeito de Aparecida, o que mais me machucava enquanto prefeito, não pelas pessoas me procurarem, mas por não conseguir atender dentro daquilo que seria algo normal. Seria muito importante para o Brasil se os prefeitos, se os líderes não precisassem estar em Brasília todos os dias pedindo recursos.

    Eu acho que isso deveria ser o natural”, defendeu Gustavo Mendanha.

    A opinião do ex-prefeito converge com a proposta do candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD), que propõe cortar R$ 100 bilhões no Orçamento, sendo que metade (R$ 50 bilhões) viria diretamente das emendas impositivas. “Sou a favor, sim, de reduzir o valor das emendas para que o recurso chegue nos municípios.

    Claro, com transparência, com tudo aquilo que os órgãos de controle têm para poder fiscalizar”, destacou o candidato ao Senado.

    E justificou o posicionamento: “Quem, de fato, governa, quem executa, é o Poder Executivo. E, muitas das vezes, o Legislativo apresenta propostas que não estão dentro daquilo que você entende que tem que ser realizado.

    Quem tem que, de fato, saber aquilo que é importante é o prefeito, os vereadores, e quem mora na cidade. Cada cidade tem a sua realidade”, ressaltou.

    Mendanha deixou claro que não é contra as emendas, mas acredita que deve haver um parâmetro para indicação dos repasses. “Daqui a pouco vamos ter que avançar para um parlamentarismo.

    Daqui a pouco você não vai ter mais recurso para o presidente ou para o governador governar. E aí você não tem mais um sistema que está sadio e equilibrado.

    Eu não sou contra a emenda, mas eu acho que nós temos que ter parâmetro.E, principalmente, eu acho que nós temos que atender aquilo que é prioridade, necessidade, carência de cada cidade, de cada região”, pontuou.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Sono também é estudo: dormir bem ajuda na atenção e no rendimento

    Sono também é estudo: dormir bem ajuda na atenção e no rendimento

    Uma boa noite de sono pode fazer diferença na sala de aula, durante os estudos e até na hora de realizar uma prova. O descanso adequado está diretamente relacionado à atenção, ao humor e ao funcionamento do cérebro.

    Por outro lado, noites mal dormidas podem comprometer o rendimento dos estudantes e, em alguns casos, levar ao uso de medicamentos sem acompanhamento médico.

    Em entrevista ao Ser Goiás na TV, o médico psiquiatra Alexandre Afonso explicou por que o sono deve ser tratado como uma questão de saúde e também de qualidade de vida.

    “O sono, ele é primordial para as faculdades mentais desse indivíduo, desse ser humano”, afirma o especialista.

    Sono e aprendizagem

    Durante o sono, o cérebro continua realizando processos importantes para o funcionamento do organismo. Segundo Alexandre, o período de descanso permite uma espécie de reorganização necessária para que a pessoa esteja preparada para o dia seguinte.

    “A gente brinca que, na verdade, no sono você dorme, mas o seu cérebro em si, ele trabalha mais”, explica.

    A privação de sono pode provocar alterações no humor e prejudicar a atenção. Para quem está estudando, os efeitos podem ser percebidos diretamente no desempenho.

    “O dia que vocês conseguem dormir bem é uma prova que vocês conseguem fazer, é um rendimento melhor, é uma atenção melhor que você tem”, destaca o psiquiatra.

    O tema ganha ainda mais importância entre estudantes que mantêm uma rotina intensa de estudos e precisam conciliar escola, atividades e preparação para avaliações. Nesse contexto, o sono deixa de ser apenas um momento de descanso e passa a fazer parte da própria rotina de aprendizagem.

    Quando o sono vira um problema de saúde

    Segundo Alexandre, a insônia pode estar relacionada a diferentes condições de saúde. O especialista afirma que ansiedade e outras comorbidades podem aparecer associadas às dificuldades para dormir.

    Ele também chama atenção para hábitos cotidianos que podem prejudicar o sono, como o consumo frequente de café e bebidas energéticas.

    “A utilização de café, por exemplo, de maneira crônica, estimulantes energéticos, isso tudo provoca também […] um fator para a gente poder discutir também a questão da piora desse sono”, explica.

    Para o médico, a busca por uma noite de sono perfeita também pode acabar aumentando a ansiedade das pessoas.

    “A gente vê de forma global que os pacientes, eles têm ficado mais ansiosos, inclusive, por esse momento de sono, né? A perfeição do sono”, afirma.

    Medicamento exige acompanhamento

    Outro ponto abordado na entrevista foi o crescimento do uso de medicamentos para dormir sem acompanhamento profissional. Alexandre explica que a escolha de uma medicação precisa levar em consideração as características de cada paciente.

    “É importante esclarecer não só a questão do remédio em si, mas toda a história clínica desse paciente”, destaca.

    De acordo com o psiquiatra, idade, características individuais, comorbidades e outros fatores precisam ser avaliados antes da indicação de um medicamento.

    “A molécula, ela vai agir em vários sistemas, não só naquele específico, naquele objetivo específico”, explica.

    Por isso, o tratamento para dificuldades relacionadas ao sono não deve se resumir ao uso de medicamentos.

    Hábitos também fazem parte do tratamento

    Alexandre destaca a chamada higiene do sono, conjunto de hábitos que ajuda a preparar o organismo para o momento de descanso.

    Entre as condições citadas pelo especialista estão manter o quarto escuro, reduzir a exposição à luz e criar uma rotina que ajude o organismo a reconhecer a proximidade do horário de dormir.

    “A gente não tem que depender só da questão da medicação. O paciente, ele tem que entrar também com os seus hábitos”, afirma.

    Para o médico, a regularidade é fundamental para que o organismo estabeleça uma rotina.

    “Isso é muito importante para a autorregulação, é muito importante para a gente poder trazer isso como uma forma de hábito mesmo para o seu organismo, dizer: olha, daqui a uma horinha eu vou dormir”, explica.

    Sono também é saúde pública

    Além da relação com aprendizagem e desempenho escolar, o especialista defende que o sono seja compreendido como uma questão de saúde pública. Segundo ele, manter uma rotina adequada de descanso ao longo da vida está relacionado à prevenção de doenças.

    “O fato de você dormir já previne doenças cardiovasculares, melhora a questão do envelhecimento precoce, fatores inflamatórios”, afirma.

    O psiquiatra também destaca a importância de manter o ciclo circadiano regulado, com hábitos que ajudem o organismo a diferenciar os períodos de atividade e descanso.

    No caso dos estudantes, a mensagem é direta: cuidar do sono também é cuidar da capacidade de aprender, manter a atenção e ter um melhor desempenho nas atividades escolares.

    Ser Goiás na TV

    O Ser Goiás na TV é um programa educativo diário produzido pela Fundação Sagres, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO), que amplia a experiência da sala de aula por meio da televisão ao integrar comunicação e educação. 

    O programa aborda o reforço escolar, a recomposição das aprendizagens e os desafios contemporâneos da educação básica, oferecendo conteúdo construtivo, instrucional e orientador para estudantes, famílias e comunidade, com entrevistas, videoaulas e diretrizes pedagógicas alinhadas às políticas educacionais, em consonância com o ODS 4 – Educação de Qualidade, da Organização das Nações Unidas, reafirmando o compromisso com uma aprendizagem inclusiva, equitativa e transformadora. 

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    Marielle SouzaJornalista
  • Saiba como denunciar irregularidades nas Eleições 2026

    Saiba como denunciar irregularidades nas Eleições 2026

    A Redação

    Goiânia – Uma nova forma de contribuir para a transparência do processo eleitoral está ao alcance das eleitoras e dos eleitores, que podem comunicar possíveis infrações e acompanhar diferentes etapas da disputa. A fiscalização das eleições não é responsabilidade exclusiva da Justiça Eleitoral.

    Denuncie pelo aplicativo Pardal

    Uma das principais ferramentas disponíveis é o Pardal, aplicativo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) destinado ao recebimento de denúncias sobre compra de votos, uso indevido da máquina pública, crimes eleitorais e propaganda irregular.

    O aplicativo está disponível nas lojas virtuais Google Play e App Store e prevê a proteção dos dados de quem faz a denúncia.

    Comunicação de irregularidades

    A legislação eleitoral permite que qualquer pessoa comunique às autoridades competentes fatos que possam comprometer a liberdade do voto, a igualdade entre candidatas e candidatos ou o cumprimento das normas eleitorais.

    A denúncia pode ser encaminhada à autoridade policial, ao Ministério Público Eleitoral (MPE), à Corregedoria-Geral Eleitoral, à Corregedoria Regional Eleitoral ou ao juízo eleitoral.

    Também é possível reunir provas dos fatos que se pretende apresentar, desde que sejam respeitadas as limitações previstas na Constituição Federal e na legislação. No dia da votação, a pessoa que estiver apta a votar poderá questionar, verbalmente ou por escrito, a identidade de outra que se apresente para votar.

    Casos de inelegibilidade

    Possíveis situações de inelegibilidade também podem ser levadas à Justiça Eleitoral. Cidadãs e cidadãos no pleno exercício dos direitos políticos podem apresentar notícia de inelegibilidade contra uma candidatura.

    O procedimento deve ser realizado perante o juízo eleitoral competente, por meio de pedido fundamentado, apresentado em duas vias, no prazo de cinco dias a partir da publicação do edital relativo ao pedido de registro da candidatura. Uma via é juntada ao processo de registro, e a outra é encaminhada ao MPE.

    Prestação de contas

    Outro mecanismo de participação popular está relacionado à prestação de contas eleitorais. Qualquer pessoa interessada pode consultar os processos e obter cópias de peças e documentos, respeitados os casos de sigilo previstos em lei.

    Quem solicita o material responde pelos custos de reprodução e pela utilização das informações. A legislação também prevê prazo para que cidadãos apresentem eventual contestação.

    Nesse caso, o prazo é de três dias, contados da entrega da prestação de contas.

    Teste de integridade das urnas

    No dia da votação, os tribunais regionais eleitorais (TREs) realizam, por amostragem, auditorias nas urnas eletrônicas de cada unidade da Federação.

    Entre os principais procedimentos, está o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, realizado em ambiente controlado, em local público e com expressiva circulação de pessoas, definido pelo respectivo TRE. O teste ocorre no mesmo dia e horário da votação oficial, nos dois turnos.

    Locais divulgados antes das eleições

    Os TREs devem informar, por meio de edital e de seus respectivos sites, os locais onde serão realizadas as auditorias de funcionamento das urnas eletrônicas. A divulgação deve ocorrer até 20 dias antes das eleições.

    No mesmo prazo, as comissões de auditoria da votação eletrônica de cada TRE comunicam aos partidos políticos o horário e o local em que será realizada a escolha ou o sorteio das seções eleitorais cujas urnas serão submetidas à auditoria.

    Teste com biometria

    Desde 2024, eleitoras e eleitores voluntários podem participar do procedimento utilizando a própria biometria. Após votar, a pessoa é convidada a colaborar com o teste em um local de votação designado ou em espaço próximo, seguindo os procedimentos previstos para o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas.

    Auditoria aberta ao público

    Os locais onde são realizados os testes e as auditorias são públicos e podem ser acompanhados por pessoas interessadas. Há, entretanto, regras de circulação nas áreas onde ficam instalados os equipamentos e computadores utilizados na auditoria.

    O Teste de Integridade com Biometria tem acesso restrito aos integrantes da comissão de auditoria da votação eletrônica, aos auxiliares designados e às pessoas previamente credenciadas para executar a auditoria. A fiscalização de todas as etapas do processo é assegurada.

    Boletins de Urna

    A transparência também se aplica às auditorias destinadas à verificação dos sistemas responsáveis pela transmissão dos Boletins de Urna e pela entrega de dados, arquivos e relatórios. Esses trabalhos são públicos e podem ser acompanhados por qualquer pessoa interessada.

    Entre 7h e 12h do dia anterior à votação, tanto no 1º quanto no 2º turno, a comissão de auditoria da votação eletrônica realiza, em local e horário previamente divulgados, a definição das seções eleitorais que serão submetidas a essas auditorias.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Moraes escala crise e usa inquérito das fake news para retaliar Mendonça

    Moraes escala crise e usa inquérito das fake news para retaliar Mendonça

    Brasília – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou o inquérito das fake news para acusar o ministro André Mendonça de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.

    Relator do caso Banco Master, Mendonça levantou na quarta-feira, 2, o sigilo de um relatório da Polícia Federal que compilou 51 mensagens comprometedoras entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, após o conteúdo ser revelado pelo Estadão/Broadcast.

    Moraes atribui a Mendonça quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos na relatoria das operações Sem Desconto e Compliance Zero. Ele sustenta que a conduta de Mendonça consiste em:

    Usurpação da direção das investigações das autoridades policiais, inclusive com determinação de medidas administrativas que afastaram a observância da cadeia de custódia prejudicando a produção probatória; condução irregular das tratativas de eventual colaboração premiada; direcionamento de determinados alvos para investigação (ministro Alexandre de Moraes e senador Davi Alcolumbre), por motivos pessoais e políticos, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares a serem apresentadas pela Polícia Federal.

    Em petição de 20 páginas entregue a Edson Fachin, presidente da Corte, Moraes cita o artigo 102 da Constituição Federal, o artigo 33 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional e o artigo quinto do regimento interno do Supremo para pedir providências contra Mendonça.

    No início da noite desta quinta-feira, 3, Fachin pediu ao próprio Moraes e também a Mendonça, ao diretor-geral da Polícia Federal, delegado Andrei Rodrigues e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, que se manifestem em cinco dias.

    Antes, Fachin autuou o relatório da PF como petição no STF. O presidente da Corte quer esclarecer fatos específicos antes de decidir se encaminhará a discussão ao plenário.

    Mendonça, que é relator das fraudes do Banco Master e divulgou o documento da PF, pediu para Fachin incluir os indícios sobre Moraes na pauta de julgamentos para os ministros votarem se abrem ou não inquérito contra o colega.

    O presidente do Supremo afirmou que surgiram dúvidas a partir do parecer da PGR que recomendou o arquivamento do relatório e a nulidade das provas. Fachin quer saber, por exemplo, se há indícios de que algum investigado obteve acesso indevido às apurações quando elas estavam em curso e como se chegou às pessoas mencionadas na apuração.

    Relatório

    Moraes transcreveu na petição desta quinta trechos de um relatório de inteligência da PF que diz que Mendonça expressamente “denota interesse no início de investigação formal”. Segundo o documento, Mendonça “solicitou mais de uma vez que a equipe de investigação encaminhasse alguma provocação a ele nesse sentido”.

    A petição de Moraes está inserida no inquérito das fake news, aberto em 2019 por Dias Toffoli, então presidente da Corte, e que se arrasta sem previsão de término. Nesses autos, Moraes, relator, reúne o que considera “ameaças” a ministros do STF e à democracia.

    Segundo Moraes, nem a PF nem a Procuradoria-Geral da República encontraram qualquer ato que pudesse constituir infração penal de sua parte.

    Ele afirma que Mendonça “reiterou suas condutas de incriminá-lo” e reitera trechos do relatório de inteligência, segundo o qual, Mendonça indagou expressamente sobre o que havia nos dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro em relação a Moraes.

    “Não se descarta que informação sobre o conteúdo tenha sido transmitida ao gabinete de Mendonça por integrante da própria equipe de investigação, fora dos autos e sem conhecimento dos demais”, diz trecho do relatório da PF encartado por Moraes na petição a Fachin.

    Direcionamento

    “Não bastasse o direcionamento da investigação para determinado alvo que não estava sob sua competência jurisdicional, em total desrespeito aos artigos 102, I, ‘b’ da Constituição Federal, 33, parágrafo único da LOMAN, e art.

    5, I do Regimento Interno do STF, o relator, Ministro André Mendonça determinou – DE OFÍCIO – diligência investigatória policial para a produção ilegal de provas contra o Ministro Alexandre de Moraes, com a agravante excepcional de ter determinado à Polícia Federal a realização da diligência sem ter assinado a decisão judicial e sem ter feito da comunicação pelas vias procedimentais legais, bem como ter subtraído o conhecimento da mesma da Procuradoria-Geral da República”, afirma o relatório de inteligência da PF.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Caiado defende que STF quebre sigilo de todas as investigações sobre Banco Master, INSS e Dark Horse

    Caiado defende que STF quebre sigilo de todas as investigações sobre Banco Master, INSS e Dark Horse

    São Paulo – O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) quebre o sigilo de todas as investigações que envolvem o escândalo do Banco Master, a fraude do INSS e a produção do filme Dark Horse.

    Em entrevista ao Estadão nesta quinta-feira, 3, o ex-governador de Goiás defendeu que os eleitores tenham acesso a todas as apurações que envolvem os postulantes ao Planalto.

    “Você não pode deformar o processo democrático pela omissão de oferecer ao cidadão as informações corretas sobre cada um dos políticos que estão disputando uma eleição”, declarou Caiado, que, ao citar o ditado popular “pau que dá em Chico, dá em Francisco”, defende que não haja vazamento seletivo das investigações.

    “É importante que o Supremo tenha a responsabilidade de poder quebrar o sigilo de todas essas denúncias que existem, de todas as operações que existem, para que a democracia não sofra um golpe, ou seja, amanhã o eleitor vote em alguém que, depois do dia 4 de outubro, vai ver que está lá na lista do INSS, do Dark Horse ou do Master.”

    Segundo entrevistado da série do Estadão com os presidenciáveis, Caiado defendeu ainda o afastamento do ministro Alexandre de Moraes da Corte e afirmou que a sua eventual permanência no cargo provoca “tensão” e “desestabiliza a democracia brasileira”.

    Com apenas 1% das intenções de voto na mais recente rodada da Quaest, Caiado criticou a candidatura do psiquiatra Augusto Cury (Avante), que atingiu 10% no mesmo levantamento, afirmando ser “difícil” imaginar alguém sem experiência “aprender a governar na cadeira da Presidência da República diante de um quadro tão grave” como o que o País vive.

    Na área econômica, Caiado também criticou a possibilidade de fazer um ajuste fiscal “em cima” dos aposentados, a partir de medidas como a desindexação das aposentadorias do salário mínimo, defendida por economistas, e prometeu, se eleito, cortar emendas parlamentares impositivas e enxugar incentivos fiscais.

    As pesquisas de intenção de voto têm mostrado, desde o início, dois candidatos mais à frente, Lula e Flávio Bolsonaro, e os demais tentando chegar um pouco mais perto deles. Nesses últimos dias, vimos o crescimento do Augusto Cury, que em algumas pesquisas já pontua com 10% e 11%. Como o senhor espera, a partir de agora, virar esse jogo?

    Eu entendo que a campanha começou a ter atenção da população depois que começamos com o horário de televisão, os debates – que, infelizmente, os dois candidatos não aparecem – e, agora, as sabatinas dos demais veículos de comunicação do Brasil.

    O que eu entendo é que, neste momento, a sociedade está muito descrente da política e, num primeiro momento, ela rotula todo mundo como “político”.

    Eu acredito que vai ter o momento em que ela vai analisar a vida pregressa, a pessoa que se apresenta como candidata, e aí nós temos dois minutos para apresentar todo o nosso projeto de governo. E esse projeto de governo vem acompanhado de 40 anos de vida pública, sem nenhuma mácula, sem nunca estar envolvido em corrupção.

    Mas você vai perguntar: “Isso não é obrigação?” Sim, sem dúvida. Isso não pode ser uma condicionante maior se todos vivessem nessa situação.

    Nós vamos poder discutir aqui temas de programa de governo, de resultados obtidos na minha trajetória de deputado, senador e governador de Estado.

    Com a experiência acumulada para poder chegar ao governo hoje, à Presidência da República, e administrar essa situação que é gravíssima, de uma desordem institucional instalada no País, com um processo de corrupção que atinge todos os poderes da República.

    Este é o momento em que eu acredito na necessidade da experiência e da autoridade moral para presidir o País.

    Nesta quarta-feira, 2, o governador Eduardo Leite disse que ligou para o Augusto Cury para parabenizá-lo pelo seu desempenho nas pesquisas. Disse que fazia isso porque acreditava que o Cury, assim como ele, representava muito essa ideia de lutar contra a polarização existente no País hoje em dia.

    Mas ele, ao mesmo tempo, disse que o candidato dele, governador, era o senhor.

    O senhor acha que, em função das pesquisas, pode acontecer de pessoas, inclusive do seu partido, buscarem alguma candidatura que, no entender deles, seria mais viável?

    Eu diria a você que a viabilidade de uma campanha, neste momento, deve fazer parte daquilo que seja a experiência dele e, ao mesmo tempo, a capacidade dele de representar para a sociedade brasileira resultados concretos.

    Com todo o respeito ao candidato Cury, que é uma pessoa respeitada, reconhecida, mas você vai ter que enfrentar um Congresso Nacional, você vai ter que ter a mesma condição e independência junto a um Supremo, à Procuradoria-Geral da República, Tribunal de Contas da União.

    Você vai ter que administrar uma crise econômica que se abate sobre o País. Você tem que, ao mesmo tempo, ter essa capacidade de poder tirar o País da crise e elevá-lo a uma condição que dê tranquilidade à população.

    O momento não seria de apostar em alguém inexperiente, seria isso?

    Eu diria a você que realmente é difícil você imaginar uma pessoa que não passou por nenhuma das etapas aprender a governar na cadeira da Presidência da República, diante de um quadro tão grave como este.

    Ou seja, eu sou um médico, eu sou um cirurgião, até você chegar à condição de entrar numa sala cirúrgica para poder operar um politraumatizado, com lesões vasculares, ósseas e de órgãos também, não é naquele primeiro dia que você entrou na faculdade. Para ter a experiência acumulada como repórter, você também progrediu nas etapas.

    Todos nós temos uma graduação no decorrer da vida para assumir um cargo. A Presidência, normalmente, exige aquilo que seja a experiência, a capacidade de diálogo, de construir maioria dentro do Congresso, saber dialogar com os demais Poderes e construir uma alternativa para o País.

    Por que eu estou dizendo isso? É porque eu fui candidato com 39 anos de idade à Presidência da República.

    E aí, meu pai, me chamando atenção, me disse: “Meu filho, você não tem condições de ser candidato. Você não tem um fio de cabelo branco, você não tem a experiência de vida para chegar lá.

    Comece por etapas para que você amanhã almeje essa condição para ter a responsabilidade do cargo com a condição de atender à demanda que a população espera de um político”. E foi aí que eu fiz.

    Chegando ao Estado de Goiás, graças a Deus, tive a oportunidade de chegar a 88% de aprovação da população.

    Ou seja, é saber sair de uma crise que o Estado vivia e retornar à condição de equilíbrio fiscal do Estado, de segurança, de educação, de programa social e, ao mesmo tempo, (ter) a sociedade enxergando que eu consegui entregar até acima daquilo que eu havia me comprometido.

    O Estadão revelou o relatório da PF com as mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro para o ministro Alexandre de Moraes. Há uma série de conversas envolvendo o ministro e o banqueiro, e, a partir disso, passou-se a ter uma discussão mais forte sobre a presença de Moraes no STF.

    O senhor já defendeu que ele seja afastado, porque correria-se risco de uma insurgência contra decisões da Corte. O que o senhor imagina de cenário para essa insurgência?

    Quem poderia praticá-la? E isso não ampliaria a desordem?

    Quando uma pessoa ocupa um cargo público, ela está vestida de muitas credenciais, mas de muitos deveres. A Corte do Supremo Tribunal Federal é a última instância de recurso que a pessoa tem. (O STF) é o guardião daquilo que chama-se democracia, do Estado Democrático de Direito.

    Quando, sobre aquela pessoa, recaem tantas suspeitas, denúncias como essas que vieram à tona, ela não tem mais as condições mínimas necessárias para poder estar ali respondendo pelo cargo. Isso é independente de quem quer que seja.

    Ninguém pode estar acima da Constituição Brasileira.

    Para você estar investido ali, naquela condição de ministro do Supremo, da Corte maior do País, qualquer posição que coloque em xeque, em dúvida, o comportamento dele, faz com que ele, inicialmente, tivesse ali, ele mesmo deveria fazer ali o seu próprio afastamento, ele mesmo renunciar àquela função do cargo.

    Do contrário, todo conselho, como é o Congresso, a Câmara, o Senado ou o Supremo, tem ali também a presidência que chama todos os membros e (diz): “Olha, a sua condição não é mais possível, você estará afastado”. Isso é o que se espera de um comportamento de uma Corte, qualquer colegiado deveria se comportar assim.

    Ele mesmo (Moraes) deveria fazer ali o seu próprio afastamento, ele mesmo renunciar àquela função do cargo.

    O não afastamento dele ou a não renúncia dele do cargo provoca uma tensão muito grande, desestabiliza a democracia brasileira e nenhum cidadão tem o direito de desestabilizar o processo democrático, porque – é daí a minha palavra da insurgência- se amanhã alguém vem, diante de uma decisão dele, o cidadão diz assim: “Ele não está capaz para me julgar, ele não tem essas credenciais para me julgar, aí você coloca em risco esta ordem democrática que você tem no País”.

    A insurgência que o senhor está dizendo seria se o próprio Senado se insurgir em relação a uma falta de decisão do Supremo, no caso, e buscar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, que seria o caminho institucional, pelo menos legal?

    Não, isso aí não é insurgência, isso aí é prerrogativa. O Senado Federal tem, constitucionalmente, essa prerrogativa. Ele estará dentro das normas constitucionais, ou seja, ele pode abrir o processo de impeachment.

    Então, o que o senhor está dizendo é a possibilidade realmente de você ter um esgarçamento da ordem pública, da legalidade, de tal forma que o particular resolva deixar de cumprir ordens que venham do senhor Alexandre de Moraes?

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    Sim. Você pega um táxi, você vai no restaurante, você entra no mercado, você não vê outro assunto.

    Se tem uma decisão de um ministro do Supremo sobre uma situação de um cidadão, ele vai dizer: “Poxa, peraí, calma lá, eu não tenho que respeitar essa decisão. Essa pessoa não tem as condições”.

    Isto faz parte do decoro, isto faz parte da liturgia do cargo. A pessoa não pode, ali, na condição dele de ministro Supremo, estar com aquele nível de relacionamento, de editar contrato, de ter intimidade com uma pessoa que está promovendo o maior escândalo financeiro que o País já viu.

    São regras que em qualquer democracia exige-se o decoro.

    Agora, se o cidadão vai ser julgado, amanhã você tem que pagar uma multa de não sei quanto, por isso, por isso, por aquilo, (diz): ‘Não, não vou pagar”.

    O Senado, ele tem a prerrogativa dele, ele construiu maioria, até o que eu soube é que o senador Carlos Viana acaba de apresentar um requerimento, dando data e hora para que o presidente Davi Alcolumbre, até hoje, ao meio-dia, decida sobre a autorização da instalação do processo de impeachment, que, do contrário, ele terá ali, também, criando um movimento interno dentro do Senado para discutir a posição do presidente.

    Então, veja o quanto este processo está disseminando um desequilíbrio dentro dos outros Poderes.

    Se o ministro Alexandre Moraes renunciasse à condição de ministro Supremo e respondesse por esses atos fora da condição de ministro, você não teria essa crise instalada num momento grave de uma crise econômica, mais acompanhado desse processo de corrupção, mais um endividamento da população, mais uma inquietação ao processo democrático e nós estamos há 31 dias da eleição.

    É importante que o Supremo tenha nesta hora a responsabilidade de poder quebrar o sigilo de todas essas denúncias que existem, de todas as operações que existem, para que a democracia não sofra um golpe, ou seja, amanhã o eleitor pode votar em alguém que, depois do dia 4 de outubro, vai ver que está lá na lista ou do INSS, ou do Dark Horse, ou do Master, ou de quem quer que seja.

    É importante que o Supremo tenha nesta hora a responsabilidade de poder quebrar o sigilo de todas essas denúncias que existem, de todas as operações que existem, para que a democracia não sofra um golpe.

    Então a ideia do senhor seria que seria importante o supremo quebrar o sigilo de todas essas investigações?

    Fundamental.

    Há ministros que dizem que André Mendonça estaria operando politicamente, porque de um lado está saindo mais (informação) do que de outro. Ontem, nós tivemos também relatos de encontros do Mendonça com o Vorcaro.

    E tem um depoimento que foi prestado a ele, com a presença do MP, mas sem a presença da Polícia Federal. O senhor faz algum reparo ao trabalho que tem sido feito pelo ministro André Mendonça nos casos INSS e Master?

    O reparo que eu tenho a fazer é aplaudi-lo.

    No momento em que você vai para uma campanha eleitoral e ele torna público tudo isso que aconteceu… Agora, nós não podemos sofrer uma outra situação como a Lava Jato, que depois daquele turbilhão de dinheiro desviado, de repente se diz que a origem da denúncia não podia ser ali acolhida naquela instância no Paraná e, de repente, por uma firula jurídica, você vai explicar para a sociedade o quê?

    Então, não tem como explicar. A sociedade já chegou a um ponto que ela já não suporta essas chicanas jurídicas.

    As pessoas que fazem algum tipo de reparo ao ministro Mendonça, e há críticos até dentro da própria Corte, dizem que ele não tornou público tudo o que porventura existisse a respeito de pessoas próximas do antigo grupo político dele, do governo Bolsonaro, como o Flávio Bolsonaro, o Nikolas Ferreira e outras pessoas citadas em conversas de Daniel Vorcaro.

    Quando o senhor fala em levantar o sigilo de tudo, é levantar também o sigilo, nesse caso, do que porventura existe em relação a essas figuras?

    É. A palavra tudo significa isso.

    Você não pode, como ministro da Corte Suprema, fazer uma liberação seletiva. Você não pode ficar escolhendo quem você deseja, nem o Supremo, nem a Polícia Federal.

    Nenhum órgão do governo pode ter uma atuação seletiva por ser ou não ser simpático a uma pessoa A ou a uma pessoa B. A imparcialidade é que deve ponderar.

    Ou seja, o que dá no Chico, dá no Francisco.

    Então, esta atuação, pelo que eu sei, ele abriu o sigilo completo, eu não sei que ele tenha excluído qualquer área do processo. A informação que eu tenho é que ele disse: “Olha, a partir de agora está aí, todo o caso Master à disposição de quem quiser ver”.

    Acho que isso deveria ocorrer em relação ao Dark Horse e em relação ao INSS, também para que nós soubéssemos o que cada um tem a explicar.

    Você se lembra do Petrolão? Parece que uma semana antes, ou menos até, começou um rumor maior da eleição e a Dilma foi eleita.

    E dali a poucos dias, veio à tona tudo aquilo. Será que se aquela abertura do processo do Petrolão tivesse saído um mês antes, como hoje nós estamos na eleição, será que ela teria sido eleita?

    O que falo é que você não pode deformar o processo democrático pela omissão de oferecer ao cidadão as informações corretas sobre cada um dos políticos que estão disputando uma eleição.

    Então, por enquanto, o senhor não se sente satisfeito com as explicações dadas nem pelo Flávio Bolsonaro nem pelo presidente Lula?

    De maneira alguma. Você não pode, diante de um valor desse e de entendimentos ocorridos, dizer que “isso é página virada”. Ou depois que está na cadeira da Presidência, dizer: “Não, não é bem assim, estão querendo aí penalizar só porque ele é meu filho”. Essas coisas precisam de ter uma transparência total.

    Nós temos aquele caso que é emblemático na política, que o Itamar (Franco) tinha o seu chefe de gabinete, que era a pessoa mais ligada a ele, que era o (Henrique) Hargreaves, ele disse: “Olha, você vai lá, explique lá seus problemas e, depois, tudo bem. Se você não tiver culpa, você volta.

    Como de fato ocorreu, ele assumiu de novo a cadeira de chefe de gabinete dele. Essa é a transparência.

    Quando você tem um processo que chega na antessala do presidente da República, recebendo todas as vinculações com aquela lobista do caso do INSS, junto com o filho do presidente, aí depois você tem a operação do Dark Horse, que também alegava que não tinha nenhum conhecimento… O que eu estou dizendo é que, quando você é candidato à Presidência da República, você não tem o direito sequer de pedir a condição de presunção da inocência.

    É uma questão moral?

    É uma questão moral. Num primeiro momento, eu fui muito cobrado. (sobre as relações de Flávio Bolsonaro com o financiamento de ‘Dark Horse’) Eu disse: “Não, ele tem direito de explicar, não vou fazer pré-julgamento”. Mas depois que passa um período, eles dizem que isso é página virada?

    Essa eleição tem um balizador. Qual é que é? É eleger alguém que tenha a estatura moral para sentar naquela cadeira. Se ele não tiver isso, vamos ficar, simplesmente, acomodando problemas. “Olha, vou acolher o seu problema aqui, vamos botar debaixo do tapete, eu faço um negócio ali”. Você desmoraliza completamente.

    É como uma senhora me disse: “Sinto como se eu estivesse pegando o meu voto e jogando na lata do lixo, porque não vai acontecer nada”. Esse é o pior problema que nós estamos vivendo.

    As pessoas nivelam os políticos e acham que todos eles estão envolvidos em negociatas. E essa descrença com a democracia está levando à deterioração a todos os Poderes da República.

    Eis o risco de você não ter uma pessoa com a estatura.

    O Estadão realizou, neste ano, uma série de debates com a curadoria do Fábio Barbosa, com o nome de Brasil Adiante, para discutir soluções de problemas que já são reconhecidos, suficientemente apontados, mas colocando soluções.

    Entre as conclusões está a de que o Brasil precisa de uma agência nacional antimáfia, nos moldes das experiências italianas para o enfrentamento do crime organizado. Qual é a opinião do senhor?

    Eu diria a você que ela é anti toda e qualquer ordem de corrupção, de enriquecimento ilícito, de lavagem de dinheiro, de toda ordem. Ela é abrangente.

    Dentro daquilo que eu apresentei na estrutura do Ministério da Segurança Pública, existe essa estrutura toda onde você encaixa a área da inteligência da Polícia Federal, você tem ali o Coaf, você tem a Receita Federal, você tem a CVM, tudo isso ali compartilhado.

    E daí vai para um sistema chamado Sentinela, ou seja, tendo todos esses dados aqui, eu sei a movimentação e sei aquela que não tem como explicar.

    Mas isso com participação das polícias estaduais também?

    Não. O governo federal tem que guardar o que a Constituição de 88 preservou, ou seja, em cada Estado você pede a cooperação, você não impõe uma regra sobre a unidade federativa.

    O governo federal se ocupa dessas informações. Qual é a falta que o governador sente?

    A de que uma informação de que determinada empresa que está envolvida, que tem sinal amarelo, alguma coisa acontecendo aí. Essa é a função dessa agência, que terá a capacidade que nenhum Estado tem de compartilhar dados com o governo federal.

    Serei capaz de poder dar a todos os governadores e a todas as polícias do Brasil sinais de alerta com o que eu chamo de sistema Sentinela. Teremos todos os dados do Coaf, da CVM, da Polícia Federal e da Receita Federal para eu alertar aquilo que está acontecendo. Este é um processo de celeridade.

    Esse é o processo que a gente precisa de não deixar chegar como está, contaminando a economia formal, as fintechs, comprometendo grande parte das bets. Não generalizo, mas passou a ser grande lavanderia de dinheiro do narcotráfico e da corrupção. Esses processos não podem viver na mordomia que estão vivendo no País.

    Outra proposta do Brasil Adiante é a criação de uma espécie de governança federal real da Segurança Pública. Isso parte do pressuposto de que é necessário ter no Ministério da Segurança Pública um poder real de coordenação com políticas nos Estados.

    O senhor apoiaria a criação de protocolos nacionais de atendimento às vítimas de violência, ou seja, o governo federal sendo o indutor de boas práticas, não impondo, mas oferecendo para os Estados a aplicação de medidas protetivas para as mulheres?

    Minha proposta é avançar mais do que isso. Esse cadastro será distribuído nacionalmente. Em caso, por exemplo, de estupro, que o banco genético tenha também toda essa capilaridade de informação.

    Eu tenho certeza absoluta de que todo governador quer compartilhar informação com o governo federal. Ninguém se omite. O que se discute não é isso.

    O que se discute é que o governador tem autoridade de poder montar as diretrizes gerais do combate ao crime no seu Estado, pelas características que tem o crime no seu Estado.

    É diferente de achar que uma pessoa em Brasília vai ditar as diretrizes para uma situação que é de um jeito no Amapá e de outro no Rio Grande do Sul, em Pernambuco, em Goiás. É a liberdade que a Constituição de 1988 nos deu.

    Mas vamos voltar agora ao feminicídio. O feminicídio é uma chaga para a qual nós precisamos de uma medida extremamente drástica, como coloquei no meu plano de governo.

    Tem o batalhão Maria da Penha, as medidas protetivas, o botão do pânico, a linha direta no WhatsApp, mas, além disso, você precisa de tomar medidas mais duras, como dobrar a pena no feminicídio, e instituir que só depois de 90% da pena cumprida é que haverá progressão do regime.

    Ou seja, depois de 36 anos que ele terá a chance de ter progressão.

    O Supremo não acharia isso inconstitucional?

    É inconstitucional se não tiver a progressão. Mas eu estou resguardando a progressão nos 10% finais. Outra coisa é o confisco dos bens do covarde que agride por achar que, por ter maior poder aquisitivo, pode espancar a mulher e tê-la como propriedade.

    O senhor disse que é contra o uso de câmeras corporais pelos policiais, mas muitos policiais falam que elas podem servir de prova contra os bandidos que enfrentam a polícia e mentem, dizendo que o policial os abusou, que plantou alguma droga, ou seja, que o policial agiu ilegalmente.

    Essas câmeras servem muitas vezes como prova contra a bandidagem e a favor da Justiça. Eu queria que o senhor explicasse por que se manifestou contrário ao uso dessas câmeras.

    A posição de cada governador é um direito que a Constituição garante. Se o governador quiser usar a câmera, que ele use a câmera.

    Eu não vou discutir esse assunto. Cada governador vai decidir a sua política local.

    O que eu tenho dentro do meu raciocínio de segurança pública é que a Corregedoria da polícia tem que ser rigorosa, tem que ser austera, qualificada, independente. Agora, olha o confronto com as facções que dominam territórios, como as que dominavam no meu Estado.

    O entorno de Brasília era 100% dominado, da mesma maneira que são outras regiões no Brasil hoje, como Salvador, Fortaleza, Natal, Rio de Janeiro, como tantas cidades.

    Há um caso do Estado do senhor que poderia ser resolvido se os policiais estivessem com a câmera. É o caso do coronel Edson Luís Sousa Melo Rocha, o Edson Raiado, que foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás sob acusação de ter matado três pessoas, entre elas um piloto de helicóptero que era delator do PCC.

    A delação desse piloto havia levado ao bloqueio de R$ 800 milhões em bens que supostamente pertenceriam ao Marcola, líder da facção. Ele morreu, segundo o Raiado, em um tiroteio, mas, segundo o Ministério Público, ele foi executado.

    A câmera, nessa hora, não ajudaria o coronel a provar sua inocência?

    Olha, essa necessidade que está sendo colocada será analisada por uma corregedoria técnica, com base tanto dos relatos quanto nos fatos ocorridos. Toda perícia é capaz de analisar isso. Essa é a condição que você tem.

    Este enfrentamento que você tem hoje é que mostra que esta polícia que você cita aí – que eu tive o orgulho de ser comandante em chefe dela – tem uma aprovação da sociedade goiana de 84%. Então, não é justo que, amanhã, tentem levantar um detalhe a mais sub judice, que nada foi comprovado e tentando macular a trajetória de uma pessoa.

    O que é importante é que a Corregedoria possa agir.

    Agora, eu lhe pergunto: você tem outro Estado no Brasil, onde você caminha todo o território sem precisar tirar o seu relógio, o seu telefone celular, em seu carro, tranquilo, como você tem no Estado de Goiás? Isso não autoriza a formação de milícia.

    Eu não tenho milícia dentro de Goiás. O policial tem que cumprir as determinações.

    Ele sabe o que é o combate e sabe o que é a proteção à sociedade goiana.

    Então, para você ter uma ideia, a situação hoje é tão grave que tem uma ONG chamada Anjos da Liberdade, a primeira a reagir quando eu proibi visita íntima para o (preso) faccionado. Ela foi a primeira a reagir quando eu disse que a audiência com advogado vai ser gravada para os faccionados.

    É uma ONG que foi denunciada pelo promotor Lincoln Gakiya por ligação com a facção PCC…

    Então, está aí. E é amicus curiae de ações no Supremo.

    E quantas entidades como essa vêm com esses relatos aí, com esse sentido único e exclusivamente de poder dizer que aquilo que é o sistema, com inteligência artificial montado em Goiás, que é o melhor o maior porcentual de resolutividade que tem, o maior nível hoje de Segurança Pública.

    O seguro lá, em Goiás, hoje, é seguro de acidente, não é seguro de roubo de carro mais, porque não tem mais seguro de celular, não tem necessidade de o cidadão sair da na porta do hotel e retirar a sua aliança, não andar com o celular, ou tirar a bolsa da esposa.

    O que é importante é que ninguém pode admitir, nem eu admito – eu sou médico, aprendi a cuidar de vidas – pistolagem, milícia dentro daquilo que eu comando.

    Agora, o que nós temos que ver são os resultados deste processo aí, onde eles instalam tudo isso: o cidadão fica na condição de poder estar num campo de batalha; você está vendo que as facções estão treinando drones para lançar granada contra a policial, e, depois, o Ministério Público vai analisar aquela cena numa sala como essa, de ar condicionado, dizendo: “Olha, realmente ele poderia ter mandado dar mãos ao alto e tal”.

    Ora, vamos ver o que são as situações de um campo de batalha, está certo? Você, com as facções hoje, eles têm mais homens armados do que a Força Brasileira.

    Resumindo: se o coronel Raiado fez alguma coisa de errado, ele que pague, mas não se pode extrapolar isso para toda a polícia, é isso?

    Perfeitamente, que pague com toda a rigidez que tenha que pagar. E você pode levantar que, dentro da polícia de Goiás, o maior número de exclusão de policiais por não ter o comportamento correto foi feito também no meu mandato. Eu não aceito nenhuma quebra daquilo que é a norma legal.

    Agora, a polícia, quando ela entra, não pode se sentir acovardada e ameaçada por quem está tomando conta do processo. Você já pensou: eu sou presidente da República, eu não posso entrar na Rocinha?

    Eu não posso entrar no Morro do Borel? Eu não posso entrar lá no Complexo do Alemão?

    Como não? Por que não?

    Por que eu tenho que pedir a ordem para o chefe do comando? Eu estou em Salvador, não posso entrar no bairro?

    Então, essa é a democracia que a gente quer. Eu tenho dito, eu não quero nem câmera, eu quero amanhã ficar igual Londres: um apitozinho e um cacetete só. Você não precisa de mais nada. Em Londres, você transita lá, você não tem nenhuma arma com o policial, ele com aquele capacete dele, um cacetete aqui do lado, um apito e pronto.

    Eu queria entrar no tema da economia. E saber exatamente o que o senhor pretende alterar na reforma tributária, que foi aprovada recentemente, e por quê?

    É interessante… Muito obrigado pela pergunta, porque o que acontece é que, hoje, depois que ela foi aprovada, eu encontrei com o pessoal de bares e restaurantes, todo mundo apavorado. Eu encontrei com o pessoal do varejo, todo mundo apavorado.

    Aí eu fui na Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), apavorados. Fui no Sinduscom (Sindicado da Construção Civil), também, atônitos.

    Aí você vai nas empresas de aviação, também. Aí você vai na escola, aí todo mundo está alarmado com o que está acontecendo: “Olha, está aumentando demais (o imposto)”.

    O que eu quero dizer a você é o seguinte: eu sou um homem que o que eu busco é que haja uma clareza quando você mexe na vida de 215 milhões de brasileiros. Ninguém está se colocando (contra, só) porque você interroga a qualquer ponto (da reforma).

    Não, calma. O que eu estou dizendo é que não foi feita nenhuma simulação sobre esta parte (a alíquota que será cobrada).

    O cidadão do ISS, ele paga hoje quanto? 5%.

    Ele vai pagar 28%. “Ah, então, aí você é contra”.

    Não, calma, para de rotular as pessoas. O que eu quero é que a gente faça simulações para que estes segmentos também possam viver.

    Não é só a indústria que tem o crédito acumulado que vai poder receber o crédito na hora – tudo bem, tem o direito de receber isso –, mas, nem por isso, tenho de estrangular todos estes segmentos que estou citando aqui.

    O senhor quer fazer um ajuste, fazer um estudo melhor, não necessariamente que tenha um ponto ali que o senhor quer mudar?

    Eu quero mudar estes pontos. Eu não posso admitir que um cidadão que seja autônomo, o cidadão que pague a mensalidade do filho na escola, o cidadão que está na área de construção, que o profissional liberal não tenha nada acumulado e pague 28% direto, está certo?

    De 5% para 28%. Então, eu escutarei todas as áreas e farei simulações contra elas.

    Vocês publicaram aqui sobre o consumo: eles já elevaram para esse próximo orçamento 19% a mais na arrecadação do consumo. Uai, mas não é neutralidade (manutenção da carga atual de impostos)? Então, isto mostra que a voracidade de arrecadação é enorme. Não tem nenhuma neutralidade. Tem um aumento da carga tributária.

    O senhor defende, então, é que a reforma traz uma simplificação por um lado, mas há um problema com a alíquota, com o tamanho da alíquota.

    Perfeito. Todo mundo é a favor de desburocratizar, todo mundo é a favor de ter mais transparência na distribuição dos dados. Agora, você não pode beneficiar um segmento e penalizar outros. Essa simulação que eu acho que deve ser feita. Não é uma coisa empírica que você fala: eu vou mudar o modelo do Brasil.

    Alguns dos setores que o senhor citou – varejo, por exemplo – , estão preocupados com o que foi aprovado ontem na CCJ no Senado e deve ir a plenário em breve, que é o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. O senhor se manifestou favorável à medida, mas que seria necessário um período de transição.

    Como seria esse período e como seria possível mitigar os efeitos dessa medida na economia?

    São dois pontos que eu coloquei. O primeiro é porque eu estava ouvindo as pessoas dizendo o seguinte: “Nós temos aqui uma empresa responsável por distribuição de energia elétrica; temos aqui uma equipe toda que é responsável por trabalhar com a rede ligada, de um risco altíssimo.

    Eu tenho dois meses do dia da aprovação para eu poder ter outra equipe com um processo de altíssimo risco”.

    Aí o pessoal da Anfavea vai dizer assim: “Olha, eu preciso de ter aqui uma linha de produção onde essa pessoa, para eu formá-la, não é assim, para ampliar essa linha de produção minha eu terei que fechar em decorrência de uma substituição que não tem uma mão de obra direta”. Você tem que capacitar essas pessoas para essa mão de obra.

    Outro ponto que é importante é também que na Emenda Constitucional se refere à pequena e à microempresa. Como amanhã poderá o Congresso Nacional avaliar a situação que venha a penalizar as pequenas e microempresas.

    Ontem eu estava no mercado e aí uma senhora veio dizendo a mim: “Olha, eu já demiti dois funcionários”. E outra lá me disse: “Eu já demiti um funcionário”.

    Então, o que acontece? Você tem uma carga tributária que hoje está empobrecendo todo mundo, e as pessoas dizendo a mim ontem: com R$ 100 o que eu estou levando para casa?

    Olha o custo de vida. Não estão vendendo melão inteiro.

    Melancia é fatia, melão é fatia. Quase que uva é por unidade.

    Virou algo assim. Você nunca viu uma carestia como essa.

    Você está vendo uma baixa de poder aquisitivo, uma inflação enorme hoje no custo de vida das pessoas. Seja na alimentação, na conta de luz, na conta da água, no colégio do filho, no seguro de vida.

    Você tem isso aqui acumulado e, de repente, você tem outra carga sobre quem absorve a mão de obra formal, que é o micro, o pequeno empresário. A formalidade dele ultrapassa 70% hoje. Aí ele mesmo vai trabalhar 24 horas por dia para tentar manter a pequena empresa dele.

    Quando um governo propõe uma discussão como essa, ela não pode ter um viés eleitoreiro. Você viu aquela pressão ontem para ser votada (no Senado), de qualquer jeito?

    Já aceitaram que será entre o primeiro e o segundo turno (da eleição, a votação da PEC do fim da escala 6×1). Então, você vê que é uma proposta que não tem densidade do ponto de vista de ter viabilidade, do ponto de vista econômico.

    Agora, todo mundo vai votar a favor porque ninguém é contra o cidadão trabalhar menos e ganhar a mesma coisa.

    Para reduzir a carga tributária é preciso reduzir gastos do governo e os gastos obrigatórios, que é o que espreme mesmo o fiscal do governo. Especialistas, geralmente, colocam duas questões como chave, que seriam a discussão sobre a desindexação das aposentadorias em relação ao mínimo e a regra de aumento automático do mínimo.

    Como o senhor vê dessas propostas e, se não for favorável a elas, como pretende reduzir gastos públicos?

    Verdade, é que todo mundo, se você chamar aqui 100 economistas, vão dizer isso para você. É interessante, porque criou-se essa cultura no Brasil de que o resto é intocável e você só pode mexer no salário mínimo e no pobre coitado aposentado, certo? E no benefício continuado. Então, criou-se essa tela.

    O sacrifício tem que ser de todos. O sacrifício, se tiver que existir, tem que ser de todos? Mas seria onde esse corte?

    Exatamente. Só a grosso modo, vamos dizer, você corta R$ 50 bilhões de arrancada só em emenda impositiva.

    R$ 50 bilhões de arrancada. Você tem em torno de mais ou menos, uns falam R$ 500 bilhões, outros falam R$ 400 bilhões, só em incentivos fiscais.

    Quer dizer: vamos fazer uma limpa ali; Eu, em Goiás, cortei R$ 3 bilhões em incentivos fiscais. Vamos dizer que a gente corte R$ 30 bilhões.

    Mas e os lobbies que existem hoje de fato? E no próprio Parlamento mesmo, um corte de emendas, como passar ?

    Só que agora o aposentado vai ter o lobby do Caiado, presidente. Aí a caneta é pesada.

    E nessa hora, meu amigo, eu vou defendê-lo.

    Porque, no momento em que você acha que pode fazer ajuste fiscal em cima da pessoa que está aposentada… Ontem mesmo eu conversava com uma aposentada, ela dizia: “Pelo amor de Deus, eu ainda tomei um dinheiro de crédito consignado, eu vou receber minha aposentadoria, está desse tamanhozinho a minha aposentadoria, e olha o que eu estou comprando.

    O pessoal comprou um maracujá, eu comprei um maracujá, porque eu estou andando tão nervosa. Estou com dois maracujás na cesta, e um pedacinho de uma batata doce.

    Olha o que está sobrando para mim. Então, doutor, pelo amor de Deus”

    São situações que mostram para você que a gente, como governante, tem de ter essa sensibilidade. Às vezes as pessoas tomam decisões nas salas frias.

    Eu sou uma pessoa que eu, per capita, fui o Estado que mais investiu em programas sociais emancipatórios. Veja bem o que eu estou falando: Eu fui o que mais investi no Brasil em programas sociais emancipatórios.

    Equilíbrio fiscal não briga com programa social. Você tem que saber governar.

    Então, fiz o corte administrativo, fiz imediatamente (a medida de) cortar esses incentivos fiscais sobrepostos. Combati a corrupção.

    Outra parte: só você combater a corrupção na máquina do governo. Você instalar esses sistemas novos de inteligência artificial que identificam rapidamente antes de acontecer o roubo.

    É uma coisa impressionante. E, além disso, é a capacidade que você tem que ter nesta hora para poder combater os desvios também dos programas sociais, que eles não estão cumprindo a finalidade.

    Você tranquilamente, nisso aí, joga para dentro R$ 130 bilhões. Tranquilo. Eu estou lhe falando porque eu sei e fiz lá no Estado de Goiás. Então, o economista traz para você essa receita, agora, há o governante, e ele tem de ter essa coragem.

    Quando eu comecei o governo, que eu tomei as atitudes, aí o pessoal disse, realmente: “O Caiado, com 10 meses nós vamos ter o impeachment dele, com 10 meses ele não vai continuar”. No final, saí com 88% de aprovação.

    É isso que a sociedade espera de um presidente. Essa capacidade de você acolher as pessoas e tomar as medidas certas, corajosas.

    Por isso que eu disse: o aposentado e o trabalhador, vão ter o Caiado como comandante do lobby deles. Eu estarei lá valorizando essas pessoas que trabalham e que dignificaram o País.

    O senhor disse que pretende reduzir, e de certa forma isso é quase que um consenso entre as forças políticas, a dependência externa do país de fertilizantes, de produtores internacionais, como a Rússia, por exemplo. Até por razões geopolíticas, a gente está vendo o que está acontecendo, o conflito com a Ucrânia.

    O senhor fala em incentivar a instalação e modernização, ampliação de plantas formuladoras de defensivos, estimular a produção nacional de ingredientes desses ativos estratégicos. Eu queria que o senhor detalhasse um pouco melhor como que é isso?

    É a visão que tenho discutido muito. Às vezes, a gente fala só em cortes e ninguém fala em gerar riqueza no Brasil.

    É impressionante isso. Um País tem essa potencialidade toda, você não vê nada agregado para subir a renda, o PIB brasileiro.

    Então, o Brasil é importador de todos esses produtos hoje, sendo que nós temos no País a maior capacidade de produção.

    Por que uma Índia está me exportando aqui nitrogenado, está me exportando enxofre, sendo que eu tenho muito mais gás natural aqui, que eu reinjeto no pré-sal e poderia trazer isso aqui para poder instalar essa fábrica de nitrogenado no Brasil, usando o que eu estou reinjetando no pré-sal, 110 milhões de metros cúbicos de gás por dia?

    Onde é que está a nossa capacidade de agregar essa capacidade de transformar esse produto e não ficar?

    Nós temos as maiores minas de potássio do mundo. Nós temos e isso nada é explorado.

    Temos aí minas de fósforo, temos a capacidade de produção de enxofre pelo gás que retiramos do petróleo, temos como produzir ureia, amônia, exatamente a fonte de origem é o gás que nós injetamos.

    Temos capacidade de produzir bioinsumos, que nós desenvolvemos com toda a tecnologia que a Embrapa tem, que você muitas vezes não precisa do seu adubo químico, você pode fazer de bioinsumos.

    Às vezes, a gente fala só em cortes e ninguém fala em gerar riqueza no Brasil. É impressionante isso. Um País tem essa potencialidade toda, você não vê nada agregado para subir a renda, o PIB brasileiro.

    Às vezes, a gente fala só em cortes e ninguém fala em gerar riqueza no Brasil. É impressionante isso. Um País tem essa potencialidade toda, você não vê nada agregado para subir a renda, o PIB brasileiro.

    Esse é o Brasil que eu quero trazer, como trouxe para a Goiás. Você vê as fábricas de bioinsumos, as primeiras foram no Estado de Goiás, uma até foi vendida para um grupo americano agora.

    Você vê a discussão da inteligência artificial, nós avançamos em 2019, o governo não tem nem lei para isso até hoje, enquanto nós já temos em Goiás. O governo federal não sabia nem o que era terras raras pesadas.

    Para tirar em terras raras aqui de Goiás, não vai ser mais por tonelada, não. É para trazer tecnologia para separar os elementos químicos aqui.

    Essa é uma nova visão, é formar a juventude em computação, em inteligência artificial, que nós temos hoje. Já formamos três cursos, três turmas no meu mandato de sete anos.

    Esse é o Brasil que a sociedade espera. Não é um Brasil vendedor de pau Brasil, vendedor de commodity.

    Eu tenho repetido isso todas as vezes. Nós precisamos acabar com a palavra commodity.

    Vocês têm que botar sempre no jornal, entre parênteses: “matéria bruta”. Aí faz com que o cidadão enxergue o quanto o Brasil está ficando atrasado perante o mundo.

    Como é que o senhor pretende lidar com o tarifaço do Donald Trump? O senhor já disse que retaliar não é uma solução, mas negociar. O que o Brasil poderia colocar na mesa?

    Eu vou resgatar o Itamaraty brasileiro. Não vai ser mais um braço político ideológico como é hoje. Eu vou voltar aquele Itamaraty que sabe sentar a mesa de negociação, que é aí que se dá a formalidade de tudo.

    Em segundo lugar, realmente poder conversar sem agressão e com respeito. Eu vou dizer: “Olha, vocês têm toda a tecnologia, eu tenho a matéria bruta.

    Só que eu não quero mais ser vendedor de matéria bruta. Eu quero tecnologia junto.

    Vamos acertar? Nós temos nióbio.

    Se eu fechar o nióbio no Brasil, não se produz aço no mundo. Ora, o único país que tem no Ocidente terras raras pesadas somos nós.

    Vamos conversar?”

    Sem ameaças, sem falar da dentadura do Trump, sem falar que eu vou desdolarizar o mundo, sem essas agressões rasteiras. É isso que eu estou lhe dizendo, que é um nível de entendimento.

    Eu quero buscar o máximo de vida, parceria de tecnologia e de inovação. O máximo possível.

    Agora, este assunto não será com briga, não será com afronta, e será com respeito e com a liturgia do cargo de presidente da República.

    Quero dar 30 segundos para o senhor fazer as suas considerações finais.

    Eu sei que muita gente que está me assistindo agora não me conhece. Eu gostaria que você desse um Google aí: “Ronaldo Caiado”.

    Pesquisa no ChatGPT, vê se tem alguma coisa na minha vida pregressa. Eu sou um médico, sou um cirurgião, especializado na área de cirurgia da coluna vertebral.

    Sou pai de família, meus quatro filhos, minha esposa. Sou uma pessoa que, como deputado federal, senador, governador, nunca tive um escândalo na minha vida.

    Então, só para você saber, eu tenho muito a mostrar e nada a esconder. Vocês viram o debate aqui?

    Ninguém aqui está me acusando do mau comportamento.

     

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • AtlasIntel: 73% dos goianos dizem que Estado está no caminho certo

    AtlasIntel: 73% dos goianos dizem que Estado está no caminho certo

    Para 73% dos eleitores goianos, o Estado está seguindo um bom caminho. É o que mostra pesquisa AtlasIntel divulgada na quinta-feira (3), que também aponta aprovação majoritária ao governo de Daniel Vilela (MDB) e ampla liderança do governador na disputa pela reeleição.

    Apenas 18% avaliam que Goiás está no caminho errado, enquanto 9% não souberam responder.

    Daniel Vilela tem 60% de aprovação entre eleitores goianos

    A percepção positiva sobre os rumos do Estado é acompanhada por bons indicadores de avaliação da atual administração. Segundo o levantamento, 60% dos entrevistados aprovam o desempenho de Daniel à frente do Governo de Goiás, enquanto 23% desaprovam e 17% não souberam responder.

    Na avaliação da gestão, 46,3% classificam o governo como ótimo ou bom, 44,2% como regular e apenas 9,5% como ruim ou péssimo.

    Maioria aprova gestão de Ronaldo Caiado em Goiás

    O levantamento também evidencia a força do projeto político iniciado pelo ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), antecessor de Daniel. Para 75,3% dos entrevistados, a forma como Caiado governou Goiás foi aprovada, resultado que reforça a percepção positiva sobre a continuidade do modelo de gestão adotado no Estado nos últimos anos.

    Daniel lidera corrida pelo Governo de Goiás com 43,5%

    No cenário eleitoral, Daniel lidera a disputa pelo Governo de Goiás com 43,5% das intenções de voto, abrindo 23,4 pontos de vantagem sobre Wilder Morais (PL), que aparece em segundo lugar, com 20,1%. Marconi Perillo (PSDB) ocupa a terceira posição, com 16,1%.

    Na sequência aparecem Luis Cesar Bueno (PT), com 10,7%, e Luciana Amorim (UP), com 0,1%.

    Governador chega a 48,1% dos votos válidos

    Quando considerados apenas os votos válidos, Daniel alcança 48,1%, contra 22,2% de Wilder, 17,8% de Marconi, 11,7% de Luis Cesar e 0,1% de Luciana. O governador aparece, portanto, 25,9 pontos à frente do segundo colocado e tem percentual superior à soma de Wilder e Marconi, que juntos chegam a 40%.

    Daniel venceria adversários em todos os cenários de segundo turno

    A vantagem se amplia nas simulações de segundo turno. Daniel venceria todos os adversários testados pelo AtlasIntel: marca 53,7% contra 28,9% de Wilder, diferença de 24,8 pontos; 57,2% contra 25,6% de Marconi, vantagem de 31,6 pontos; e chega a 60,2% diante de Luis Cesar Bueno, que tem 16,2%, abrindo uma diferença de 44 pontos.

    Daniel Vilela tem menor rejeição entre principais candidatos

    Daniel também aparece entre os nomes políticos com menor resistência do eleitorado. Sua rejeição é de 15,7%, menos da metade da registrada por Marconi Perillo, que chega a 35,6%. Wilder tem rejeição de 26,8%.

    Dados da pesquisa AtlasIntel em Goiás

    A pesquisa AtlasIntel ouviu 1.214 eleitores de Goiás entre 27 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número GO-05293/2026.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Luis Cesar Bueno busca crescer em Goiás para levar Lula ao corpo a corpo na campanha

    Luis Cesar Bueno busca crescer em Goiás para levar Lula ao corpo a corpo na campanha

    Em quarto lugar na pesquisa AtlasIntel divulgada na quinta-feira (3), o candidato a governador Luis Cesar Bueno (PT), espera melhorar o desempenho colado no legado do presidente Lula para Goiás, que tem sido citado na propaganda eleitoral, para, então, ter a presença do líder petista no corpo a corpo de sua campanha.

    Luis Cesar Bueno aparece com 10,7% na pesquisa AtlasIntel

    Por enquanto, ele aparece na pesquisa citado por 10,7% dos eleitores entrevistados, atrás de Daniel Vilela (MDB), à frente de todos, de Wilder Morais (PL) e Marconi Perillo (PSDB), segundo e terceiro melhores desempenhos nesta rodada.

    Candidato do PT aposta em legado de Lula para crescer

    Em entrevista ao editor-geral do Diário de Goiás, o jornalista Altair Tavares, Bueno disse nesta sexta-feira (4) que o resultado mostra que a campanha dele e de Lula, “entram numa fase de grande debate onde a população vai encontrando a diferença do nosso projeto para os outros”.

    Para ele, “na medida em que nós vamos mostrando o nosso legado, o legado do presidente Lula para a sociedade goiana, para a população brasileira, automaticamente os eleitores vão percebendo que ter um governador em Goiás, do PT e do presidente Lula, vai propiciar um desenvolvimento econômico para o Brasil e para Goiás”.

    Luis Cesar Bueno espera presença de Lula na campanha em Goiás

    Se esse crescimento se consolidar, ele acredita na presença de Lula em sua campanha no Estado, mas ele reconhece que as prioridades no momento estão em outro eixo nacional. “Estamos trabalhando isso [o crescimento nas pesquisas].

    É certo que as eleições estão muito disputadas no eixo Minas, São Paulo e Rio, e a concentração do presidente está nessas regiões.

    E eu acredito que à medida em que Goiás for mostrando um crescimento constante da nossa campanha, nós já estamos conversando com o presidente Lula, a presença dele em uma atividade na região metropolitana de Brasília, ali no entorno do Distrito Federal”, citou Luis César Bueno.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Datafolha: Lula marca 38% contra 33% de Flávio no 1º turno; no 2º turno são 46% contra 44%

    Datafolha: Lula marca 38% contra 33% de Flávio no 1º turno; no 2º turno são 46% contra 44%

    Presidenciáveis na disputa pelo Palácio do Planalto em 2026 – Fotomontagem: divulgação

    Pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira, 3, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua na liderança pela corrida presidencial no primeiro turno na rodada atual do levantamento sobre as eleições desse ano, realizado em parceria com o jornal Folha de S. Paulo e Tv Globo.

    No primeiro turno, Lula tem 38% das intenções de voto. No segundo turno, ele empata tecnicamente com Flávio Bolsonaro (PL).

    Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar na pesquisa Datafolha

    Na sequência das intenções de voto para o primeiro turno, em segundo lugar, aparece Flávio Bolsonaro (PL) com 33%, seguido de Augusto Cury (Avante) com 8%, Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, Renan Santos (Missão) com 3% e Romeu Zema (Novo) com 2%.

    Augusto Cury registra maior crescimento no levantamento

    Como em outros levantamentos recentes, Cury foi o único candidato que apresentou variação significativa na comparação com a pesquisa Datafolha anterior, de 21 de agosto. O escritor saiu de 2% para 8% na rodada atual.

    Lula marcava 39% e oscilou para baixo dentro da margem de erro. Já Flávio continuou com mesmo índice.

    Em 21 de agosto, o terceiro colocado era o ex-governador Caiado, com 5%, seguido de Renan, com 4%, Zema, com 3%, e Cury com 2%.

    Levantamento mostra 2º turno acirrado entre Lula e Flávio

    A pesquisa Datafolha divulgada na quinta mostra ainda a simulação de eventual segundo turno entre Lula e Flávio com empate técnico entre os dois principais postulantes ao cargo de presidente da República. Não houve simulação entre Lula e Augusto Cury.

    Veja os números:

    Lula x Flávio Bolsonaro

    • **Lula (PT): **46% (eram 47% em agosto);

    • **Flávio Bolsonaro (PL): **44% (eram 43%);

    • **Em branco/nulo/nenhum: **9% (eram 9%);

    • **Indecisos: **2% (eram 2%).

    Lula x Ronaldo Caiado

    • **Lula (PT): **46% (eram 47%);

    • **Ronaldo Caiado (PSD): **41% (eram 40%);

    • **Em branco/nulo/nenhum: **11% (eram 11%);

    • **Indecisos: **2% (eram 3%).

    Lula x Romeu Zema

    • **Lula (PT): **48% (eram 48%);

    • **Romeu Zema (Novo): **39% (eram 38%);

    • **Em branco/nulo/nenhum: **12% (eram 12%);

    • **Indecisos: **2% (eram 2%).

    Lula x Renan Santos

    • **Lula (PT): **47% (eram 47%);

    • **Renan Santos (Missão): **38% (eram 37%);

    • **Em branco/nulo/nenhum: **13% (eram 14%);

    • **Indecisos: **2% (eram 2%).

    Pesquia Quaest divulgada na quarta-feira (2) mostrou Lula com 37% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio com 29%. Em eventual segundo turno, eles apareciam em empate técnico, com 42% para Lula e 37% para Flávio.

    Já na 12ª rodada da pesquisa BTG/Nexus de intenção de voto para presidente da República divulgada na segunda-feira (31), Lula vinha na liderança do 1º turno, com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio, com 33%, e o candidato Augusto Cury (Avante), que vinha com apenas 1%, em terceiro, com 1%.

    Dados da pesquisa

    O Datafolha ouviu 2.002 eleitores em 125 cidades entre terça-feira (1º) e esta quarta-feira (2). A pesquisa, contratada pela TV Globo e pela Folha de S. Paulo, está registrada no TSE com o código BR-03669/2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Fachin cobra explicações de Moraes, Mendonça, PGR e PF após pedido de investigação no STF

    Fachin cobra explicações de Moraes, Mendonça, PGR e PF após pedido de investigação no STF

    Presidente do Supremo determina esclarecimentos em cinco dias

    Em meio à crise instalada na Casa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, abriu, na noite de quinta-feira (3), um novo procedimento e determinou que os ministros da Corte, Alexandre de Moraes e André Mendonça, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos no prazo de cinco dias úteis.

    A medida ocorre para elucidar pontos de apurações que revelaram contatos entre autoridades e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso desde março último.

    Fachin busca esclarecer quatro aspectos centrais: a observância do foro privilegiado, o uso de credenciais institucionais para acessar documentos particulares e o eventual vazamento de dados sigilosos a investigados, antes de submeter o caso ao Plenário.

    Moraes pede que Fachin investigue conduta de André Mendonça

    A determinação da Presidência do STF ocorreu logo após Alexandre de Moraes encaminhar a Fachin um pedido de investigação contra André Mendonça no âmbito do Inquérito das Fake News.

    Moraes sustenta a existência de elementos para apurar improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade, alegando direcionamento nas operações Sem Desconto e Compliance Zero.

    Além disso, o ministro pontuou que investigações sobre membros da Corte deveriam ter autorização prévia do Plenário, e não ser conduzidas por decisões monocráticas.

    Os atos de Mendonça tiveram grande repecurssão nacional em meio à campanha presidencial.

    Entre outros fatores porque ele não retirou o sigilo de outro processo escandaloso que envolve o banqueiro e a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe em processo conduzido por Moraes – e cujo filho Flávio, candidato a presidente esse ano, é um voraz crítico do Supremo e pediu cerca de R$ 130 milhões a Vorcaro.

    Mendonça foi indicato ao STF por Jair Bolsonaro.

    Relatórios da Polícia Federal apontam interferência em investigações

    O pedido de Alexandre de Moraes apoia-se em relatórios de inteligência da Polícia Federal, cujo sigilo foi retirado pelo próprio Moraes.

    Segundo a corporação, a atuação de Mendonça teria ultrapassado o controle judicial de legalidade, atuando como “julgador e investigador” e colocando em risco a cadeia de custódia das provas ao solicitar acesso antecipado a materiais brutos.

    Os documentos também registram tratativas diretas em acordos de delação e um suposto “interesse na abertura de apurações formais direcionadas a autoridades” por parte do ministro André Mendonça, segundo aponta Moraes.

    Atritos e desdobramentos sobre o caso Banco Master

    As tensões entre os magistrados intensificaram-se após a divulgação do relatório da PF na Operação Compliance Zero, que revelou mensagens de Vorcaro a Moraes e mencões ao escritório de sua esposa.

    Na sequência, entretanto, vieram a público contatos entre o próprio Mendonça e Daniel Vorcaro, os quais o ministro não havia citado ao assumir a relatoria do caso.

    A ‘saia justa’, culminou na quinta-feira com o anúncio do desligamento de Mendonça do Instituto Iter O instituto foi onde ele se encontrou com o banqueiro e acumula mais de 50 contratos com dispensa de licitação, segundo revelou reportagem da revista Fórum.

    O post Fachin cobra explicações de Moraes, Mendonça, PGR e PF após pedido de investigação no STF foi publicado primeiro em Diário de Goiás.

    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Lula reage à crise no STF e defende reforma e investigação “doa a quem doer” no caso Master

    Lula reage à crise no STF e defende reforma e investigação “doa a quem doer” no caso Master

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou na noite de quinta-feira (3) sobre a crise que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu reforma no Judiciário e apuração sobre os fatos, afirmando que a “democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos”.

    Lula defendeu ainda que todos devem ser investigados, sem blindagem e “doa a quem doer”.

    Sem citar nomes dos principais ministros envolvidos – Alexandre de Moraes e André Mendonça -, Lula se manifestou em vídeos nas redes sociais e gravou mensagens também para o programa eleitoral. O foco é o STF e o banco Master.

    Lula defende investigação sem blindagem no caso Master

    “Fica claro que o nosso sistema político e Judiciário precisa de reformas profundas. É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer. O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade”, declarou o presidente.

    Lula classifica o escândalo do Master como “maior roubo da história do Brasil” e afirma que Daniel Vorcaro tem relações com “gente muito poderosa”. O presidente enfatiza que foi no governo dele que o banqueiro foi preso e o Master foi liquidado, buscando se afastar do imbróglio gerado por Vorcaro no STF e também no Congresso Nacional.

    Presidente cobra resposta do STF e da PGR

    “Há suspeita de políticos e agentes públicos envolvidos. Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos. Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República liderem o processo, garantindo a integridade e a confiança nas investigações”, disse Lula.

    As gravações foram feitas na noite de quinta e o material deve ser veiculado no programa eleitoral desta sexta-feira (4).

    Campanha de Lula adota tom institucional sobre crise

    A campanha petista modula o tom para que a fala seja mais a do presidente Lula, ou seja, com uma pegada mais institucional, do que eleitoral, expressa pelo candidato Lula.

    Segundo informou a CNN Brasil, o petista deve adotar um tom mais generalista de críticas ao “sistema”, nos moldes do vídeo divulgado esta semana também pelo presidente do PT, Edinho Silva.

    A ideia do PT era não deixar o silêncio total sobre a grave crise, “terceirizando” uma resposta com o vídeo de Edinho, enquanto governo e campanha amadureciam a avaliação sobre o impacto do posicionamento do próprio Lula sobre o tema.

    Lula conversa com ministros do STF antes de gravar vídeos

    Antes de gravar os vídeos, o presidente procurou ministros do STF e conversou sobre a crise interna deflagrada com as revelações do caso Master. Lula teria se encontrado com os ministros Edson Fachin, Gilmar Mendes e Flávio Dino.

    Caso Moraes preocupa campanha petista nas eleições

    Integrantes da campanha viram com preocupação o impacto do caso Moraes nas eleições. A avaliação é de que as revelações sobre conversas e encontros do ministro do STF podem reforçar narrativas da direita contra a corte e impulsionar adversários.

    E a preocupação faz sentido nas campanhas da oposição que já adotaram esse tom, além de pressões no Congresso Nacional contra, especialmente, Alexandre de Moraes.

    Fachin determina esclarecimentos sobre crise no STF

    A reação da Presidência do STF já veio também na quinta à noite, quando o presidente a Corte, ministro Edson Fachin, abriu um procedimento determinando que Alexandre de Moraes e André Mendonça, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos sobre os fatos no prazo de cinco dias úteis.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista