Categoria: Cidades

  • Centro de Referência em Ortopedia ultrapassa 50 mil atendimentos desde reabertura em Goiânia

    Centro de Referência em Ortopedia ultrapassa 50 mil atendimentos desde reabertura em Goiânia

    A Redação

    Goiânia – Desde a retomada das atividades, em março de 2025, o Centro de Referência em Ortopedia e Fisioterapia (Crof) de Goiânia contabiliza 51.005 atendimentos.

    O resultado foi registrado após a unidade passar por reforma e ter o perfil de atendimento reorganizado pela Prefeitura de Goiânia, que concentrou no local os serviços ambulatoriais regulados de ortopedia e fisioterapia.

    A mudança integrou uma estratégia da gestão do prefeito Sandro Mabel para reorganizar a assistência ortopédica na rede municipal.

    O centro passou a atender consultas, acompanhamentos, exames, terapias e pequenos procedimentos, enquanto os casos de urgência e emergência ortopédica foram direcionados para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Noroeste, Jardim América, Itaipu e Novo Mundo.

    Para o prefeito Sandro Mabel, a distribuição dos serviços permite que cada unidade cumpra uma função específica dentro da rede e facilita o acesso da população ao atendimento de que precisa. “Estamos organizando a saúde para que o paciente seja atendido no lugar certo, de acordo com a necessidade dele.

    O Crof voltou para cumprir seu papel de referência nos atendimentos especializados, enquanto as UPAs recebem quem precisa de atendimento de urgência. É uma organização que melhora o fluxo e amplia a capacidade da rede”, afirma.

    A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) optou por manter no Crof apenas os atendimentos ambulatoriais, direcionando pacientes para fisioterapia, traumatologia e ortopedia geral e especializada. “O Crof tem uma capacidade importante de atendimento ambulatorial e, desde a reabertura, vem cumprindo esse papel dentro da rede.

    São mais de 51 mil atendimentos realizados, entre consultas, acompanhamentos, exames, terapias e procedimentos, mostrando a demanda que existe por esse tipo de assistência”, explica.

    O acesso ao CROF ocorre por meio de encaminhamento das unidades da rede de atenção básica, direcionado pelo Complexo Regulador Municipal. O primeiro atendimento é realizado conforme a especialidade indicada e, posteriormente, os retornos e consultas seguintes são agendados pela própria unidade.

    Com capacidade para cerca de 600 atendimentos semanais, o centro conta com equipe multidisciplinar formada por ortopedistas, fisioterapeutas, enfermeiros e técnicos de enfermagem, além de profissional especializado em reabilitação hansênica.

    Investimentos na rede

    O resultado do Crof ocorre em meio a uma série de medidas adotadas pela prefeitura para ampliar a estrutura e dar mais autonomia às unidades municipais de saúde. Em julho deste ano, a gestão iniciou o repasse de R$ 10 milhões do Programa de Apoio Financeiro às Unidades de Saúde (Pafus), destinado a 117 unidades da rede.

    Do total, 11 unidades de urgência e emergência receberam R$ 100 mil cada, enquanto 106 UBS e unidades de saúde mental foram contempladas com R$ 70 mil cada.

    A atual gestão também autorizou, em 2026, suplementação de R$ 11,7 milhões para o Fundo Municipal de Saúde, com recursos destinados à execução de emendas parlamentares federais, estaduais e impositivas. A aplicação amplia a capacidade de investimento e custeio de serviços e equipamentos da rede municipal.

    Para Sandro Mabel, a aplicação dos recursos faz parte do processo de recuperação e reorganização da rede municipal. “Estamos trabalhando para estruturar a saúde de Goiânia, colocando recursos nas unidades e melhorando as condições para que os serviços funcionem de forma adequada.

    O Crof é um exemplo desse trabalho. O investimento direto nas unidades permite resolver demandas de manutenção, estrutura e funcionamento com mais agilidade”, afirma.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Goiás registra maior número de novas empresas para um mês de agosto em cinco anos

    Goiás registra maior número de novas empresas para um mês de agosto em cinco anos

    A Redação

    Goiânia – O mês de agosto de 2026 marcou, em Goiás, o maior número de novas empresas para o período desde 2022.

    De acordo com relatório mensal divulgado nesta quarta-feira (2/9) pela Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg), foram constituídos 17.637 novos negócios, considerando microempreendedores individuais (MEIs) e empresas de outros portes.

    O resultado representa crescimento de 14,3% em relação a agosto de 2025, quando foram registradas 15.430 constituições. Na comparação com agosto de 2022, o número de novos negócios aumentou 29,6%.

    Do total registrado em agosto deste ano, 13.590 novos negócios são MEIs e 4.047 são empresas não enquadradas nessa categoria. Os dois segmentos apresentaram, individualmente, o maior número de constituições para o mês na série analisada.

    Entre 2022 e 2026, as constituições de MEIs em agosto foram de 10.516, 9.884, 9.948, 11.896 e 13.590, respectivamente. No segmento não MEI, os registros passaram de 3.097, em 2022, para 3.324, em 2023; 3.396, em 2024; 3.534, em 2025; e chegaram a 4.047 no oitavo mês deste ano.

    No acumulado de janeiro a agosto, Goiás contabiliza 139.749 novas empresas, sendo 106.662 MEIs e 33.087 empresas não MEI.

    O levantamento também apresenta dados sobre o capital social das empresas constituídas no Estado. Entre as mais de 33 mil empresas não MEI abertas de janeiro a agosto, cerca de 1.600 possuem capital social igual ou superior a R$ 500 mil.

    No período, o capital social declarado pelas empresas constituídas, considerando negócios de todos os portes, supera R$ 13 bilhões.

    Goiânia lidera abertura de empresas

    Entre os municípios goianos, Goiânia registrou o maior número de novas empresas em agosto. Foram 3.921 novos MEIs e 1.581 empresas das demais categorias, totalizando 5.502 constituições.

    Na sequência aparecem Aparecida de Goiânia, com 1.669 MEIs e 221 empresas não MEI; Anápolis, com 933 MEIs e 235 empresas não MEI; e Rio Verde, com 559 MEIs e 166 empresas não MEI.

    O levantamento também aponta a predominância de atividades relacionadas ao setor de serviços entre os novos negócios constituídos em agosto.

    As atividades com maior número de registros foi serviços combinados de escritório e apoio administrativo (588); consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica (362); treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial (344); promoção de vendas (335); e preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo não especificados anteriormente (326).

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Insônia: por que cada vez mais brasileiros dependem de medicamentos?

    Insônia: por que cada vez mais brasileiros dependem de medicamentos?

    Dormir bem tem se tornado um desafio para muita gente. Uma pesquisa recente da USP mostrou que 60% dos adultos com sintomas de insônia usam algum tipo de medicamento para dormir.

    Para entender o que está por trás desses números, fomos às ruas de Goiânia ouvir relatos de quem convive com noites mal dormidas e também conversamos com o psicólogo clínico William Rosa, especialista em ansiedade.

    A maioria das pessoas entrevistadas contou que já enfrentou dificuldades para dormir em algum momento da vida. Para muitas, a correria do dia a dia, trabalho, estudos e compromissos, são os grandes vilãos.

    A dona de casa Mayara Kristina contou que, antes de ser mãe, sofria mais com insônia. “Agora que sou mãe, durmo melhor porque me canso mais”, disse.

    Ela também revelou que nunca fez uso contínuo de remédios, mas que, na época em que tinha muita dificuldade, chegou a se automedicar com alguns comprimidos.

    Para o psicólogo William Rosa, o aumento do uso de medicação está diretamente ligado à dificuldade de se desligar após tantos estímulos. “Hoje somos bombardeados por muitas informações, de maneira a fazer nosso cérebro trabalhar sem pausa.

    Tudo isso vai acumulando no fim do dia”, explicou. Ele alerta que quem não consegue descansar também não consegue trabalhar, comer ou se relacionar de maneira saudável.

    Irritabilidade, sensação de “cabeça cheia” e prejuízos no raciocínio são alguns dos sinais de que a exaustão mental já está cobrando seu preço.

    Assista à reportagem completa

    Ser Goiás na TV

    O SER Goiás na TV é um programa educativo diário produzido pela Fundação Sagres, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO), que amplia a experiência da sala de aula por meio da televisão ao integrar comunicação e educação.

    O programa aborda o reforço escolar, a recomposição das aprendizagens e os desafios contemporâneos da educação básica, oferecendo conteúdo construtivo, instrucional e orientador para estudantes, famílias e comunidade, com entrevistas, videoaulas e diretrizes pedagógicas alinhadas às políticas educacionais, em consonância com o ODS 4 – Educação de Qualidade, da Organização das Nações Unidas, reafirmando o compromisso com uma aprendizagem inclusiva, equitativa e transformadora.

    Todos os dias, uma edição inédita, a partir das 14h, na Demà Sagres TV.

    Fonte: Sagres Online

    Marielle SouzaJornalista
  • Desfile da Independência altera o trânsito em Goiânia; confira vias interditadas nesta segunda (7)

    Desfile da Independência altera o trânsito em Goiânia; confira vias interditadas nesta segunda (7)

    O tradicional desfile cívico-militar em comemoração ao Dia da Independência do Brasil, celebrado nesta segunda-feira (7), altera o trânsito no Setor Central, em Goiânia. De acordo com a prefeitura, as interdições gerais seguem até às 22h de hoje, para a desmontagem de todo o aparato do evento.

    O desfile acontece na Avenida Tocantins, no entanto, as principais vias do Centro ficarão fechadas até às 14h. São elas:

    • Avenida Anhanguera, entre a Avenida Paranaíba e a Rua 9: interdição total nos dois sentidos, com acesso local;

    • Avenida Tocantins, entre a Avenida Paranaíba e a Praça Cívica: interdição total, com acesso local;

    • Avenida Araguaia, entre a Rua 3 e a Praça Cívica: interdição de duas faixas de circulação;

    • Avenida Goiás, entre a Avenida Paranaíba e a Praça Cívica: interdição parcial, com acesso permitido apenas aos ônibus do BRT e aos moradores;

    • Ruas 1, 2 e 3, entre as avenidas Araguaia e Tocantins: interdição total, com acesso local;

    • Rua 4, entre as avenidas Goiás e Paranaíba: interdição total;

    • Rua 5, entre as avenidas Tocantins e Goiás: interdição total, com acesso permitido apenas aos moradores.

    A orientação é para que os motoristas evitem a região. As interdições começaram no domingo (6), para a montagem da estrutura do evento.

    Os ônibus da Metrobus também terão mudanças no trajeto. Conforme a prefeitura, as linhas serão desviadas para a Avenida Paranaíba.

    Desfile aberto ao público

    O desfile cívico-militar do Dia da Independência é aberto ao público e acontece a partir das 8h desta segunda. O evento também conta com sanitários químicos e pontos de água potável ao longo da área do desfile.

    A programação reúne representantes das forças de segurança estaduais e municipais, das Forças Armadas, intituições civis, autoridades locais, escolas e grupos da sociedade organizada. Além disso, ainda haverá desfile de motociclistas e colecionadores de carros antigos.

    No evento deste ano, o prefeito Sandro Mabel (UB) não participará, por conta de uma viagem. A vice-prefeita Coronel Cláudia Lira (Avante) tem a presença confirmada. Também estará presente o governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB).

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Goiânia conquista visitantes: 98,3% dos turistas recomendam a capital goiana como destino

    Goiânia conquista visitantes: 98,3% dos turistas recomendam a capital goiana como destino

    Uma pesquisa divulgada pela Prefeitura de Goiânia revelou que a capital de Goiás caiu definitivamente no gosto de quem a visita.

    Segundo a primeira etapa da Pesquisa de Demanda Turística de Goiânia, conduzida pela Agência Municipal de Turismo e Eventos (GoiâniaTur), impressionantes 98,33% dos entrevistados afirmaram que recomendariam a cidade como destino. Além disso, 95% qualificaram a sua experiência geral na cidade como boa ou excelente.

    O levantamento mapeou a percepção e o perfil de 354 pessoas abordadas em julho em pontos estratégicos de fluxo, como o Aeroporto Internacional de Goiânia, o Terminal Rodoviário e o Zoológico de Goiânia.

    A pesquisa foi desenvolvida pelo Observatório de Turismo de Goiânia e identificou que 240 dos entrevistados eram turistas efetivos, enquanto o restante se tratava de pessoas em trânsito ou conexão.

    Gastronomia e acolhimento no topo

    O grande destaque da estadia em Goiânia ficou por conta dos sabores locais. A gastronomia recebeu a avaliação mais alta da pesquisa, com nota 4,7. A famosa acolhida goiana também se sobressaiu: a hospitalidade obteve nota 4,6, seguida de perto pela qualidade dos atrativos turísticos (4,5) e a percepção de segurança (4,4).

    Quando o assunto é o que fazer na cidade, o Zoológico de Goiânia lidera a preferência, tendo sido visitado por 46,67% dos participantes. O turismo de consumo também mostra sua força: as compras em shoppings e na famosa Região da 44 atraíram 44,62% dos entrevistados.

    Bares e restaurantes (34,87%) e as tradicionais áreas verdes e parques da capital (28,21%) completam os passeios preferidos.

    Ponto estratégico e perfil econômico

    A localização geográfica privilegiada de Goiânia no Centro-Oeste dita o ritmo das viagens. O estudo revelou que 32,20% das pessoas estavam de passagem pela capital em conexão para outros destinos.

    Entre os que de fato tinham a cidade como parada final, as principais motivações foram visitas a parentes e amigos (22,32%), lazer (13,28%) e negócios (10,73%).

    O ônibus de linha regular foi a escolha de transporte mais comum para chegar ao município (40,68%), seguido pelo carro próprio (30,51%) e pelo avião (23,16%). A maioria dos visitantes (94,07%) é de origem nacional, vindos do interior goiano e de estados como São Paulo, Maranhão, Espírito Santo, Tocantins e Mato Grosso.

    No entanto, a presença estrangeira também foi registrada (5,93%), com maior fluxo de turistas dos Estados Unidos e da Argentina.

    A nível econômico, a permanência predominante para quem pernoitou na cidade variou entre uma e três noites. Em relação ao consumo, mais de 53% relataram gastos diários médios de até R$ 300, enquanto uma parcela expressiva de 16,25% declarou desembolsar mais de R$ 1.000 por dia.

    Visão de futuro e planejamento

    Para Vinícius Gomes, presidente da GoiâniaTur, os resultados dão solidez à atuação do poder público. “Os dados confirmam o enorme potencial de Goiânia tanto para o turismo receptivo quanto como ponto estratégico de conexões”.

    Ele pontua que o levantamento garante a “segurança para planejar melhorias em infraestrutura, eventos e atração de investimentos“.

    Já a coordenadora do Observatório de Turismo, Kiara Karizy, explica que incluir viajantes em conexão no radar foi um passo metodológico essencial pela posição geográfica do município. “Identificar esse perfil é fundamental para compreendermos o fluxo real de quem circula por nossa capital”.

    A coleta de dados realizada em julho representa apenas o primeiro passo de um projeto mais amplo: o Observatório de Turismo de Goiânia prevê realizar 1.500 entrevistas ao longo do ano, divididas em quatro etapas programadas para mapear o impacto da sazonalidade no município.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Cooperativas de saúde de Goiás avançam na adoção de IA e ampliam tempo para cuidado com pacientes

    Cooperativas de saúde de Goiás avançam na adoção de IA e ampliam tempo para cuidado com pacientes

    Adriana Marinelli

    Goiânia – Enquanto grande parte do mundo ainda debate se a inteligência artificial (IA) vai substituir empregos, organizações dos mais variados segmentos já superaram essa etapa da discussão. Para elas, os esforços estão concentrados no que fazer com o tempo que a tecnologia está devolvendo à rotina.

    É o caso da Uniodonto Goiânia, que optou por transferir às máquinas parte das tarefas repetitivas e operacionais do dia a dia, liberando seus colaboradores para se dedicarem ao que exige análise, tomada de decisão e, principalmente, relação humana.

    Desde maio de 2025, a cooperativa que reúne profissionais da área odontológica passou a incorporar, de forma estruturada, soluções baseadas em inteligência artificial à dinâmica de trabalho.

    O movimento começou pelo atendimento ao cliente, com destaque para o e-Vendas e o e-Commerce, e avançou para a organização de informações, análise de dados e, em seguida, para a produção de relatórios. Em algumas dessas atividades, a redução no tempo de execução é estimada entre 40% e 60%.

    “Há relatórios que antes poderiam exigir de 10 a 15 horas de trabalho e que, com o apoio da tecnologia, passaram a ser preparados em poucos minutos”, destaca Fábio Prudente, presidente da Uniodonto Goiânia, em entrevista à reportagem do jornal A Redação.

    No caso do atendimento, a IA é responsável pelo primeiro contato com o cliente. Quando uma pessoa aciona a Uniodonto Goiânia pelo WhatsApp, Facebook, Chat, Telegram, Google Chat e Apple Business Chat, a IA solicita e armazena os dados como nome, CPF, e-mail, telefone e o pedido do cliente.

    Depois disso, direciona para a equipe interna da cooperativa resolver a demanda que motivou o contato.

    No dia a dia da cooperativa, a presença da IA se materializa em diferentes frentes e passa a integrar processos que, até então, dependiam essencialmente da atuação humana. Segundo Prudente, o departamento comercial é outra área contemplada.

    “Cito ainda suporte para análise de planilhas, consulta de documentos e normas, além da preparação de respostas para as áreas de gestão”, resume. Cada ferramenta desempenha uma função específica, de acordo com a natureza da tarefa.

    “O ChatGPT, por exemplo, auxilia na organização e redação de orientações para as áreas de gestão da cooperativa. O NotebookLM facilita a pesquisa em bases selecionadas.

    O Cursor apoia a revisão e o desenvolvimento de códigos, enquanto o HeyGen transforma conteúdos institucionais em vídeos de comunicação e treinamentos internos”, complementa o presidente.

    Fundada em 1983, a Uniodonto Goiânia reúne mais de 166 mil beneficiários e mais de 490 empresas contratantes, atendidos por uma estrutura que conta com mais de 430 cirurgiões-dentistas cooperados, além de clínicas radiológicas conveniadas e uma rede credenciada presente em cidades do interior de Goiás.

    É nesse modelo de atendimento e gestão que a inteligência artificial vem conquistando espaço de maneira gradual, como ferramenta de apoio à operação.

    “Sempre com validação humana, atenção à privacidade e à segurança da informação”, enfatiza Prudente, ao sinalizar que a redução das horas dedicadas a planilhas e documentos representa, sobretudo, a possibilidade de devolver tempo às atividades que dependem de análise, discernimento e atuação de um profissional qualificado.

    Alcançar o patamar em que os resultados começam a ser vistos, no entanto, não acontece da noite para o dia. É preciso apostar em investimento, planejamento e adaptação.

    Embora os custos iniciais da implementação de IA variem conforme a complexidade dos sistemas e o volume de dados envolvidos, os benefícios de longo prazo tendem a compensar os recursos empregados.

    A adoção da tecnologia envolve despesas com aquisição de softwares, contratação de especialistas e adaptação dos sistemas produtivos, mas pode gerar retornos significativos ao reduzir falhas e otimizar processos.

    Em termos simples, a IA reúne um conjunto de tecnologias que permite a computadores e programas simular capacidades associadas à inteligência humana. O cenário ideal é que, assim como no caso da Uniodonto, esse processo seja acompanhado pela supervisão de quem está do outro lado da tela.

    Na área de TI, dois colaboradores da cooperativa já utilizam intensamente o Cursor IA Pro no desenvolvimento e na análise de aplicativos para iOS e Android, ampliando produtividade, escala e assertividade.

    “A validação das informações e a responsabilidade pelas decisões permanecem com os profissionais da Uniodonto Goiânia”, destaca o presidente, ao enfatizar os limites da atuação da tecnologia. Prudente também faz questão de ressaltar os ganhos para quem depende da prestação de serviços.

    “Para cooperados, beneficiários e demais públicos, a IA contribui para orientações mais rápidas, claras e padronizadas.”

    É esse equilíbrio de incorporar a tecnologia para acelerar processos, sem retirar as pessoas do centro das relações, que a cooperativa pretende aprofundar nos próximos anos, de maneira gradual e responsável. A estratégia inclui projetos como assistentes virtuais internos e a integração com bases documentais.

    “A visão da Uniodonto Goiânia é de que a IA deve complementar o trabalho das pessoas e não substituir o relacionamento humano. Ao organizar informações e agilizar processos, a tecnologia libera mais tempo para ouvir, orientar, acolher e resolver situações que exigem empatia”, diz.

    “O objetivo é ampliar os resultados, mantendo a responsabilidade profissional, a proteção das informações e o compromisso com um atendimento ético, próximo e acolhedor”, conclui. Unir eficiência tecnológica e valorização das relações humanas, por sua vez, não é uma particularidade da cooperativa com sede em Goiânia.

    A mesma direção vem sendo observada por organizações da área da saúde no Brasil e no mundo.

    De acordo com relatório Scaling Artificial Intelligence in Health, divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em março de 2026, a inteligência artificial já é utilizada em atividades administrativas de saúde em 100% dos países membros da organização.

    Quando se observa, porém, a capacidade de ampliar essas aplicações para todo o sistema, o cenário muda. É que apenas 10% dos países conseguiram escalar, em nível nacional, o uso da tecnologia em aplicações de imagem médica.

    Sobre a incorporação da IA, a própria OCDE aponta obstáculos que vão da fragmentação e da organização dos dados às incertezas regulatórias, passando por falhas de governança e lacunas na capacitação dos profissionais. Ou seja, a tecnologia pode estar disponível, mas sua utilização consistente depende de uma estrutura capaz de sustentá-la.

    O interesse do setor, de todo modo, já ultrapassou a fase da simples curiosidade.

    Pesquisa da McKinsey, realizada no último trimestre de 2024 com 150 líderes de organizações de saúde nos Estados Unidos, mostrou que 85% dos entrevistados estavam, já naquele momento, explorando ou já tinham adotado capacidades de inteligência artificial generativa.

    Entre os campos com maior potencial apontado pelos participantes estavam justamente a eficiência administrativa e a produtividade clínica, duas áreas em que a tecnologia tende a assumir tarefas de apoio e processamento de informações.

    Para a coordenadora de Inovação do Sistema OCB Goiás, Carla Vinhadelli Campos, a IA pode atuar sobre uma série de gargalos operacionais que consomem tempo e recursos das organizações.

    “A automatização de tarefas e o processamento de grandes volumes de informação podem trazer ganhos de produtividade e redução de tempo, especialmente em atividades como auditoria, autorização, atendimento e análise de informações”, afirma.

    Mais do que acelerar procedimentos isolados, a expectativa é que o uso estruturado dos dados também ajude a reduzir retrabalho e desperdícios, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade das organizações de identificar inconsistências, padrões, riscos e oportunidades.

    Na avaliação da representante do Sistema OCB Goiás, esses ganhos podem alcançar tanto a gestão quanto a atividade assistencial, desde que a tecnologia seja utilizada como ferramenta de apoio aos profissionais.

    “A automação de tarefas operacionais pode permitir que os profissionais concentrem seus esforços em atividades de maior valor e na relação com o paciente”, reforça Carla.

    A transformação citada por Carla é evidenciada por pesquisas feitas com equipes que atuam na área da Saude.

    O Future Health Index 2026, da Philips, realizado entre fevereiro e abril deste ano com mais de 2 mil profissionais de saúde e mais de 20 mil pacientes em dez países, entre eles o Brasil, estimou que a inteligência artificial já economiza aos profissionais de saúde o equivalente a mais de 16 dias de trabalho por ano.

    Metade dos profissionais ouvidos afirmou que a tecnologia aumentou sua capacidade de atender pacientes, enquanto 39% relataram que a IA identificou ou ajudou a prevenir possíveis erros médicos pelo menos três vezes nos três meses anteriores à pesquisa.

    Os números ajudam a dimensionar o potencial da tecnologia, mas também reforçam que produtividade, por si só, não resolve a equação. A mesma pesquisa revelou que 70% dos profissionais consideram o treinamento em IA inadequado, inconsistente ou inexistente.

    O dado sugere que a velocidade com que as ferramentas chegam ao ambiente de trabalho nem sempre é acompanhada pelo preparo necessário para utilizá-las, supervisioná-las e compreender seus limites.

    Em Goiás, segundo Carla Vinhadelli Campos, esse é um dos pontos que precisam ser enfrentados para que as experiências pontuais possam se transformar em processos mais consolidados.

    “Alguns desafios são muito claros, como a qualidade e a organização dos dados, a segurança e a proteção dessas informações, a mudança cultural e a qualificação das pessoas”, enumera.

    A lista ainda inclui dois fatores diretamente relacionados à confiança na tecnologia, conforme enfatiza a representante do Sistema OCB/GO, como a necessidade de supervisão humana e a capacidade de avaliar a confiabilidade das respostas produzidas pelos sistemas.

    “Também entram nessa equação o investimento e a infraestrutura necessários para implementar essas soluções de forma adequada”, acrescenta a coordenadora.No cooperativismo goiano, esse processo ainda não está traduzido em um indicador público específico capaz de mostrar quantas cooperativas de saúde já utilizam inteligência artificial ou em que grau a tecnologia está incorporada às operações.

    A OCB Goiás acompanha a evolução do tema por meio de iniciativas de inovação, diagnósticos de transformação digital e projetos-piloto. De acordo com Carla Vinhadelli, no entanto, o que se mostra inquestionável é o avanço do interesse das cooperativas pela adoção da IA.

    Na Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas de Goiás (Coopanest-GO), por exemplo, a inteligência artificial vem sendo incorporada principalmente a processos que, pela quantidade de informações e etapas envolvidas, tradicionalmente exigiam uma extensa rotina de conferências, acessos a sistemas e alimentação de planilhas.

    Pioneira no cooperativismo médico em anestesiologia no Brasil, a Coopanest-GO teve origem em 1974, quando 38 médicos anestesiologistas fundaram a então Cooperativa dos Anestesiologistas de Goiânia (Coag). Com a ampliação da atuação para todo o Estado, a instituição passou a adotar, em 1989, o nome atual.

    Hoje, reúne 609 cooperados e conta com 48 colaboradores, atuando na prestação de serviços médicos de anestesiologia em Goiás.

    Foi em uma das áreas ligadas à conferência de informações financeiras que a cooperativa iniciou sua aproximação com a IA.

    Segundo o gerente-geral da Coopanest-GO, Leandro Ferreira, a primeira aplicação esteve relacionada à auditoria e ao fechamento de contas, em um processo que exige o cruzamento de dados referentes aos pagamentos realizados pelos convênios.

    “Atualmente, utilizamos diversas ferramentas muito conhecidas, como Claude, Gemini e DeepSeek, que estão todas em operação real, atuando diretamente na execução e automação de processos.”

    A experiência, segundo o gerente-geral, não fica restrita a um único setor. A tecnologia passou a ocupar espaços em diferentes áreas da estrutura administrativa da cooperativa, alcançando desde a gestão de informações financeiras até atividades de suporte e comunicação.

    “Cito aqui o faturamento de todas as produções médicas do Estado, auditorias, Recursos Humanos, gestão de convênios, comunicação, além do financeiro”, enumera Leandro ao apresentar as frentes que já contam com recursos de IA.

    “Tudo que era feito através de clique, acesso a portais, rotinas e planilhas de Excel hoje foi embarcado para uso de inteligência artificial e automação através de algoritmo.”

    A alteração da rotina já produziu resultados mensuráveis em algumas operações, de acordo com Leandro.

    Um dos exemplos citados pela cooperativa envolve a validação de dados relacionados ao convênio Hapvida, atividade que anteriormente demandava duas pessoas durante 15 dias e que, com a nova estrutura, passou a ser realizada em cerca de cinco horas. “Tivemos avanço também na automatização da conciliação bancária.

    Zero esforço humano. Cito ainda cruzamento de dados de auditoria e pagamentos, com taxa de sucesso de 95%, reduzindo em torno de 55% do esforço manual de cruzamento”, destaca o gerente geral ao citar que o resultado mais relevante não pode ser resumido apenas à quantidade de horas economizadas ou à velocidade dos processos.

    A percepção da cooperativa é que o principal efeito da automação aparece na própria rotina de quem trabalha com essas atividades. “Sem dúvida, deixar o dia das pessoas que trabalham na cooperativa mais leve.”

    Embora a inteligência artificial não seja, isoladamente, responsável pelo desempenho do setor cooperativista, a incorporação de tecnologias capazes de reduzir etapas, organizar grandes volumes de informações e ampliar a eficiência das operações se soma a outros fatores que vêm fortalecendo a atividade.

    De acordo com o Anuário do Cooperativismo divulgado em 2026, com dados referentes a 2025, Goiás reúne 262 cooperativas e mais de 710 mil cooperados. O setor também responde por quase 19 mil empregos diretos e soma R$ 78,4 milhões em ativos.

    Dentro desse universo, o ramo da Saúde ocupa um espaço relevante. São 40 cooperativas registradas no Sistema OCB/GO, reunindo mais de 12,4 mil cooperados e cerca de 4,4 mil pessoas empregadas.

    Juntas, essas organizações concentram mais de R$ 2,1 bilhões em ativos e registraram R$ 124,8 milhões em sobras, segundo os dados do Anuário do Cooperativismo.

    Os indicadores refletem a força de um modelo que reúne profissionais e consumidores em torno da oferta de serviços voltados à preservação, ao atendimento e à promoção da saúde humana.

    No Brasil, o cooperativismo de saúde acumula mais de seis décadas de história e reúne cooperativas médicas, odontológicas e organizações formadas por profissionais classificados na área de atividades de atenção à saúde humana, além de cooperativas constituídas por pessoas que se unem em torno de planos de saúde.

    A dimensão alcançada pelo ramo ultrapassa as fronteiras de Goiás.

    O cooperativismo de saúde brasileiro está presente em mais de 90% do território nacional e é responsável pelo atendimento de mais de 27 milhões de pessoas, consolidando o país como uma referência mundial nesse modelo de organização.Em um segmento marcado por grandes volumes de dados, exigências regulatórias, operações financeiras complexas e pela necessidade permanente de conciliar eficiência com qualidade na prestação dos serviços, a busca por novas ferramentas ganha, naturalmente, cada vez mais espaço.

    É nesse contexto que a inteligência artificial deixa de ser uma tendência debatida nos ambientes de inovação e passa a encontrar aplicações concretas na rotina administrativa e operacional. A incorporação dessas soluções, no entanto, não ocorre de maneira uniforme.

    Enquanto algumas cooperativas, como a Uniodonto Goiânia e Coopanest-GO, já avançaram para a automação de processos, o uso de algoritmos e a integração de ferramentas de IA às suas operações, outras ainda estão nos primeiros estágios dessa transformação ou sequer iniciaram esse movimento.

    Para reduzir essa distância e preparar as cooperativas para uma realidade em que a tecnologia tende a ocupar espaço crescente, o próprio Sistema OCB/GO tem promovido capacitações e iniciativas voltadas à inovação e à transformação digital.

    “O Sistema OCB/GO realizou, por exemplo, o 4º Fórum de Tecnologia e Inovação, em 2025, dedicado a temas como Inteligência Artificial, IA generativa, cibersegurança, produtividade e transformação dos processos das cooperativas”, exemplifica a coordenadora de Inovação do Sistema OCB Goiás, Carla Vinhadelli Campos.

    Em 2024, o Sistema OCB/GO também realizou o 1º Fórum de Presidentes e Dirigentes do Núcleo Cooperativo Central, colocando a IA diretamente na agenda das lideranças.

    “O presidente Luís Alberto Pereira afirmou, na ocasião, que o objetivo era fazer com que os dirigentes entendessem o que existe em IA e como as cooperativas poderiam se beneficiar da tecnologia”, lembra Carla ao citar que, neste ano, foram realizadas duas turmas do Workshop IAs Generativas na Gestão, com conteúdos, que incluíram os mais variados temas de inovação.

    Além disso, o Sistema OCB/GO lançou em 2026 o curso gratuito “Gestão de Projetos com IAs Generativas”, disponibilizado no Capacitacoop, com foco em aplicação prática da IA para planejamento, execução, monitoramento e encerramento de projetos. “No caso específico da saúde, há uma iniciativa particularmente interessante.

    É que em junho de 2025, a Unimed Federação Centro Brasileira realizou em Goiânia a abertura da Semana de Inovação da Unimed, com discussões sobre IA e IoT (Internet das Coisas). O evento apresentou, entre outros temas, o uso de IA na radiologia, incluindo a tecnologia SwiftMR para reduzir o tempo dos exames de ressonância”, cita Carla.

    A tendência apontada por quem acompanha de perto a transformação do cooperativismo goiano é de que o movimento ligado à inovação apenas se intensifique.

    “A expectativa mais consistente com as evidências disponíveis é que a IA se torne cada vez mais presente nas cooperativas de Saúde, especialmente nos processos que envolvem grande volume de dados, atividades repetitivas, atendimento, auditoria, diagnóstico assistido, prevenção e personalização do cuidado”, finaliza a coordenadora de Inovação do Sistema OCB Goiás.

     

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Goiânia ganha novo instrumento para financiar monitoramento e segurança urbana

    Goiânia ganha novo instrumento para financiar monitoramento e segurança urbana

    A Redação

    Goiânia – Além da iluminação pública, a Contribuição para Custeio da Iluminação Pública e de Sistemas de Monitoramento (Cosip) poderá contemplar sistemas de monitoramento destinados à segurança e à preservação dos logradouros da capital. A utilização foi regulamentada pela Prefeitura de Goiânia.

    O Decreto nº 166/2026, assinado pelo prefeito Sandro Mabel, atualiza o Decreto nº 3.794/2022 e adequa a regulamentação municipal às mudanças introduzidas pela legislação federal e pela Lei Complementar Municipal nº 386/2025.

    A nova regulamentação abrange o custeio, a expansão e a melhoria tanto da iluminação pública quanto dos sistemas de monitoramento.

    Na prática, os recursos da Cosip poderão custear a aquisição, implantação, instalação, expansão, manutenção, operação, gestão e desenvolvimento de tecnologias de monitoramento.

    A regulamentação também contempla infraestrutura e equipamentos de transmissão de informações e ativos necessários ao funcionamento de centros integrados de operação e controle.

    O decreto regulamenta uma ampliação de finalidade que já decorre das alterações constitucional e legal.

    A medida acompanha a ampliação promovida pela Emenda Constitucional nº 132/2023, que passou a prever expressamente a possibilidade de utilização da contribuição para sistemas de monitoramento destinados à segurança e à preservação de logradouros públicos.

    A legislação municipal foi posteriormente atualizada para incorporar essa nova finalidade.

    “Estamos modernizando a legislação para que Goiânia possa utilizar os instrumentos disponíveis para investir não apenas em uma cidade mais iluminada, mas mais segura, conectada e inteligente.

    Tecnologia, iluminação e monitoramento precisam trabalhar juntos para melhorar a segurança e a qualidade dos espaços públicos”, afirma o prefeito Sandro Mabel.

    Monitoramento e tecnologia

    O decreto detalha quais despesas relacionadas ao monitoramento poderão integrar a planilha de custos da Cosip.

    Entre elas estão sistemas e tecnologias de monitoramento, meios de transmissão de dados, infraestrutura, equipamentos voltados à segurança e à prevenção de desastres e estruturas necessárias aos centros integrados de operação e controle.

    A nova planilha passa a separar as despesas de iluminação pública das despesas dos sistemas de monitoramento, permitindo identificar os custos de cada atividade. O documento prevê, inclusive, a segregação contábil de projetos e serviços terceirizados relacionados ao monitoramento.

    A regulamentação estabelece que os custos da iluminação pública continuam sendo distribuídos de acordo com os Distritos de Iluminação Pública (DIPs).

    Já os custos dos sistemas de monitoramento serão, neste momento, rateados uniformemente entre os contribuintes abrangidos pela legislação, independentemente do DIP onde esteja localizado o imóvel.

    Segundo a exposição de motivos, esse modelo foi adotado porque ainda não existe estudo técnico que demonstre correspondência entre a divisão geográfica dos distritos de iluminação e a área de cobertura dos equipamentos de monitoramento. A sistemática poderá ser revista futuramente com base em novos estudos técnicos.

    Eficiência

    Outra mudança é a simplificação do processo administrativo de apuração da contribuição. A Secretaria Municipal da Fazenda passa a concentrar a apuração da totalidade dos custos e o encaminhamento do resultado do rateio à concessionária de energia elétrica.

    Até então, o fluxo envolvia sucessivamente as secretarias municipais de Infraestrutura Urbana, Administração e Fazenda.

    Segundo a exposição de motivos, a concentração do procedimento busca proporcionar maior eficiência, celeridade e integração das informações, sem retirar as competências técnicas e operacionais dos demais órgãos envolvidos.

    A regulamentação também determina acompanhamento mensal da relação entre a receita efetivamente arrecadada pela Cosip e as despesas com iluminação e monitoramento, com registro de eventual déficit ou superávit. A cada janeiro, a Fazenda deverá consolidar o balanço financeiro do exercício anterior.

    Conselho Gestor

    O Conselho Gestor também passa a incorporar formalmente os sistemas de monitoramento em suas atribuições. O colegiado continuará com caráter consultivo e será responsável por acompanhar a gestão técnica e financeira, as despesas e a aplicação dos recursos arrecadados pela Cosip, além dos projetos de expansão e modernização.

    O decreto estabelece ainda despesas que não podem ser incluídas na base de cálculo da Cosip, como energia destinada à semaforização e a outros equipamentos de trânsito, consumo de energia de edificações públicas e fornecimento de energia para eventos ou equipamentos particulares conectados à rede de iluminação, ressalvadas as hipóteses previstas na legislação.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Instituto Histórico e Geográfico de Goiás abre exposição ‘Vida e Obra’ sobre Jacira Rosa Pires

    Instituto Histórico e Geográfico de Goiás abre exposição ‘Vida e Obra’ sobre Jacira Rosa Pires

    Jales Naves

    Especial para o jornal A Redação

    Goiânia – “O verdadeiro legado de um urbanista não está apenas nas obras que realizou, mas nos ideais que permanecem vivos e inspirando o futuro de nossas cidades”.

    A afirmação é da arquiteta e urbanista Jacira Rosa Pires, na inauguração da exposição “Vida e Obra”, em sua homenagem, que o Instituto Histórico e Geográfico de Goiás e o Instituto Cultural e Educacional Bernardo Élis para os Povos do Cerrado abriram na manhã desta sexta-feira, dia 4, na Casa Rosada de Goiânia, sede do IHGG.

    Mesa expositiva com livros, troféus e documentos (Foto: Lays Carvalho)

    “Este é um desses momentos em que as palavras parecem pequenas diante do significado do que estou vivendo agora”, disse.

    “Receber uma homenagem que reconhece uma trajetória de vida é, antes de tudo, uma oportunidade de olhar para trás, recordar caminhos percorridos, pessoas que fizeram parte deles e, sobretudo, compreender que nenhuma trajetória se constrói sozinha”.

    Falaram na abertura os presidentes do IHGG, Jales Mendonça, e do Icebe, Nilson Jaime, também curador da mostra, que ficará aberta por dois meses. Em seguida, descerraram a fita da mesa expositiva com livros, condecorações e documentos da homenageada.

    Vida pela arquitetura

    Em seu pronunciamento, Jacira afirmou que o reconhecimento não pertencia apenas a ela. “Representa uma vida dedicada à arquitetura, ao urbanismo, ao ensino, à pesquisa, e, acima de tudo, ao compromisso permanente com Goiânia”.

    Ao recordar sua trajetória, voltou à infância e recordou sua avó, mulher fina, alegre e determinada, que despertou nos netos o amor pelos estudos. “Dela veio os alicerces dos meus valores”, afirmou.

    No curso ginasial já tinha acolhido o seu lema: “estudar, estudar, estudar”. Cursou o ginásio no Colégio Estadual Professor Pedro Gomes, uma das mais importantes instituições de ensino na época.

    Fase marcada pelos estudos, pela disciplina e pelas amizades. Dentre as lembranças estão os desfiles de 7 de setembro, ao som da Banda do colégio, “solenidade que despertava em nós sentimentos de pertencimento e orgulho”.

    Ela se formou em Arquitetura pela Universidade Católica de Goiás em 1974. Em seguida, foi convidada pelo professor Solimar Neiva para integrar o recém-criado Instituto de Planejamento Municipal, onde encontrou sua vocação: participar do planejamento urbano de Goiânia.

    Trabalhou na implantação do Plano de Desenvolvimento Integrado, “excepcional experiência para conhecimento da minha cidade”. O plano foi revisado em 1975 pelo arquiteto Jaime Lerner, quando a população havia crescido de forma inesperada e o transporte urbano estava um caos.

    Lerner propôs o eixo de serviço regional na Av. Anhanguera como sistema integrado de transporte – experimento pioneiro, com repercussões que ultrapassaram o estado de Goiás.

    Disputando com outros 1.500 projetos apresentados, ganhou em 1976 ‘Menção Honrosa’ no IX Congresso Brasileiro de Arquitetura, em São Paulo, com “Novos espaços para Feira Livre e Esporte”, feito em parceria.

    De 1975 a 78, reconhecimentos e documentos mostram sua trajetória de arquiteta inserida diretamente no processo de construção da legislação e do planejamento de Goiânia.

    Carreira docente

    O contrato de Jacira com o Iplan foi encerrado em 1979, “mas as vinculações existentes davam ares de dificuldades de rompimento, pois retornei a pedido do Instituto reiteradas vezes para trabalhar no planejamento de Goiânia”.

    Em 1993 retornou como Diretora de Planejamento Urbano, ano em que começou sua carreira docente, como professora da Escola de Arquitetura Edgar Graeff e do Mestrado em Serviço Social, ambos da Universidade Católica de Goiás.

    “Ensinar foi uma das maiores realizações de minha vida, pois tive a oportunidade de formar gerações de arquitetos urbanistas, transmitindo não apenas conhecimentos técnicos, mas também o respeito pela cidade e pela carga social da profissão”, afirmou.

    Em 1982 fez especialização em Planejamento Habitacional na Universidade de Brasília; quando retornou a Goiânia foi trabalhar na Companhia de Habitação de Goiás, onde desenvolveu e acompanhou inúmeros projetos habitacionais.

    Em 2002 recebeu o Diploma de Estudos Avançados em Composição Arquitetônica pela Universidade Politécnica da Catalunha, em Barcelona, Espanha, no programa de doutorado em Teoria e História da Arquitetura. Apresentou sua tese em 2006, que resultou no livro “Goiânia – Cidade Pré-Moderna do Cerrado.

    1922/1938”, publicado em 2009, sobre o tempo histórico e as discussões urbanas mundiais do momento. “Nesta caminhada entendi que preservar o patrimônio histórico é também uma forma de planejar o futuro”, disse.

    “Participei e participo da defesa de importantes demandas de preservação, pois edifícios e espaços urbanos são identidade e testemunhas que compõem a história da cidade”. “É nesse encontro entre arquitetura, história e memória que reconheço a essência do meu trabalho”.

    Filiações e demandas

    Filiada ao Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (2013), é sócia titular do IHGG, Cadeira nº 26 (2012), e da Sociedade Goiana de História da Agricultura; e sócia emérita do Icebe.

    Entre outras condecorações recebeu a Comenda do Mérito Arquitetônico e Urbanístico Atíllio Correia Lima (2008) e o Troféu “Mulheres que Engrandecem o Estado de Goiás”, da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás (2018), tornando-se sócia titular da Aflag em 2004, assumindo a Cadeira nº 19, que tem como titular a memorável acadêmica Lena Castelo Branco.

    Muitas foram as demandas de Goiânia pelas quais lutou, como a instalação do Museu Atíllio e Armando, autores do projeto da cidade; e o projeto Goiânia Cidade Vida Verde, elaborado em 2008 e retomado em 2026, o que renovou as esperanças de continuar contribuindo para uma cidade mais sustentável, humana e comprometida com a preservação ambiental.

    Em ambos, a parceria com a arquiteta Narcisa Abreu Cordeiro.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Equatorial Goiás emite alerta para risco de tempestades com ventos fortes e raios em Goiás até segunda-feira (7)

    Equatorial Goiás emite alerta para risco de tempestades com ventos fortes e raios em Goiás até segunda-feira (7)

    A previsão do tempo em Goiás é de possibilidade de temporais em diferentes regiões do Estado nos próximos dias, com alerta para chuva forte, rajadas de vento de até 70 km/h e raios.

    De acordo com o Climatempo, o cenário de instabilidade deve se intensificar a partir deste sábado (5), se estendendo até segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

    Nesse sentido, a Equatorial Goiás já monitora as condições climáticas em tempo real e reforça ações preventivas diante da previsão de tempestades.

    O alerta especial é para o alto risco de raios e temporais nestes próximos dias, que podem provocar impactos no sistema elétrico, principalmente em situações de queda de árvores e galhos sobre a fiação, além de outros danos à rede.

    Segundo a empresa, uma operação preventiva é mantida para reduzir os impactos e garantir uma resposta rápida em caso de ocorrências. Por meio do Centro de Operações Integradas (COI), a distribuidora acompanha permanentemente as condições meteorológicas e a evolução dos eventos climáticos.

    “Nós acompanhamos, em tempo real, a formação e o deslocamento de tempestades e outros eventos climáticos, o que nos permite avaliar cenários de risco e direcionar equipes e recursos de forma preventiva para as regiões que possam ser mais afetadas”, explica o gerente do Centro de Operações Integradas da Equatorial Goiás, Vinicyus Lima.

    Confira a previsão completa para este final de semana

    Neste sábado (5) o tempo será instável em todas as regiões de Goiás, com previsão de chuva moderada, raios e rajadas pontuais de vento de até 60 km/h. Os pontos de maior atenção são nas regionais Morrinhos, Rio Verde e Iporá, classificadas em nível de alerta.

    Em outras regiões do estado, também há previsão de instabilidade e ocorrência de descargas atmosféricas. As rajadas devem variar entre 45 e 55 km/h.

    Já no domingo (6), o cenário é mais severo. A chegada de uma nova frente fria favorecerá a formação de áreas de instabilidade em todo o estado, com possibilidade de chuva forte, raios e rajadas eventuais de até 70 km/h.

    Pontos de atenção: região de Iporá, Rio Verde, Morrinhos e Metropolitana. Nas demais regiões, também há previsão de chuva, embora com menor intensidade.

    O risco de tempestades se estende até segunda-feira (7), pois as áreas de instabilidade associadas à frente fria continuam atuando sobre Goiás. Há previsão de chuva forte, raios e rajadas pontuais de vento de até 60 km/h, principalmente nas regionais Morrinhos, Metropolitana, Goiânia, Montes Belos, Luziânia, Anápolis, Uruaçu e Formosa.

    Nas demais regiões, a chuva tende a diminuir, mas ainda há possibilidade de pancadas isoladas e descargas atmosféricas.

    Alerta para segurança durante tempestades

    A Equatorial alerta os cuidados à população durante chuvas com raios e ventos fortes. A recomendação é para que as pessoas evitem áreas abertas, que atraem as descargas elétricas, não busquem abrigo sob árvores ou estruturas que possam apresentar riscos durante as tempestades.

    Em caso de fios caídos ou qualquer situação envolvendo a rede elétrica, a recomendação é não tocar e não se aproximar do local, mantendo outras pessoas afastada. Outra orientação é, numa situação de emergência envolvendo a rede elétrica, acionar a distribuidora pelos canais oficiais de atendimento abaixo:

    • Agência Virtual no site www.equatorialenergia.com.br;

    • Aplicativo Equatorial Energia (Android e iOS);

    • Atendente virtual Clara, via WhatsApp, pelo número (62) 3243-2020;

    • Call Center 0800 062 0196.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Prefeitura de Goiânia anuncia projeto de valorização dos servidores com gratificação de até R$ 3 mil

    Prefeitura de Goiânia anuncia projeto de valorização dos servidores com gratificação de até R$ 3 mil

    O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), anunciou, nesta sexta-feira (4), a implantação do Modelo de Gestão por Resultados no município. A iniciativa inaugura uma nova fase na administração municipal, integrando a cobrança por metas à melhoria dos serviços públicos e ao reconhecimento dos servidores.

    O principal pilar de valorização do projeto é a criação da Gratificação por Desempenho Institucional (GDI), um benefício financeiro de até R$ 3 mil por servidor, variando conforme os critérios de cada função e as metas atingidas.

    De acordo com o chefe do Executivo, a mudança ocorre após um período inicial de arrumação interna da prefeitura, focado no equilíbrio das contas e no controle de despesas. “No começo, a gente precisou apertar.

    Era necessário organizar a casa, cortar desperdícios e colocar a prefeitura para funcionar. Foi uma fase importante para a gente chegar até aqui.

    Agora começa uma nova etapa. Quem trabalha, quem entrega resultado e quem ajuda a melhorar o serviço público precisa ser reconhecido.

    E esse reconhecimento pode chegar também ao bolso do servidor. É assim que a gente constrói uma prefeitura mais eficiente e valoriza quem trabalha por Goiânia”, afirmou Mabel.

    A proposta busca estruturar uma mudança cultural na gestão pública da capital, conectando o planejamento e o desempenho diretamente à entrega final ao cidadão.

    Entre os objetivos centrais do projeto estão: o aumento da eficiência dos serviços, a redução de despesas, o incremento de receitas, a modernização tecnológica e a melhoria na satisfação dos usuários. Segundo o prefeito, “não existe Prefeitura eficiente sem servidor comprometido”.

    A concessão da gratificação contempla servidores efetivos, comissionados, à disposição e empregados públicos de órgãos contratados.

    Para receber a GDI, o profissional deve cumprir as metas de desempenho estabelecidas para sua área, atender aos requisitos descritos na Lei Complementar nº 335/2021 e possuir uma jornada de trabalho de, no mínimo, 40 horas semanais

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista