Categoria: Cidades

  • MPGO recomenda a município suspender corte de gameleiras de 70 anos na Praça da Cirrose

    MPGO recomenda a município suspender corte de gameleiras de 70 anos na Praça da Cirrose

    O Ministério Público de Goiás (MPGO) recomendou na terça-feira (1º), em caráter de urgência, a suspensão imediata de qualquer providência de corte, extirpação ou supressão das quatro gameleiras existentes há quase 70 anos na Praça Mestre Maria Henriqueta Péclat, conhecida como Praça da Cirrose, no Setor Oeste.

    A recomendação foi dirigida à Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), à Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e à Secretaria Municipal de Eficiência. No domingo a praça concentrou moradores que protestaram contra a notícia de remoção dos exemplares.

    MPGO questiona laudos sobre as gameleiras

    A medida, é assinada pela promotora de Justiça Alice de Almeida Freire, titular da 7ª Promotoria de Justiça de Goiânia. Ela também determinou a instauração de procedimento preparatório para apurar a regularidade técnica e jurídica das avaliações que fundamentaram a possível retirada de dois dos exemplares.

    Segundo a recomendação, três avaliações técnicas produzidas pela Amma em momentos distintos apresentaram conclusões divergentes sobre a situação das árvores.

    Avaliações apresentaram diagnósticos diferentes

    A primeira dessas avaliações, de acordo com a promotora, foi feita em novembro de 2024, apontando necrose, deficiência de área permeável e risco de queda, e indicando a supressão de dois exemplares.

    Já uma vistoria feita em abril de 2026, registrou equilíbrio estrutural e condições regulares, recomendando apenas poda e manutenção, sem indicação de corte.

    Recentemente, uma nova avaliação, providenciada em agosto último, voltou a apontar a necessidade de supressão de dois exemplares.

    Diante da alteração dos diagnósticos em poucos meses, o MPGO sustenta que a mudança pode decorrer de fatores supervenientes tecnicamente justificáveis, mas ressalta que as razões dessa divergência ainda não foram esclarecidas, já que os pareceres originais, processos administrativos e registros fotográficos não foram apresentados aos autos.

    MPGO pede nova vistoria nas quatro árvores

    De acordo com o divulgado pelo MPGO, a recomendação determina, entre outras providências, que os órgãos municipais encaminhem ao MP, no prazo de dez dias úteis, a íntegra dos três laudos técnicos, expliquem objetivamente as alterações constatadas entre as avaliações e promovam nova vistoria nos quatro exemplares, com acompanhamento da Coordenadoria de Apoio Técnico-Pericial (Catep) do MPGO.

    A análise deverá ser individualizada para cada árvore e considerar alternativas menos gravosas à supressão, como dendrocirurgia (tratamento que remove tecidos necrosados e aplica fungicidas no tronco de árvores doentes para salvar o exemplar e evitar quedas), poda técnica seletiva e ampliação da área permeável.

    O documento registra que a extirpação de árvores adultas com cerca de sete décadas, e que já integram a paisagem da região, é medida irreversível e que os princípios da prevenção e da precaução, previstos no Direito Ambiental, recomendam cautela diante de incerteza técnica.

    A atuação também se apoia na Lei Complementar Municipal nº 374/2024, que instituiu o Plano Diretor de Arborização Urbana de Goiânia e prevê proteção especial a unidades arbóreas de valor histórico e paisagístico, como é o caso das gameleiras da Praça da Cirrose.

    Descumprimento pode levar a ação civil pública

    O MPGO adverte que o descumprimento da recomendação ou a apresentação de resposta insuficiente poderá ensejar medidas judiciais cabíveis, inclusive ação civil pública com pedido de tutela de urgência.

    Por enquanto, a AMMA disse que vai acatar a recomendação.

    Mabel anuncia decreto isentando prefeitura

    Na mesma terça-feira, como mostrou o Diário de Goiás, demonstrando irritação com as manifestações de moradores de algumas regiões, o prefeito Sandro Mabel (UB) anunciou que vai publicar um decreto para responsabilizar quem impedir retirada de árvores com risco de queda.

    Mabel já vinha ameaçando com a medida desde que protestos interferiram na derrubada de árvores na região da Alameda das Rosas, junto ao bosque do Parque Zoológico, também no setor Oeste.

    O prefeito afirma que associações e responsáveis por laudos independentes dos oficiais, como os da AMMA, poderão assumir responsabilidade por danos causados por árvores mantidas em áreas onde a Prefeitura recomendar a retirada.

    “As árvores vão cair, não tem o que fazer”, reclamou Mabel na terça.

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  • Justiça devolve a Prefeitura o controle ambiental do aterro de Goiânia

    Justiça devolve a Prefeitura o controle ambiental do aterro de Goiânia

    TJ-GO suspende transferência do licenciamento ambiental para o Estado e mantém, provisoriamente, prefeitura e Amma à frente da operação e fiscalização

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  • Goiânia terá máxima de 34°C e possibilidade de chuva nesta quarta-feira (02)

    Goiânia terá máxima de 34°C e possibilidade de chuva nesta quarta-feira (02)

    Dia começa com 19°C, mas temperatura sobe rapidamente; umidade do ar ficará entre 40% e 80%

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  • OAB manifesta “extrema preocupação” com crise no STF e pede apuração rigorosa

    OAB manifesta “extrema preocupação” com crise no STF e pede apuração rigorosa

    A Redação

    Goiânia – A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) manifestou “atenção e extrema preocupação” diante das notícias envolvendo a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e outras instituições da República. Em nota, a entidade defendeu uma “apuração rigorosa e isenta de todos os fatos”, independentemente dos envolvidos.

    Confira a nota na íntegra: 

    A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanha com atenção e extrema preocupação as notícias sobre a crise que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF) e outras instituições da República.

    A OAB defende a apuração rigorosa e isenta de todos os fatos, em relação a quem quer que seja, asseguradas as garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e da presunção de inocência. Esses princípios garantem a legitimidade da apuração.

    A Ordem se preocupa com os impactos dessa crise para o Brasil, sobretudo por envolver instituições essenciais à democracia e por ocorrer durante o período eleitoral. A OAB seguirá cumprindo seu papel de defender a Constituição.

    Délio Lins e Silva Jr

    Presidente em exercício do CFOAB

     

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  • Centro Cultural Octo Marques tem três novas exposições em Goiânia; saiba o que está em cartaz

    Centro Cultural Octo Marques tem três novas exposições em Goiânia; saiba o que está em cartaz

    Mostras de Auri Moraes e Yan Paluki e a coletiva “Toda Vastidão” exploram memória, corpo e território; abertura gratuita nesta quinta às 19h com obras que ficam em cartaz até outubro

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  • Mabel diz que não fará bacia do Botafogo “a qualquer preço” e admite adiamento para 2027

    Mabel diz que não fará bacia do Botafogo “a qualquer preço” e admite adiamento para 2027

    O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, afirmou que a conclusão da bacia de contenção do Córrego Botafogo ainda em 2026 está ameaçada devido ao preço apresentado para a contratação emergencial da obra.

    Em entrevista ao editor-chefe do Diário de Goiás, Altair Tavares, Mabel disse que o valor ficou mais de 20% acima do que a Prefeitura considera adequado e que, caso não haja uma redução na próxima semana, a obra será levada a licitação.

    Mabel afirmou estar “muito chateado” com a situação, principalmente porque tinha a expectativa de concluir a bacia ainda neste ano. Segundo ele, a Prefeitura tentou viabilizar a execução de forma emergencial, mas a proposta apresentada pela empresa responsável ficou inicialmente cerca de 30% acima do valor considerado aceitável.

    Prefeitura tentou negociar redução

    De acordo com o prefeito, após a apresentação do orçamento, a equipe da administração municipal foi orientada a revisar os valores e conferir os preços levantados. A empresa também foi chamada para negociar.

    Com a negociação, o valor caiu, mas permaneceu pouco acima de 20% superior ao estimado pela Prefeitura. Diante disso, Mabel afirmou que não considera adequado avançar com a contratação nos termos apresentados.

    “Eu não vou fazer um negócio de qualquer jeito, a qualquer preço, só para cumprir um compromisso. Dinheiro é difícil demais”, afirmou o prefeito.

    Licitação pode deixar obra para 2027

    Mabel estabeleceu a próxima semana como prazo para que a empresa apresente uma proposta dentro dos valores considerados viáveis pelo município. Caso isso não aconteça, a contratação emergencial será descartada e a obra seguirá para licitação.

    Nesse cenário, a previsão de conclusão ainda em 2026 ficará inviabilizada devido ao tempo necessário para realização do processo licitatório. Segundo o prefeito, além da bacia do Botafogo, outras três estruturas também deverão ser incluídas no processo.

    “Se não chegar no preço, na semana que vem nós vamos anunciar, já pôr em licitação tudo. Nós já vamos colocar as quatro em licitação e vamos fazer tudo ano que vem”, declarou.

    Decisão considera custo da obra

    O prefeito ressaltou que a administração não pretende acelerar a execução apenas para cumprir a previsão inicial de entrega. A decisão, segundo ele, levará em conta a relação entre o custo apresentado e os valores considerados adequados pela Prefeitura.

    Com isso, caso a negociação não resulte em uma proposta considerada viável, a expectativa é que as quatro obras sejam licitadas e tenham execução prevista para 2027.

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  • Mabel prepara decreto para responsabilizar quem impedir retirada de árvores com risco de queda

    Mabel prepara decreto para responsabilizar quem impedir retirada de árvores com risco de queda

    O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, anunciou que pretende editar um decreto para estabelecer regras para a poda e retirada de árvores que apresentem risco de queda na capital.

    Segundo ele, a medida deve permitir que moradores e associações de bairros que discordem da retirada de uma árvore assumam formalmente a responsabilidade por eventuais danos que possam ser provocados pela estrutura.

    A declaração foi dada durante entrevista ao Diário de Goiás. Mabel afirmou estar preocupado com árvores doentes ou que apresentem risco, especialmente diante de eventos climáticos extremos.

    O prefeito também citou uma reunião da qual participou em São Paulo sobre os efeitos do fenômeno El Niño e afirmou que a Prefeitura prepara outras medidas relacionadas ao tema, que devem ser anunciadas nos próximos dias.

    Responsabilidade poderá ser transferida

    De acordo com Mabel, o decreto deverá estabelecer um mecanismo para situações em que a Prefeitura tenha um laudo técnico recomendando a retirada de uma árvore, mas a comunidade ou uma associação de moradores seja contrária à medida.

    Como exemplo, o prefeito citou uma gameleira que, segundo a avaliação do município, deveria ser retirada por apresentar risco. Caso uma associação apresente um laudo particular afirmando que a árvore está em condições adequadas, os responsáveis poderão assinar um termo assumindo eventuais consequências.

    “Se eu tenho quem seja responsável, o que eu não posso é a Prefeitura ser responsável”, afirmou Mabel.

    Laudo também poderá gerar responsabilidade

    A proposta, segundo o prefeito, não deverá responsabilizar apenas a associação ou os moradores que decidirem pela permanência da árvore. O profissional responsável pelo laudo que atestar a segurança da estrutura também poderá responder pelo documento apresentado.

    Mabel citou a possibilidade de a árvore cair sobre um veículo ou provocar danos pessoais. Nesses casos, caso exista documentação assinada assumindo a responsabilidade pela manutenção da árvore, a Prefeitura pretende evitar que o município seja responsabilizado pelos prejuízos.

    “Quem deu o laudo também, do mesmo jeito, se responsabiliza por ele, dizendo que ela vai ficar de pé”, declarou.

    Prefeitura quer evitar conflito com moradores

    O prefeito afirmou ainda que a intenção é evitar conflitos entre a administração municipal e comunidades que desejam preservar determinadas árvores. Para Mabel, se houver alguém disposto a assumir formalmente a responsabilidade pela permanência da estrutura, a Prefeitura poderá deixar de ser a responsável pela decisão.

    Ao mesmo tempo, ele defendeu que árvores que estejam efetivamente doentes ou ofereçam risco precisam receber atenção. “Árvores que estão doentes, elas vão cair, não tem o que fazer”, afirmou.

    O decreto ainda será elaborado e deverá detalhar os procedimentos, documentos e responsabilidades envolvidos nos casos em que houver divergência entre a avaliação do município e a decisão dos moradores ou associações.

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