Categoria: Cidades

  • Mudanças climáticas: como transformar o que você vê no dia a dia em conhecimento

    Mudanças climáticas, sustentabilidade e transição energética parecem assuntos gigantes, mas podem estar muito mais perto do estudante do que ele imagina.

    O caminho até a escola, o meio de transporte usado no dia a dia, a quantidade de chuva no bairro e até a proximidade de um rio são situações que podem ajudar a entender fenômenos que aparecem todos os dias no noticiário.

    Para a professora de Geografia e doutoranda em Geografia pela UFG, Kalinka Ribeiro, levar esses temas para a sala de aula significa justamente começar pela realidade dos próprios alunos.

    Assista à entrevista

    Para conversar sobre como assuntos atuais podem se transformar em aprendizado no Ensino Fundamental, o Ser Goiás na TV recebeu Kalinka Ribeiro. Na entrevista, a professora fala sobre mudanças climáticas, transição energética, desinformação e a importância de aproximar o conhecimento científico daquilo que os estudantes vivem.

    Confira a entrevista no vídeo.

    Começa no cotidiano

    Para Kalinka, trabalhar sustentabilidade com estudantes mais jovens não precisa ser visto como um desafio. Isso porque muitos dos efeitos relacionados ao clima já fazem parte da experiência deles. “Eles estão vivenciando muito isso, estão experimentando muito disso”, afirma.

    Por isso, a professora defende uma Geografia que parta das experiências dos estudantes. “Eu sempre parto daquilo que o aluno também traz, das suas vivências, das suas experiências”, explica. A partir daí, a escola pode ajudar a transformar dúvidas e informações fragmentadas em conhecimento científico.

    Da gasolina à transição energética

    Um dos exemplos usados pela professora é a transição energética. Em vez de apresentar o conceito de forma abstrata, ela começa com perguntas simples: quais meios de transporte fazem parte da rotina do aluno? De quais fontes de energia dependemos? O que acontece quando um recurso é limitado e ainda provoca impactos ambientais?

    A partir dessas relações, o estudante começa a construir suas próprias perguntas. “Mas se um recurso pode acabar, se polui, nós precisamos, então, criar uma outra alternativa”, relata Kalinka sobre a conclusão a que os próprios alunos chegam durante as discussões.

    Esse caminho também ajuda a desenvolver o senso crítico. Para a professora, não basta ter acesso à informação: é preciso aprender a analisar o que chega até o estudante. “O papel da escola é exatamente esse: o lugar do conhecimento, do conhecimento sistematizado”, afirma.

    Quando o noticiário vira investigação

    As enchentes no Rio Grande do Sul também serviram como ponto de partida para uma atividade em sala de aula. Em vez de apenas discutir o desastre, os estudantes analisaram a própria região onde vivem. Com mapas e o Google Earth, observaram a proximidade dos rios, a ocupação dos bairros e as mudanças ocorridas ao longo dos anos.

    A investigação ajudou a mostrar que os impactos das chuvas não são explicados por um único fator. Os alunos perceberam relações entre ocupação urbana, relevo, proximidade dos rios, infraestrutura, condições econômicas e desmatamento.

    “Eles começaram a perceber que eram áreas que estavam mais próximas dos rios, mas que, ao longo desses anos, foram ocupando espaços muito próximos”, conta a professora.

    Aprender para entender o mundo

    A proposta é fazer com que o conhecimento ultrapasse a sala de aula. Para Kalinka, quando o estudante consegue relacionar sua vivência ao conhecimento científico, aquilo passa a ter significado. “É um conhecimento e um aprendizado cheio de significado, cheio de sentido, que leva em conta a minha vivência, as minhas experiências”, resume.

    Nesse processo, a curiosidade tem papel importante. Uma pergunta sobre a chuva, a energia ou o bairro onde o estudante mora pode abrir caminho para conceitos de Geografia, Ciências, meio ambiente e até questões sociais e econômicas.

    Mais do que decorar informações sobre mudanças climáticas, a ideia é aprender a observar, questionar e entender o que acontece ao redor.

    Ser Goiás na TV

    O Ser Goiás na TV é um programa educativo diário produzido pela Fundação Sagres, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO), que amplia a experiência da sala de aula por meio da televisão ao integrar comunicação e educação. 

    O programa aborda o reforço escolar, a recomposição das aprendizagens e os desafios contemporâneos da educação básica, oferecendo conteúdo construtivo, instrucional e orientador para estudantes, famílias e comunidade, com entrevistas, videoaulas e diretrizes pedagógicas alinhadas às políticas educacionais, em consonância com o ODS 4 – Educação de Qualidade, da Organização das Nações Unidas, reafirmando o compromisso com uma aprendizagem inclusiva, equitativa e transformadora. 

    Todos os dias, uma edição inédita, a partir das 14h, na Demà Sagres TV.

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    Fonte: Sagres Online

    Marielle SouzaJornalista
  • Transição energética: alunos discutem mudanças e desafios para o futuro

    A transição energética propõe a substituição gradual de fontes poluentes, como petróleo, carvão e gás natural, por alternativas mais limpas e renováveis, como energia solar, eólica e hidrelétrica. O tema já faz parte do cotidiano e levanta debates sobre sustentabilidade e acesso às novas tecnologias.

    No CEPI Francisco Maria Dantas, em Goiânia, alunos compartilharam percepções sobre os desafios e a importância de uma transição energética mais inclusiva. Os estudantes também destacaram o papel dos jovens na construção de um futuro mais sustentável.

    Confira a reportagem na íntegra

    Ser Goiás na TV

    O Ser Goiás na TV é um programa educativo diário produzido pela Fundação Sagres, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO), que amplia a experiência da sala de aula por meio da televisão ao integrar comunicação e educação. 

    O programa aborda o reforço escolar, a recomposição das aprendizagens e os desafios contemporâneos da educação básica, oferecendo conteúdo construtivo, instrucional e orientador para estudantes, famílias e comunidade, com entrevistas, videoaulas e diretrizes pedagógicas alinhadas às políticas educacionais, em consonância com o ODS 4 – Educação de Qualidade, da Organização das Nações Unidas, reafirmando o compromisso com uma aprendizagem inclusiva, equitativa e transformadora. 

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    Marielle SouzaJornalista
  • Prefeitura de Aparecida instala 70 novas câmeras de vigilância para combater descarte irregular de entulhos

    A Secretaria Municipal de Segurança Pública da Prefeitura de Goiânia instalou 70 novas câmeras de vigilância com inteligência artificial espalhadas por todas as regiões do município.

    Com o objetivo de coibir o descarte clandestino de entulhos e resíduos sólidos em terrenos públicos, o novo sistema já reduziu em 80% as infrações nos pontos monitorados na cidade.

    A resposta da tecnologia foi imediata e a redução foi registrada já nos primeiros 20 dias de operação dos equipamentos nas áreas que passaram a ser vigiadas em tempo real. A prática de descarte irregular de resíduos e entulhos configura crime ambiental e pode resultar em prisão para os infratores.

    Cercamento tecnológico nas áreas críticas

    O mapeamento dos equipamentos foi realizado de forma estratégica em locais onde o acúmulo de sujeira era recorrente. A vigilância já está ativa em pontos críticos, como trechos da Rua Independência (Jardim Imperial), da Avenida Aruanã (Jardim Helvécia) e da Rua 12 (Jardim Tiradentes).

    O cronograma de instalação abrange ainda bairros como Jardim dos Ipês, Vila Alzira, Jardim Dom Bosco e Buriti Sereno.

    Sobre a nova estratégia, o prefeito Leandro Vilela ressaltou o compromisso com a ordem urbana. “Nós seguimos combatendo com firmeza o descarte irregular de lixo e entulho, e agora contando com a tecnologia para nos ajudar a chegar aos infratores.

    Aparecida merece estar sempre limpa, bem cuidada, conservada e bem apresentável; e quem insiste em sujar a cidade e maltratar o bem público enfrentará as consequências previstas na lei”.

    Monitoramento integrado e alerta imediato

    A ação não se resume à instalação de equipamentos, e faz parte de uma força-tarefa integrada que reúne gestores e equipes técnicas das secretarias de Segurança Pública, de Desenvolvimento Urbano, de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semma), além da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Secretaria Executiva de Mobilidade e Trânsito (SMTA).

    O secretário municipal de Segurança Pública, coronel Éder Fernandes, detalhou que as câmeras enviam dados contínuos para o Centro de Inteligência Tecnológica (CIT). Ao reconhecerem qualquer comportamento atípico no perímetro, os algoritmos de IA geram alertas instantâneos para os agentes da GCM em plantão no videomonitoramento.

    O coronel reforçou o objetivo da gestão. “Isso é resultado do esforço que tem sido feito pela gestão do prefeito Vilela para difundir em Aparecida a cultura de tolerância zero com a sujeira, a desorganização, a perturbação do sossego e qualquer conduta criminosa.

    Estamos juntos, somando esforços também com as forças policiais do Estado, para assegurar aos aparecidenses uma boa qualidade de vida”.

    Descarte regular e canais de denúncia

    Como alternativa adequada para o descarte de materiais, a população conta com o Ponto de Coleta de Resíduos do Goiânia Park Sul, inaugurado este ano pela gestão municipal. Localizado na Rua 28 de Julho, o espaço funciona diariamente (inclusive aos sábados e domingos), das 7h às 19h.

    No local, qualquer cidadão pode depositar gratuitamente pequenos volumes de entulho, restos de poda (galhadas), pneus, móveis velhos, vidros e recicláveis.

    Caso a comunidade presencie flagrantes de descarte clandestino em outras regiões da cidade, as denúncias podem ser feitas diretamente à Semma pelo WhatsApp (62) 98459-1661 ou à Guarda Civil Municipal pelo telefone 153.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Conselho Monetário eleva limite de crédito de Estados e Municípios para R$ 28,625 bilhões em 2026

    Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a ampliação do teto de financiamentos voltado aos estados, ao Distrito Federal e às prefeituras para o ano de 2026.

    Com o acréscimo de R$ 2 bilhões, o limite global anual autorizado para a contratação de empréstimos pelos entes subnacionais subiu de R$ 26,625 bilhões para R$ 28,625 bilhões.

    A medida cria mais margem para que os gestores estaduais e municipais contratem operações de crédito destinadas a obras e projetos de investimento, mantendo o cumprimento das regras fiscais estabelecidas. Os financiamentos podem ser firmados com ou sem a garantia da União.

    Remanejamento sem impacto fiscal federal

    A elevação do limite não acarretará novas despesas para os cofres da União. A folga orçamentária foi obtida a partir de um levantamento realizado pela Secretaria do Tesouro Nacional junto a governos vinculados a programas de ajuste fiscal.

    O mapeamento identificou R$ 7,87 bilhões em espaço fiscal que não apresentavam previsão de utilização até o encerramento de 2026. Desse montante, R$ 3 bilhões já haviam sido redirecionados em momento anterior e R$ 4,87 bilhões permaneciam livres.

    O conselho optou por alocar R$ 2 bilhões desse saldo disponível para atender às demandas de crédito, uma vez que os tetos vigentes estavam próximos da saturação.

    Ajustes nos sublimites de contratação

    A deliberação alterou duas modalidades específicas de sublimites. Com garantia da União, a margem foi ampliada de R$ 7 bilhões para R$ 8,5 bilhões.

    Essa garantia significa que a administração federal assume os pagamentos caso o ente devedor falhe em honrar a dívida, o que reduz o risco do financiamento e facilita a obtenção de condições mais vantajosas.

    Já na modalidade sem garantia da União, o teto passou de R$ 6 bilhões para R$ 6,5 bilhões. Somadas, as duas modalidades alcançam R$ 15 bilhões em margem de financiamento para os governos locais.

    O CMN optou por preservar os valores dos demais sublimites já fixados: Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com R$ 2,8 bilhões (com garantia) e R$ 2,2 bilhões (sem garantia); Correios, com R$ 8 bilhões; órgãos e entidades da União: R$ 625 milhões.

    Sobre o CMN

    O Conselho Monetário Nacional é a entidade responsável por estabelecer as diretrizes centrais das políticas monetária, creditícia e cambial do país.

    Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o órgão colegiado é composto também pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. A resolução com os novos limites passa a valer na data de sua publicação.

    Com informações da Agência Brasil*

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Defesa de Vorcaro pede que Fachin filtre dados de celular e não divulgue informações íntimas

    Brasília – A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que filtre o material apreendido pela Polícia Federal (PF) no celular do banqueiro antes de torná-lo público.

    No documento, protocolado na noite de sábado, 12, os advogados Sérgio Leonardo e Engels Muniz mencionam o vazamento de mensagens íntimas de Vorcaro com sua então namorada, Martha Graeff, como justificativa para o pedido.

    “A experiência demonstra que o risco de exposição indevida não é meramente hipotético e recomenda que a abertura dos autos seja implementada de modo a conciliar a publicidade processual com a preservação de direitos fundamentais tutelados pela Constituição Federal”, afirmam.

    Entre os conteúdos que a defesa quer preservar estão imagens e informações sobre familiares, especialmente os filhos de Vorcaro, além de conversas e documentos protegidos pelo sigilo profissional, inclusive comunicações com seus advogados.

    A defesa argumenta que a publicidade processual não pode resultar na exposição de informações privadas sem interesse investigativo.

    O pedido foi feito após Fachin assumir a relatoria do julgamento sobre as conversas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes, marcado para terça-feira, 15. O presidente do STF também determinou que a PF informasse quem mantém a custódia do celular do banqueiro e qual o estado do material extraído do aparelho.

    Isso porque, na sexta-feira, 11, os ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso à cópia integral dos dados para embasar a análise do caso.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Metronização de ônibus será ampliada e chega à Avenida T-7 em Goiânia

    A Redação

    Goiânia – A metronização dos ônibus será ampliada para vias que não fazem parte do sistema BRT de Goiânia.

    A Avenida T-7 será a primeira a receber a tecnologia, que utiliza inteligência artificial, sincronização de semáforos e comunicação em tempo real para melhorar a circulação dos veículos, reduzir o número de paradas e diminuir o tempo de viagem dos usuários do transporte coletivo.

    A expansão foi confirmada pelo prefeito Sandro Mabel na sexta-feira (11/9), durante a entrega da metronização completa do BRT Norte-Sul. O sistema já está em funcionamento nos dois principais corredores de transporte coletivo da cidade e aumentou em 31% a velocidade média dos ônibus e reduziu o tempo de percurso entre 15 e 20 minutos.

    “Agora, vamos metronizar os corredores de ônibus normais, fora do BRT, a começar pelo da Avenida T-7”, afirmou Sandro Mabel. “Temos certeza de que o sistema vai funcionar muito bem, com o tempo de deslocamento do passageiro tão rápido quanto o de um metrô, mas com custo muito menor”.

    A estratégia faz parte da proposta de reduzir o número de paradas ao longo dos corredores e dar maior fluidez ao transporte coletivo. Para o prefeito, a melhoria do serviço é importante para estimular o uso do ônibus e reduzir a dependência do transporte individual.

    “Estando a população bem atendida por ônibus novos, com ar-condicionado e pontuais, não fará sentido que as pessoas escolham usar seus carros para atravessar a cidade”, afirmou.

    BRT metronizado

    Com a conclusão da metronização do BRT Norte-Sul, Goiânia passa a contar com 31 quilômetros de corredores com prioridade semafórica inteligente. O trecho Norte-Sul transporta cerca de 60 mil passageiros por dia.

    No eixo Leste-Oeste, a velocidade média dos ônibus aumentou 31% após a implantação do sistema. A quantidade média de interrupções nos cruzamentos também caiu de 30 para sete paradas por trajeto.

    A tecnologia permite que os ônibus se comuniquem em tempo real com o sistema de controle, que ajusta a operação dos semáforos para favorecer a passagem do transporte coletivo. Com isso, o ônibus consegue manter um fluxo mais contínuo ao longo do corredor.

    Destaque internacional

    A tecnologia adotada em Goiânia também ganhou reconhecimento fora do país. Em 27 de agosto, representantes da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) estiveram na capital para conhecer o sistema de metronização e o BRT.

    A visita foi realizada no Centro de Controle Operacional (CCO), onde o presidente do conselho de administração da TML, Carlos Humberto de Carvalho, afirmou que pretende levar a experiência de Goiânia para Portugal.

    A metronização também conquistou o Prêmio Plínio Assmann de Boas Práticas, promovido pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), em São Paulo, um dos principais reconhecimentos do setor de mobilidade urbana no país.

    Goiânia também venceu o UITP Awards 2026, considerado um dos principais prêmios internacionais de transporte coletivo. A competição reuniu 300 projetos de diversos países.

    Três iniciativas chegaram à final — Brasil, Austrália e México — e o projeto de Goiânia conquistou o primeiro lugar, tendo a metronização dos corredores de ônibus como um dos principais destaques.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Ipês-brancos embelezam ruas de Goiânia durante estiagem

    Quem circula por ruas, praças e parques de Goiânia encontra nesta época do ano os ipês-brancos (Tabebuia roseoalba) em período de floração. A espécie, nativa do Cerrado, costuma florescer entre agosto e outubro, depois da queda das temperaturas registrada nos meses de junho e julho.

    Segundo a engenheira agrônoma da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Jarina Padial, a combinação entre as temperaturas mais baixas e o período de seca contribui para desencadear a floração.

    Antes de florescer, o ipê-branco perde as folhas. O processo, chamado caducifolia, é uma adaptação da árvore ao período de estiagem. Ao reduzir a perda de água, a planta consegue concentrar energia na produção das flores.

    Florada rápida

    A beleza dos ipês-brancos também dura pouco. A floração pode permanecer por até cinco dias, mas o auge da florada ocorre por aproximadamente dois dias.

    O período pode variar de acordo com a intensidade da floração e as condições climáticas. Ventos fortes, por exemplo, aceleram a queda das flores e podem encurtar o tempo em que a árvore permanece florida.

    Arborização urbana

    Segundo a Prefeitura de Goiânia, além de contribuir para a paisagem da cidade, o ipê-branco apresenta características que favorecem seu uso na arborização urbana. De menor porte e com raízes profundas, a espécie pode ser utilizada em parques, praças e canteiros centrais com menor risco de conflitos com calçadas e tubulações.

    A árvore também desempenha papel na biodiversidade urbana. Suas flores servem de alimento para espécies polinizadoras, enquanto a estrutura da árvore oferece abrigo para diferentes animais.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Acidente com Césio-137 completa 39 anos; relembre os principais fatos do caso que marcou o mundo

    Em 1987, a abertura de uma cápsula de radioterapia abandonada provocou o maior acidente radiológico do Brasil. O episódio matou quatro pessoas, contaminou centenas e levou milhares de moradores a serem monitorados. Quase quatro décadas depois, o caso continua sendo referência internacional em emergências envolvendo material radioativo.

    Relembre o caso

    O acidente começou em 13 de setembro de 1987, quando dois catadores de materiais recicláveis encontraram um aparelho de radioterapia abandonado nas antigas instalações do Instituto Goiano de Radioterapia, situado no Setor Aeroporto, em Goiânia.

    O equipamento foi levado para a casa de um deles, no Setor Central, onde a cápsula contendo cloreto de césio-137 foi aberta.

    O material radioativo emitia uma luz azulada, que despertou a curiosidade de moradores. Sem saber do perigo, familiares, vizinhos e outras pessoas tiveram contato com o pó radioativo, que foi manipulado, transportado e espalhado por diferentes locais da cidade.

    A contaminação só foi identificada depois que pessoas que tiveram contato com a substância começaram a apresentar sintomas. Foi então que a esposa do dono do ferro-velho onde a cápsula foi aberta, por nome Maria Gabriela Ferreira, percebeu que o material poderia estar relacionado às doenças. 

    Desconfiada, ela colocou a cápsula de chumbo contendo o Césio-137 dentro de uma sacola plástica e viajou de ônibus até a sede da Vigilância Sanitária de Goiânia. Pouco depois, o caso foi comunicado às autoridades, dando início a uma operação emergencial de grandes proporções.

    O acidente provocou a morte de quatro pessoas diretamente afetadas pela radiação: Leide das Neves Ferreira, de 6 anos, Maria Gabriela Ferreira, Israel Baptista dos Santos e Admilson Alves de Souza. 

    No entanto, outras centenas de pessoas foram contaminadas pela substância. Segundo registros, cerca de 112 mil pessoas foram monitoradas durante o período. Destas, 249 apresentaram algum grau de contaminação radioativa. 

    A operação também resultou na identificação de áreas contaminadas e na remoção de toneladas de materiais e rejeitos radioativos. O material foi levado para um depósito em Abadia de Goiás, onde deverão permanecer lacrados e monitorados por cerca de mais de 260 anos.

    Referência internacional

    A resposta ao acidente mobilizou profissionais de saúde, técnicos, equipes de defesa civil, pesquisadores e especialistas do país. A experiência, porém, passou a integrar estudos e treinamentos sobre emergências radiológicas em todo o mundo. 

    A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) publicou um relatório histórico detalhando o acidente, a resposta das autoridades, os efeitos da exposição e as medidas adotadas para controlar a contaminação. O documento, por nome The Radiological Accident in Goiânia , é uma das principais referências internacionais sobre o episódio.

    Série na Netflix

    O caso voltou a ganhar destaque em 2026 com o lançamento da série documental O Enigma do Césio 137, na Netflix. A produção recupera os acontecimentos da época, apresenta relatos relacionados ao acidente e aborda os impactos humanos e sociais da contaminação radioativa.

    O sucesso da produção reacendeu o interesse do público pela história de Goiânia e trouxe novamente ao debate os riscos do abandono de equipamentos radiológicos, a importância do controle de fontes radioativas e as consequências de uma emergência radiológica.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Pedestres relatam transtornos com obra da nova sede do TCM-GO em antigo prédio da Assembleia Legislativa

    Pedestres relatam transtornos com obra da nova sede do TCM-GO em antigo prédio da Assembleia Legislativa

    Samuel Straioto

    Goiânia – Moradores do Setor Oeste e frequentadores da região do Bosque dos Buritis, em Goiânia, relatam dificuldade para caminhar com segurança nas proximidades da obra da nova sede do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO), erguida no prédio da antiga Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

    Até recentemente, o principal problema apontado era o acúmulo de entulho e sujeira nas calçadas do entorno — cenário que mudou depois que a reportagem procurou o TCM e a Prefeitura de Goiânia para questionar sobre o andamento da obra e a situação do local.

    O Palácio Alfredo Nasser, antiga sede da Alego, foi incorporado ao patrimônio da Corte em 2023, por meio de doação aprovada pela própria Assembleia, com o objetivo de concentrar as atividades do órgão em uma estrutura mais ampla e adequada às suas demandas administrativas e operacionais.

    O edifício está em reformas desde 2024 para receber a nova sede do Tribunal.

    O local tem área total de 12.486,22 metros quadrados, com área construída de 8.381,27 metros quadrados, em pleno Bosque dos Buritis.

    Apesar da limpeza, pedestres seguem tendo que caminhar pela rua em determinados trechos, já que a fita zebrada e os cones de sinalização hoje instalados no local não isolam adequadamente a passagem de quem circula pela região.

    Reforma do Palácio Alfredo Nasser foi iniciada em 2024 e será nova sede do TCM-GO. Foto: Sabrina Schreiner/ Jornal A Redação.

    O que dizem os moradores?

    Para quem passa pela região diariamente, o entulho acumulado nos últimos meses tornou o trajeto mais difícil, sobretudo para idosos e pessoas com mobilidade reduzida. É o caso da cuidadora Leia Carneiro de Souza, que atua na região: “Estava muito ruim aqui para andar.

    Atrapalha demais, inclusive para idosos”, disse, confirmando que o cenário melhorou após a limpeza recente: “Deram uma limpada aqui, está bem mais limpo, bem melhor para andar”, completou.

    Leia Carneiro é cuidadora de idosos e diariamente circular pelo local. Foto: Sabrina Schreiner/ Jornal A Redação.

    A empresária Sabrina Fischer-Volt, que não mora em Goiânia, mas costuma visitar a família que mora na capital, relatou dificuldade em transitar pelo local com um carrinho de bebê. “Todas as vezes que a gente vem aqui, sempre era muita sujeira. Passar com o carrinho por essa parte aqui sempre foi um transtorno”, afirmou.

    Segundo ela, a ausência de sinalização adequada obriga pedestres a caminhar próximo a veículos estacionados: “Se esses carros que estão aqui não tivessem estacionados, para a gente conseguir atravessar mais próximo da calçada, com uma boa sinalização, seria muito melhor do que ter que passar no meio da estrada, colocando a gente em perigo”.

    Sabrina Fischer passeia com bebê em meio aos entulhos da obra na calçada. Foto: Sabrina Schreiner/ Jornal A Redação.

    A dona de casa Camila de Assis, que tem deficiência física e mobilidade reduzida, apontou a ausência de rebaixamento de calçada como uma falha estrutural do canteiro de obras. “Tinha que ter uma passagem, inclusive daquelas rebaixadas para deficiente, porque eu sou deficiente.

    Está tudo esburacado e não tem nenhuma sinalização mostrando que está tendo a obra ali”, disse.

    Questionada sobre o que poderia melhorar a segurança do trajeto, mesmo diante do caráter provisório do transtorno, ela defendeu a instalação de um corredor isolado para pedestres: “Tinha que ter um corredor, um cordão de isolamento, que chegasse até aqui”, declarou Camila.

    Camila tem mobilidade reduzida e relata a reportagem as dificuldades de caminhar pelo local. Foto: Sabrina Schreiner/ Jornal A Redação.

    Nem todos os moradores relatam o mesmo grau de incômodo. O aposentado Jânio Silva Alencar, morador da região há 13 anos, avalia que o transtorno da obra é proporcional ao benefício esperado.

    “O transtorno de toda obra existe, mas o objetivo dela, que é a melhoria, transpõe isso”, afirma. Para ele, o andamento das obras não chegou a atrapalhar sua rotina de caminhada pela região: “A gente desvia aqui, desvia ali, e a obra está saindo num tempo até rápido”.

    Alencar também elogiou o respeito da construção com a vizinhança e citou como referência outra intervenção recente na capital: “é igual aquela obra da Avenida Goiás, que fizeram todas as calçadas lá retinha, para a gente caminhar é uma beleza”.

    Jânio é morador da região há 13 anos e vê com otimismo a reforma no local. Foto: Sabrina Schreiner/ Jornal A Redação.

    TCM

    Procurado por meio da assessoria de imprensa, o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) informou que a calçada está sendo reformada para atender às normas urbanísticas e de acessibilidade, com a instalação obrigatória de piso tátil — o que pode gerar transtornos pontuais durante a execução.

    Segundo o órgão, toda a intervenção está sendo feita dentro da área de responsabilidade do Tribunal.

    Já a praça em frente ao prédio está sendo reformada em parceria com a Prefeitura, com a instalação de bancos para uso dos moradores da região. De acordo com o TCM, eventuais contratempos — como entulho ou interdições provisórias — fazem parte do processo de obra e serão superados com a entrega da nova estrutura.

    Sobre a antiga estrutura do prédio, o Tribunal afirmou que a reforma inclui adequações no número de gabinetes, hoje dimensionados para atender à diferença entre a quantidade de deputados e de conselheiros. As obras de arte do artista Luís Olinto, existentes no local, também estão sendo restauradas.

    Segundo o órgão, algumas áreas do edifício exigem intervenção mais aprofundada, e, por isso, estão sendo realizados reparos no telhado e revisões nas redes elétrica e hidráulica.

    O TCM afirmou ainda que não há intervenções previstas na área do bosque do entorno, em respeito às exigências ambientais e com atenção aos moradores vizinhos e aos transeuntes que utilizam o espaço.

    Entulho deixado durante a realização das obra na calçada externa do TCM-GO. Foto: Sabrina Schreiner/ Jornal A Redação.

    SEFIC

    A Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic) informou, por meio de nota, que não recebeu nenhuma denúncia ou reclamação relacionada às obras da nova sede do TCM, incluindo alterações de calçadas ou intervenções na área mencionada.

    A Sefic argumentou que a empresa responsável possui as autorizações necessárias para a execução das intervenções previstas no projeto, que devem observar as normas e a legislação urbanística e ambiental vigentes.

    Caso sejam apresentadas denúncias ou identificadas eventuais irregularidades, a pasta poderá realizar a apuração e adotar as medidas cabíveis, dentro de suas competências.

    Entrada pelos fundos da antiga Alego também está passando por obras e pedestres caminham pela rua.  Foto: Sabrina Schreiner/ Jornal A Redação.

    AMMA

    A reportagem também procurou a Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA) para entender se a obra realizada na área da antiga Alego, ao lado do Bosque dos Buritis, poderia ter algum impacto sobre a unidade de conservação.

    Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o tema é de competência da Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic), que passou a responder, desde 2024, pela fiscalização da arborização urbana, das unidades de conservação e das áreas verdes da capital, conforme a Lei Complementar Municipal nº 335.

    A mesma legislação, no entanto, mantém entre as atribuições da AMMA a gestão, a preservação, a recuperação e a supervisão dessas áreas, além do monitoramento relacionado à conservação dos recursos naturais.

    O Bosque dos Buritis é uma Unidade de Conservação Ambiental e é considerado o mais antigo patrimônio paisagístico da capital, além de ser lindeiro ao Palácio Alfredo Nasser. A área foi prevista no planejamento original da cidade como espaço destinado à preservação ambiental.

    O parque possui aproximadamente 141,5 mil metros quadrados, com árvores, lagos e vegetação rasteira, além de três lagoas artificiais abastecidas pelo córrego Buriti e por canais subterrâneos.

    É justamente sobre esse histórico de ocupação que o morador Jânio Silva Alencar levanta uma ressalva. Segundo ele, a própria antiga sede da Alego já ocupava uma área ambientalmente sensível antes da chegada do TCM: “A gente protege tanto áreas de meio ambiente, mas as leis do passado — a Assembleia Legislativa estava dentro da área”.

    Córregos dos Buritis em pequeno trecho após os lagos do Bosque, encurralado pelo prédio da antiga Alego, feira ao fundo e vegetação marginal comprometida. Foto: Sabrina Schreiner/ Jornal A Redação.

    Recomposição vegetal

    Para o morador, o ideal seria que o espaço, uma vez desocupado pelo Legislativo, tivesse sido devolvido à preservação ambiental, em vez de receber uma nova estrutura pública: “A minha sugestão é que, já que tiver desocupado, a obra não existisse mais, transformasse a área em ambiente”.

    Segundo ele, a manutenção de novas construções no local tende a enfraquecer o respeito da população pela área de proteção ambiental, incluindo suas nascentes de água.

    Ao longo da ocupação de Goiânia, a área passou por intervenções que modificaram parte de suas características originais, e a vegetação nativa também foi substituída em alguns trechos por espécies exóticas. Estudos feitos ao longo dos anos indicam que apenas cerca de 10% da vegetação original permanece.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Ipês-brancos florescem e transformam paisagem de Goiânia durante a seca

    Ipês-brancos florescem e transformam paisagem de Goiânia durante a seca

    A Redação

    Goiânia – Quem circula pelas ruas, praças e parques de Goiânia provavelmente encontrou os ipês-brancos (Tabebuia roseoalba) em floração. A espécie é nativa do Cerrado e costuma florescer entre agosto e outubro, período de estiagem que ocorre após a queda de temperatura registrada nos meses de junho e julho.

    De acordo com a engenheira Agrônoma da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Jarina Padial, a redução das temperaturas nos meses que antecedem a florada e também o período de seca são fatores importantes para o florescimento dos ipês.

    Antes de apresentar as flores, a árvore perde as folhas (caducifolia), uma adaptação que reduz a perda de água e permite que a espécie concentre energia na floração.

    A florada do ipê-branco pode durar até cinco dias, mantendo seu máximo de floração por cerca de dois dias. A duração pode variar de acordo com a intensidade da floração e também da força dos ventos que causam a queda das flores.

    Jarina Padial explica que a espécie possui características favoráveis à arborização urbana: “Por ser uma espécie de menor porte e possuir raízes profundas, pode ser utilizada em parques, praças e canteiros centrais com menor possibilidade de conflitos com calçadas e tubulações”, destaca.

    A espécie ainda oferece alimento para espécies polinizadoras e serve de abrigo para diferentes animais.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista