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  • Desfile da Independência altera o trânsito em Goiânia; confira vias interditadas nesta segunda (7)

    Desfile da Independência altera o trânsito em Goiânia; confira vias interditadas nesta segunda (7)

    O tradicional desfile cívico-militar em comemoração ao Dia da Independência do Brasil, celebrado nesta segunda-feira (7), altera o trânsito no Setor Central, em Goiânia. De acordo com a prefeitura, as interdições gerais seguem até às 22h de hoje, para a desmontagem de todo o aparato do evento.

    O desfile acontece na Avenida Tocantins, no entanto, as principais vias do Centro ficarão fechadas até às 14h. São elas:

    • Avenida Anhanguera, entre a Avenida Paranaíba e a Rua 9: interdição total nos dois sentidos, com acesso local;

    • Avenida Tocantins, entre a Avenida Paranaíba e a Praça Cívica: interdição total, com acesso local;

    • Avenida Araguaia, entre a Rua 3 e a Praça Cívica: interdição de duas faixas de circulação;

    • Avenida Goiás, entre a Avenida Paranaíba e a Praça Cívica: interdição parcial, com acesso permitido apenas aos ônibus do BRT e aos moradores;

    • Ruas 1, 2 e 3, entre as avenidas Araguaia e Tocantins: interdição total, com acesso local;

    • Rua 4, entre as avenidas Goiás e Paranaíba: interdição total;

    • Rua 5, entre as avenidas Tocantins e Goiás: interdição total, com acesso permitido apenas aos moradores.

    A orientação é para que os motoristas evitem a região. As interdições começaram no domingo (6), para a montagem da estrutura do evento.

    Os ônibus da Metrobus também terão mudanças no trajeto. Conforme a prefeitura, as linhas serão desviadas para a Avenida Paranaíba.

    Desfile aberto ao público

    O desfile cívico-militar do Dia da Independência é aberto ao público e acontece a partir das 8h desta segunda. O evento também conta com sanitários químicos e pontos de água potável ao longo da área do desfile.

    A programação reúne representantes das forças de segurança estaduais e municipais, das Forças Armadas, intituições civis, autoridades locais, escolas e grupos da sociedade organizada. Além disso, ainda haverá desfile de motociclistas e colecionadores de carros antigos.

    No evento deste ano, o prefeito Sandro Mabel (UB) não participará, por conta de uma viagem. A vice-prefeita Coronel Cláudia Lira (Avante) tem a presença confirmada. Também estará presente o governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB).

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Goiânia conquista visitantes: 98,3% dos turistas recomendam a capital goiana como destino

    Goiânia conquista visitantes: 98,3% dos turistas recomendam a capital goiana como destino

    Uma pesquisa divulgada pela Prefeitura de Goiânia revelou que a capital de Goiás caiu definitivamente no gosto de quem a visita.

    Segundo a primeira etapa da Pesquisa de Demanda Turística de Goiânia, conduzida pela Agência Municipal de Turismo e Eventos (GoiâniaTur), impressionantes 98,33% dos entrevistados afirmaram que recomendariam a cidade como destino. Além disso, 95% qualificaram a sua experiência geral na cidade como boa ou excelente.

    O levantamento mapeou a percepção e o perfil de 354 pessoas abordadas em julho em pontos estratégicos de fluxo, como o Aeroporto Internacional de Goiânia, o Terminal Rodoviário e o Zoológico de Goiânia.

    A pesquisa foi desenvolvida pelo Observatório de Turismo de Goiânia e identificou que 240 dos entrevistados eram turistas efetivos, enquanto o restante se tratava de pessoas em trânsito ou conexão.

    Gastronomia e acolhimento no topo

    O grande destaque da estadia em Goiânia ficou por conta dos sabores locais. A gastronomia recebeu a avaliação mais alta da pesquisa, com nota 4,7. A famosa acolhida goiana também se sobressaiu: a hospitalidade obteve nota 4,6, seguida de perto pela qualidade dos atrativos turísticos (4,5) e a percepção de segurança (4,4).

    Quando o assunto é o que fazer na cidade, o Zoológico de Goiânia lidera a preferência, tendo sido visitado por 46,67% dos participantes. O turismo de consumo também mostra sua força: as compras em shoppings e na famosa Região da 44 atraíram 44,62% dos entrevistados.

    Bares e restaurantes (34,87%) e as tradicionais áreas verdes e parques da capital (28,21%) completam os passeios preferidos.

    Ponto estratégico e perfil econômico

    A localização geográfica privilegiada de Goiânia no Centro-Oeste dita o ritmo das viagens. O estudo revelou que 32,20% das pessoas estavam de passagem pela capital em conexão para outros destinos.

    Entre os que de fato tinham a cidade como parada final, as principais motivações foram visitas a parentes e amigos (22,32%), lazer (13,28%) e negócios (10,73%).

    O ônibus de linha regular foi a escolha de transporte mais comum para chegar ao município (40,68%), seguido pelo carro próprio (30,51%) e pelo avião (23,16%). A maioria dos visitantes (94,07%) é de origem nacional, vindos do interior goiano e de estados como São Paulo, Maranhão, Espírito Santo, Tocantins e Mato Grosso.

    No entanto, a presença estrangeira também foi registrada (5,93%), com maior fluxo de turistas dos Estados Unidos e da Argentina.

    A nível econômico, a permanência predominante para quem pernoitou na cidade variou entre uma e três noites. Em relação ao consumo, mais de 53% relataram gastos diários médios de até R$ 300, enquanto uma parcela expressiva de 16,25% declarou desembolsar mais de R$ 1.000 por dia.

    Visão de futuro e planejamento

    Para Vinícius Gomes, presidente da GoiâniaTur, os resultados dão solidez à atuação do poder público. “Os dados confirmam o enorme potencial de Goiânia tanto para o turismo receptivo quanto como ponto estratégico de conexões”.

    Ele pontua que o levantamento garante a “segurança para planejar melhorias em infraestrutura, eventos e atração de investimentos“.

    Já a coordenadora do Observatório de Turismo, Kiara Karizy, explica que incluir viajantes em conexão no radar foi um passo metodológico essencial pela posição geográfica do município. “Identificar esse perfil é fundamental para compreendermos o fluxo real de quem circula por nossa capital”.

    A coleta de dados realizada em julho representa apenas o primeiro passo de um projeto mais amplo: o Observatório de Turismo de Goiânia prevê realizar 1.500 entrevistas ao longo do ano, divididas em quatro etapas programadas para mapear o impacto da sazonalidade no município.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • “Sou a favor de rediscutir o Pacto Federativo”, defende Gustavo Mendanha sobre emendas impositivas

    “Sou a favor de rediscutir o Pacto Federativo”, defende Gustavo Mendanha sobre emendas impositivas

    O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia e candidato ao Senado Federal, Gustavo Mendanha (PRD), defendeu a rediscussão do Pacto Federativo.

    Em entrevista ao quadro Manhã Bandeirantes & Opinião em Debate, na Rádio Bandeirantes, nesta segunda-feira (7), o candidato afirmou que é a favor de aumentar o repasse de recursos aos municípios e reduzir o valor das emendas impositivas.

    Questionado pelos jornalistas Altair Tavares e Vassil Oliveira, Mendanha criticou o modelo atual, em que os municípios dependem de emendas para acessar recursos básicos. Segundo ele, o Executivo Municipal deveria ter mais autonomia para definir prioridades.

    “Sou a favor de rediscutir o Pacto Federativo. Acho que nós teríamos que aumentar o repasse para os municípios e reduzir o valor das emendas.

    Quando prefeito de Aparecida, o que mais me machucava enquanto prefeito, não pelas pessoas me procurarem, mas por não conseguir atender dentro daquilo que seria algo normal. Seria muito importante para o Brasil se os prefeitos, se os líderes não precisassem estar em Brasília todos os dias pedindo recursos.

    Eu acho que isso deveria ser o natural”, defendeu Gustavo Mendanha.

    A opinião do ex-prefeito converge com a proposta do candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD), que propõe cortar R$ 100 bilhões no Orçamento, sendo que metade (R$ 50 bilhões) viria diretamente das emendas impositivas. “Sou a favor, sim, de reduzir o valor das emendas para que o recurso chegue nos municípios.

    Claro, com transparência, com tudo aquilo que os órgãos de controle têm para poder fiscalizar”, destacou o candidato ao Senado.

    E justificou o posicionamento: “Quem, de fato, governa, quem executa, é o Poder Executivo. E, muitas das vezes, o Legislativo apresenta propostas que não estão dentro daquilo que você entende que tem que ser realizado.

    Quem tem que, de fato, saber aquilo que é importante é o prefeito, os vereadores, e quem mora na cidade. Cada cidade tem a sua realidade”, ressaltou.

    Mendanha deixou claro que não é contra as emendas, mas acredita que deve haver um parâmetro para indicação dos repasses. “Daqui a pouco vamos ter que avançar para um parlamentarismo.

    Daqui a pouco você não vai ter mais recurso para o presidente ou para o governador governar. E aí você não tem mais um sistema que está sadio e equilibrado.

    Eu não sou contra a emenda, mas eu acho que nós temos que ter parâmetro.E, principalmente, eu acho que nós temos que atender aquilo que é prioridade, necessidade, carência de cada cidade, de cada região”, pontuou.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Sono também é estudo: dormir bem ajuda na atenção e no rendimento

    Sono também é estudo: dormir bem ajuda na atenção e no rendimento

    Uma boa noite de sono pode fazer diferença na sala de aula, durante os estudos e até na hora de realizar uma prova. O descanso adequado está diretamente relacionado à atenção, ao humor e ao funcionamento do cérebro.

    Por outro lado, noites mal dormidas podem comprometer o rendimento dos estudantes e, em alguns casos, levar ao uso de medicamentos sem acompanhamento médico.

    Em entrevista ao Ser Goiás na TV, o médico psiquiatra Alexandre Afonso explicou por que o sono deve ser tratado como uma questão de saúde e também de qualidade de vida.

    “O sono, ele é primordial para as faculdades mentais desse indivíduo, desse ser humano”, afirma o especialista.

    Sono e aprendizagem

    Durante o sono, o cérebro continua realizando processos importantes para o funcionamento do organismo. Segundo Alexandre, o período de descanso permite uma espécie de reorganização necessária para que a pessoa esteja preparada para o dia seguinte.

    “A gente brinca que, na verdade, no sono você dorme, mas o seu cérebro em si, ele trabalha mais”, explica.

    A privação de sono pode provocar alterações no humor e prejudicar a atenção. Para quem está estudando, os efeitos podem ser percebidos diretamente no desempenho.

    “O dia que vocês conseguem dormir bem é uma prova que vocês conseguem fazer, é um rendimento melhor, é uma atenção melhor que você tem”, destaca o psiquiatra.

    O tema ganha ainda mais importância entre estudantes que mantêm uma rotina intensa de estudos e precisam conciliar escola, atividades e preparação para avaliações. Nesse contexto, o sono deixa de ser apenas um momento de descanso e passa a fazer parte da própria rotina de aprendizagem.

    Quando o sono vira um problema de saúde

    Segundo Alexandre, a insônia pode estar relacionada a diferentes condições de saúde. O especialista afirma que ansiedade e outras comorbidades podem aparecer associadas às dificuldades para dormir.

    Ele também chama atenção para hábitos cotidianos que podem prejudicar o sono, como o consumo frequente de café e bebidas energéticas.

    “A utilização de café, por exemplo, de maneira crônica, estimulantes energéticos, isso tudo provoca também […] um fator para a gente poder discutir também a questão da piora desse sono”, explica.

    Para o médico, a busca por uma noite de sono perfeita também pode acabar aumentando a ansiedade das pessoas.

    “A gente vê de forma global que os pacientes, eles têm ficado mais ansiosos, inclusive, por esse momento de sono, né? A perfeição do sono”, afirma.

    Medicamento exige acompanhamento

    Outro ponto abordado na entrevista foi o crescimento do uso de medicamentos para dormir sem acompanhamento profissional. Alexandre explica que a escolha de uma medicação precisa levar em consideração as características de cada paciente.

    “É importante esclarecer não só a questão do remédio em si, mas toda a história clínica desse paciente”, destaca.

    De acordo com o psiquiatra, idade, características individuais, comorbidades e outros fatores precisam ser avaliados antes da indicação de um medicamento.

    “A molécula, ela vai agir em vários sistemas, não só naquele específico, naquele objetivo específico”, explica.

    Por isso, o tratamento para dificuldades relacionadas ao sono não deve se resumir ao uso de medicamentos.

    Hábitos também fazem parte do tratamento

    Alexandre destaca a chamada higiene do sono, conjunto de hábitos que ajuda a preparar o organismo para o momento de descanso.

    Entre as condições citadas pelo especialista estão manter o quarto escuro, reduzir a exposição à luz e criar uma rotina que ajude o organismo a reconhecer a proximidade do horário de dormir.

    “A gente não tem que depender só da questão da medicação. O paciente, ele tem que entrar também com os seus hábitos”, afirma.

    Para o médico, a regularidade é fundamental para que o organismo estabeleça uma rotina.

    “Isso é muito importante para a autorregulação, é muito importante para a gente poder trazer isso como uma forma de hábito mesmo para o seu organismo, dizer: olha, daqui a uma horinha eu vou dormir”, explica.

    Sono também é saúde pública

    Além da relação com aprendizagem e desempenho escolar, o especialista defende que o sono seja compreendido como uma questão de saúde pública. Segundo ele, manter uma rotina adequada de descanso ao longo da vida está relacionado à prevenção de doenças.

    “O fato de você dormir já previne doenças cardiovasculares, melhora a questão do envelhecimento precoce, fatores inflamatórios”, afirma.

    O psiquiatra também destaca a importância de manter o ciclo circadiano regulado, com hábitos que ajudem o organismo a diferenciar os períodos de atividade e descanso.

    No caso dos estudantes, a mensagem é direta: cuidar do sono também é cuidar da capacidade de aprender, manter a atenção e ter um melhor desempenho nas atividades escolares.

    Ser Goiás na TV

    O Ser Goiás na TV é um programa educativo diário produzido pela Fundação Sagres, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO), que amplia a experiência da sala de aula por meio da televisão ao integrar comunicação e educação. 

    O programa aborda o reforço escolar, a recomposição das aprendizagens e os desafios contemporâneos da educação básica, oferecendo conteúdo construtivo, instrucional e orientador para estudantes, famílias e comunidade, com entrevistas, videoaulas e diretrizes pedagógicas alinhadas às políticas educacionais, em consonância com o ODS 4 – Educação de Qualidade, da Organização das Nações Unidas, reafirmando o compromisso com uma aprendizagem inclusiva, equitativa e transformadora. 

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    Marielle SouzaJornalista
  • Saiba como denunciar irregularidades nas Eleições 2026

    Saiba como denunciar irregularidades nas Eleições 2026

    A Redação

    Goiânia – Uma nova forma de contribuir para a transparência do processo eleitoral está ao alcance das eleitoras e dos eleitores, que podem comunicar possíveis infrações e acompanhar diferentes etapas da disputa. A fiscalização das eleições não é responsabilidade exclusiva da Justiça Eleitoral.

    Denuncie pelo aplicativo Pardal

    Uma das principais ferramentas disponíveis é o Pardal, aplicativo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) destinado ao recebimento de denúncias sobre compra de votos, uso indevido da máquina pública, crimes eleitorais e propaganda irregular.

    O aplicativo está disponível nas lojas virtuais Google Play e App Store e prevê a proteção dos dados de quem faz a denúncia.

    Comunicação de irregularidades

    A legislação eleitoral permite que qualquer pessoa comunique às autoridades competentes fatos que possam comprometer a liberdade do voto, a igualdade entre candidatas e candidatos ou o cumprimento das normas eleitorais.

    A denúncia pode ser encaminhada à autoridade policial, ao Ministério Público Eleitoral (MPE), à Corregedoria-Geral Eleitoral, à Corregedoria Regional Eleitoral ou ao juízo eleitoral.

    Também é possível reunir provas dos fatos que se pretende apresentar, desde que sejam respeitadas as limitações previstas na Constituição Federal e na legislação. No dia da votação, a pessoa que estiver apta a votar poderá questionar, verbalmente ou por escrito, a identidade de outra que se apresente para votar.

    Casos de inelegibilidade

    Possíveis situações de inelegibilidade também podem ser levadas à Justiça Eleitoral. Cidadãs e cidadãos no pleno exercício dos direitos políticos podem apresentar notícia de inelegibilidade contra uma candidatura.

    O procedimento deve ser realizado perante o juízo eleitoral competente, por meio de pedido fundamentado, apresentado em duas vias, no prazo de cinco dias a partir da publicação do edital relativo ao pedido de registro da candidatura. Uma via é juntada ao processo de registro, e a outra é encaminhada ao MPE.

    Prestação de contas

    Outro mecanismo de participação popular está relacionado à prestação de contas eleitorais. Qualquer pessoa interessada pode consultar os processos e obter cópias de peças e documentos, respeitados os casos de sigilo previstos em lei.

    Quem solicita o material responde pelos custos de reprodução e pela utilização das informações. A legislação também prevê prazo para que cidadãos apresentem eventual contestação.

    Nesse caso, o prazo é de três dias, contados da entrega da prestação de contas.

    Teste de integridade das urnas

    No dia da votação, os tribunais regionais eleitorais (TREs) realizam, por amostragem, auditorias nas urnas eletrônicas de cada unidade da Federação.

    Entre os principais procedimentos, está o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, realizado em ambiente controlado, em local público e com expressiva circulação de pessoas, definido pelo respectivo TRE. O teste ocorre no mesmo dia e horário da votação oficial, nos dois turnos.

    Locais divulgados antes das eleições

    Os TREs devem informar, por meio de edital e de seus respectivos sites, os locais onde serão realizadas as auditorias de funcionamento das urnas eletrônicas. A divulgação deve ocorrer até 20 dias antes das eleições.

    No mesmo prazo, as comissões de auditoria da votação eletrônica de cada TRE comunicam aos partidos políticos o horário e o local em que será realizada a escolha ou o sorteio das seções eleitorais cujas urnas serão submetidas à auditoria.

    Teste com biometria

    Desde 2024, eleitoras e eleitores voluntários podem participar do procedimento utilizando a própria biometria. Após votar, a pessoa é convidada a colaborar com o teste em um local de votação designado ou em espaço próximo, seguindo os procedimentos previstos para o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas.

    Auditoria aberta ao público

    Os locais onde são realizados os testes e as auditorias são públicos e podem ser acompanhados por pessoas interessadas. Há, entretanto, regras de circulação nas áreas onde ficam instalados os equipamentos e computadores utilizados na auditoria.

    O Teste de Integridade com Biometria tem acesso restrito aos integrantes da comissão de auditoria da votação eletrônica, aos auxiliares designados e às pessoas previamente credenciadas para executar a auditoria. A fiscalização de todas as etapas do processo é assegurada.

    Boletins de Urna

    A transparência também se aplica às auditorias destinadas à verificação dos sistemas responsáveis pela transmissão dos Boletins de Urna e pela entrega de dados, arquivos e relatórios. Esses trabalhos são públicos e podem ser acompanhados por qualquer pessoa interessada.

    Entre 7h e 12h do dia anterior à votação, tanto no 1º quanto no 2º turno, a comissão de auditoria da votação eletrônica realiza, em local e horário previamente divulgados, a definição das seções eleitorais que serão submetidas a essas auditorias.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Comediante Murilo Couto apresenta espetáculo “Novo Show” em Goiânia e Anápolis

    Comediante Murilo Couto apresenta espetáculo “Novo Show” em Goiânia e Anápolis

    A Redação

    Goiânia – Duas cidades goianas recebem, em novembro, o espetáculo “Novo Show”, do comediante Murilo Couto. Em Goiânia, a sessão será realizada no dia 7 de novembro, às 19h, no Teatro Goiânia. Já em Anápolis, a apresentação acontece no dia 8 de novembro, às 18h, no Teatro São Francisco.

    Os ingressos estão disponíveis no Ingresso Digital (https://ingressodigital.com/), com valores entre R$ 35 a R$ 160, de acordo com o setor escolhido na plateia e o tipo de ingresso (inteira, social ou meia).

    Também está disponível a opção de ingresso social, que garante desconto para todos que levarem 1 kg de alimento não perecível, que deverá ser entregue na portaria do evento, junto à validação do ingresso.

    Na nova apresentação, Murilo Couto leva ao palco textos inéditos sobre atualidades, situações do cotidiano e histórias pessoais, mantendo a linguagem característica do stand-up comedy. A proposta vai além de uma apresentação tradicional: o espetáculo também funciona como um laboratório para a construção de um novo especial do comediante.

    Os textos apresentados não são publicados nas redes sociais, o que faz de cada sessão uma experiência diferente para o público. Ideias novas, testes, ajustes e mudanças fazem parte da dinâmica do espetáculo, permitindo que quem estiver na plateia acompanhe, ao vivo, parte do processo de criação do humorista.

    Sobre o artista 

    Com mais de quinze anos de carreira, Murilo Couto se consolidou como um dos nomes mais conhecidos do stand-up comedy brasileiro.

    Natural de Belém (PA), o humorista ganhou projeção nacional ao integrar o elenco do programa “The Noite”, do SBT, e também construiu uma forte presença nas redes sociais, onde reúne milhões de seguidores e compartilha conteúdos de humor, além de trechos de seus trabalhos nos palcos.

    Ao longo da carreira, Murilo passou por diferentes formatos de comédia e levou seus espetáculos para diversas cidades do país, construindo uma relação próxima com o público.

    Seu estilo combina observações sobre situações do cotidiano, experiências pessoais e comentários sobre temas atuais, características que também estão presentes no “Novo Show”. Agora, o humorista leva para os palcos textos inéditos e transforma cada apresentação em parte do processo de criação de seu próximo especial.

     

    SERVIÇO:

    Murilo Couto Novo Show – Goiânia

    Data: 7 de novembro

    Horário: 19h

    Local: Teatro Goiânia (R. 23, 252 – St. Central, Goiânia)

    Ingressos: https://ingressodigital.com/evento/21772/murilo-couto-novo-show

     

    Murilo Couto Novo Show – Anápolis

    Data: 8 de novembro

    Horário: 18h

    Local: Teatro São Francisco (Av. Pinheiro Chagas, 405-521 – Jundiaí, Anápolis)

    Ingressos: https://ingressodigital.com/evento/21766/murilo-couto-novo-show

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Vestibular 2027/1 da UEG segue com inscrições abertas até dia 21 de setembro

    Vestibular 2027/1 da UEG segue com inscrições abertas até dia 21 de setembro

    A Redação

    Goiânia – A Universidade Estadual de Goiás (UEG) está com inscrições abertas para o Vestibular 2027/1, que oferece 4,3 mil vagas em 35 cursos, distribuídos por unidades da instituição em 32 cidades goianas. As inscrições podem ser feitas até 21 de setembro, exclusivamente pelo site www.vestibular.ueg.br. A taxa é de R$ 50.

    O processo seletivo será realizado em fase única, com aplicação de prova objetiva e redação, no dia 18 de outubro, em todas as cidades onde são ofertados os cursos. Os locais de prova serão divulgados previamente no site do processo seletivo.

    Candidatos que necessitarem de atendimento especializado para a realização das provas devem solicitar o recurso no momento da inscrição.

    Os candidatos poderão optar pelo sistema universal ou pelo sistema de cotas. Há reserva de vagas para estudantes oriundos da rede pública, pessoas negras (pretas e pardas), indígenas e pessoas com deficiência.

    Todos os candidatos concorrem inicialmente pela ampla concorrência. Aqueles que optarem pelo sistema de cotas e não forem classificados nessa modalidade passam a disputar as vagas reservadas, conforme os critérios estabelecidos no edital.

    Cursos

    As vagas são distribuídas entre os cursos de Administração, Agroecologia, Agroindústria, Agronomia, Arquitetura e Urbanismo, Biomedicina, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Cinema e Audiovisual, Design de Moda, Direito, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Agrícola, Engenharia Civil, Engenharia Florestal, Farmácia, Física, Fisioterapia, Gastronomia, Geografia, História, Letras, Logística, Matemática, Medicina Veterinária, Pedagogia, Psicologia, Química Industrial, Química, Sistemas de Informação, Sistemas para Internet, Turismo e Zootecnia.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Matéria-prima

    Matéria-prima

    Ultimamente, poucas futilidades me surpreenderam, no entanto, duas delas, ganharam minha atenção.

    A primeira foi a recuada, da rainha da bateria da escola de samba Grande Rio, de seu posto, após o desastroso desfile na Sapucaí.

    A segunda, foi o cancelamento pelo controverso John Galliano, à sua própria homenagem, no Met Gala deste ano.

    Decisões, supostamente em benefício próprio, mas que, de certa forma, beneficiaram o público em geral. É como clama a oração: “Livrai-nos de todo mal e de todo sujeito, ruim da cabeça e doente do pé”.

    Haja visto e, como seria bom, se todas as decisões beneficiassem o coletivo de uma maneira assim, tão naturalmente, eficaz. Afinal, o não fazer, o não produzir, o não agir também é uma ação. Manter a pausa, o repouso, o silêncio e o anonimato é considerado um ato virtuoso, pelo menos no estoicismo e em algumas filosofias orientais.

    A infelicidade de fazer, ou produzir futilidades fica maior quando o ato é uma cópia ou sub-cópia barata. Já cantava a canção: “A arte ainda se mostra primeiro” (ORappa), pois ela precede a investigação pelo artista do encoberto, do que não foi dito, não foi feito e não foi percebido antes.

    Renomados artistas foram percursores de obras que os consgraram e que consagraram momentos históricos.

    Nossa região cerradense, composta por um bioma único, precioso e fundamental para o equilíbrio do ecossistema no mundo, teve sua fauna esteticamente explorada pelo artista goiano Siron Franco, que deu vida pictórica às ‘figuras com antas’, na década de 70 e, posteriormente as produziu em fibra de vidro, na escala real, em meados dos anos 80, assim como o emblemático lobo guará, cristalizado num bloco de acrílico, no Setor Sul, décadas seguintes.

    A ironia é que, ao longo dessas décadas, múltiplas alternativas para investigação de recursos, matérias-primas e novas possibilidades de criação manifestaram-se, contudo há ainda uma insistência para permanecer num erro, numa insensatez, numa infeliz decisão em sub-copiar ideias vanguadistas, já superadas, para mascará-las em caridade.

    Inúmeros artistas visualizaram, à frente de seu tempo, coerentes processos criativos contestando o rumo da produção sintética e artificial no circuito cultural.

    Frans Kracjberg, Artur Bispo do Rosário, Francisco Brennand, Amélia Toledo, Véi, Ernesto Neto, Sonia Gomes, M’barek Bouhchichi, Marlene Almeida, Cassio Vasconcelos, Maria Guilhermina, Hugo França, Eva Jospin, Salisa Rosa e Luana Vitra são algumas referências do empreendedorismo artístico rumo à consciência ecológica e do meio ambiente, principamente pela escolha de suas matérias-primas.

    Se utilizar da fauna do Cerrado para adequá-la à um espetáculo circense, que beira o ridículo da ostentação, comprova o quanto o senso crítico estético da sociedade está afetado ou atrasado.

    O fazer por fazer para aparecer, parece que acaba por perder o seu sentido primordial de criação e o verdadeiro propósito da causa, em questão.

    Decidir em não produzir é também produzir. Produzir respeito à natureza, evitando o desperdício, a propagação da cafonice, do anti-estético, do anti-ético, do anti politicamente correto.

    Afinal, diz o ditado: “a caridade deve ser anônima, caso contrário é vaidade”. Em verdade, é fogueira das vaidades mesmo. É acalourar holofotes em causa própria. É subir a temperatura dos termômetros para causar o degelo das geleiras. É consumir sem moderação e nutrir a futilidade como recurso, usando a filantropia para justificar o caos.

    “A visão sem ação é um sonho

    A ação sem visão é o caos” (Provébio japonês)

    Como seria bom se mais decisões fossem pelo não fazer.

    “Toda a infelicidade dos homens provém de uma só coisa: não saberem permanecer em repouso, num quarto.” (Blaise Pascal)

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Cooperativas de saúde de Goiás avançam na adoção de IA e ampliam tempo para cuidado com pacientes

    Cooperativas de saúde de Goiás avançam na adoção de IA e ampliam tempo para cuidado com pacientes

    Adriana Marinelli

    Goiânia – Enquanto grande parte do mundo ainda debate se a inteligência artificial (IA) vai substituir empregos, organizações dos mais variados segmentos já superaram essa etapa da discussão. Para elas, os esforços estão concentrados no que fazer com o tempo que a tecnologia está devolvendo à rotina.

    É o caso da Uniodonto Goiânia, que optou por transferir às máquinas parte das tarefas repetitivas e operacionais do dia a dia, liberando seus colaboradores para se dedicarem ao que exige análise, tomada de decisão e, principalmente, relação humana.

    Desde maio de 2025, a cooperativa que reúne profissionais da área odontológica passou a incorporar, de forma estruturada, soluções baseadas em inteligência artificial à dinâmica de trabalho.

    O movimento começou pelo atendimento ao cliente, com destaque para o e-Vendas e o e-Commerce, e avançou para a organização de informações, análise de dados e, em seguida, para a produção de relatórios. Em algumas dessas atividades, a redução no tempo de execução é estimada entre 40% e 60%.

    “Há relatórios que antes poderiam exigir de 10 a 15 horas de trabalho e que, com o apoio da tecnologia, passaram a ser preparados em poucos minutos”, destaca Fábio Prudente, presidente da Uniodonto Goiânia, em entrevista à reportagem do jornal A Redação.

    No caso do atendimento, a IA é responsável pelo primeiro contato com o cliente. Quando uma pessoa aciona a Uniodonto Goiânia pelo WhatsApp, Facebook, Chat, Telegram, Google Chat e Apple Business Chat, a IA solicita e armazena os dados como nome, CPF, e-mail, telefone e o pedido do cliente.

    Depois disso, direciona para a equipe interna da cooperativa resolver a demanda que motivou o contato.

    No dia a dia da cooperativa, a presença da IA se materializa em diferentes frentes e passa a integrar processos que, até então, dependiam essencialmente da atuação humana. Segundo Prudente, o departamento comercial é outra área contemplada.

    “Cito ainda suporte para análise de planilhas, consulta de documentos e normas, além da preparação de respostas para as áreas de gestão”, resume. Cada ferramenta desempenha uma função específica, de acordo com a natureza da tarefa.

    “O ChatGPT, por exemplo, auxilia na organização e redação de orientações para as áreas de gestão da cooperativa. O NotebookLM facilita a pesquisa em bases selecionadas.

    O Cursor apoia a revisão e o desenvolvimento de códigos, enquanto o HeyGen transforma conteúdos institucionais em vídeos de comunicação e treinamentos internos”, complementa o presidente.

    Fundada em 1983, a Uniodonto Goiânia reúne mais de 166 mil beneficiários e mais de 490 empresas contratantes, atendidos por uma estrutura que conta com mais de 430 cirurgiões-dentistas cooperados, além de clínicas radiológicas conveniadas e uma rede credenciada presente em cidades do interior de Goiás.

    É nesse modelo de atendimento e gestão que a inteligência artificial vem conquistando espaço de maneira gradual, como ferramenta de apoio à operação.

    “Sempre com validação humana, atenção à privacidade e à segurança da informação”, enfatiza Prudente, ao sinalizar que a redução das horas dedicadas a planilhas e documentos representa, sobretudo, a possibilidade de devolver tempo às atividades que dependem de análise, discernimento e atuação de um profissional qualificado.

    Alcançar o patamar em que os resultados começam a ser vistos, no entanto, não acontece da noite para o dia. É preciso apostar em investimento, planejamento e adaptação.

    Embora os custos iniciais da implementação de IA variem conforme a complexidade dos sistemas e o volume de dados envolvidos, os benefícios de longo prazo tendem a compensar os recursos empregados.

    A adoção da tecnologia envolve despesas com aquisição de softwares, contratação de especialistas e adaptação dos sistemas produtivos, mas pode gerar retornos significativos ao reduzir falhas e otimizar processos.

    Em termos simples, a IA reúne um conjunto de tecnologias que permite a computadores e programas simular capacidades associadas à inteligência humana. O cenário ideal é que, assim como no caso da Uniodonto, esse processo seja acompanhado pela supervisão de quem está do outro lado da tela.

    Na área de TI, dois colaboradores da cooperativa já utilizam intensamente o Cursor IA Pro no desenvolvimento e na análise de aplicativos para iOS e Android, ampliando produtividade, escala e assertividade.

    “A validação das informações e a responsabilidade pelas decisões permanecem com os profissionais da Uniodonto Goiânia”, destaca o presidente, ao enfatizar os limites da atuação da tecnologia. Prudente também faz questão de ressaltar os ganhos para quem depende da prestação de serviços.

    “Para cooperados, beneficiários e demais públicos, a IA contribui para orientações mais rápidas, claras e padronizadas.”

    É esse equilíbrio de incorporar a tecnologia para acelerar processos, sem retirar as pessoas do centro das relações, que a cooperativa pretende aprofundar nos próximos anos, de maneira gradual e responsável. A estratégia inclui projetos como assistentes virtuais internos e a integração com bases documentais.

    “A visão da Uniodonto Goiânia é de que a IA deve complementar o trabalho das pessoas e não substituir o relacionamento humano. Ao organizar informações e agilizar processos, a tecnologia libera mais tempo para ouvir, orientar, acolher e resolver situações que exigem empatia”, diz.

    “O objetivo é ampliar os resultados, mantendo a responsabilidade profissional, a proteção das informações e o compromisso com um atendimento ético, próximo e acolhedor”, conclui. Unir eficiência tecnológica e valorização das relações humanas, por sua vez, não é uma particularidade da cooperativa com sede em Goiânia.

    A mesma direção vem sendo observada por organizações da área da saúde no Brasil e no mundo.

    De acordo com relatório Scaling Artificial Intelligence in Health, divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em março de 2026, a inteligência artificial já é utilizada em atividades administrativas de saúde em 100% dos países membros da organização.

    Quando se observa, porém, a capacidade de ampliar essas aplicações para todo o sistema, o cenário muda. É que apenas 10% dos países conseguiram escalar, em nível nacional, o uso da tecnologia em aplicações de imagem médica.

    Sobre a incorporação da IA, a própria OCDE aponta obstáculos que vão da fragmentação e da organização dos dados às incertezas regulatórias, passando por falhas de governança e lacunas na capacitação dos profissionais. Ou seja, a tecnologia pode estar disponível, mas sua utilização consistente depende de uma estrutura capaz de sustentá-la.

    O interesse do setor, de todo modo, já ultrapassou a fase da simples curiosidade.

    Pesquisa da McKinsey, realizada no último trimestre de 2024 com 150 líderes de organizações de saúde nos Estados Unidos, mostrou que 85% dos entrevistados estavam, já naquele momento, explorando ou já tinham adotado capacidades de inteligência artificial generativa.

    Entre os campos com maior potencial apontado pelos participantes estavam justamente a eficiência administrativa e a produtividade clínica, duas áreas em que a tecnologia tende a assumir tarefas de apoio e processamento de informações.

    Para a coordenadora de Inovação do Sistema OCB Goiás, Carla Vinhadelli Campos, a IA pode atuar sobre uma série de gargalos operacionais que consomem tempo e recursos das organizações.

    “A automatização de tarefas e o processamento de grandes volumes de informação podem trazer ganhos de produtividade e redução de tempo, especialmente em atividades como auditoria, autorização, atendimento e análise de informações”, afirma.

    Mais do que acelerar procedimentos isolados, a expectativa é que o uso estruturado dos dados também ajude a reduzir retrabalho e desperdícios, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade das organizações de identificar inconsistências, padrões, riscos e oportunidades.

    Na avaliação da representante do Sistema OCB Goiás, esses ganhos podem alcançar tanto a gestão quanto a atividade assistencial, desde que a tecnologia seja utilizada como ferramenta de apoio aos profissionais.

    “A automação de tarefas operacionais pode permitir que os profissionais concentrem seus esforços em atividades de maior valor e na relação com o paciente”, reforça Carla.

    A transformação citada por Carla é evidenciada por pesquisas feitas com equipes que atuam na área da Saude.

    O Future Health Index 2026, da Philips, realizado entre fevereiro e abril deste ano com mais de 2 mil profissionais de saúde e mais de 20 mil pacientes em dez países, entre eles o Brasil, estimou que a inteligência artificial já economiza aos profissionais de saúde o equivalente a mais de 16 dias de trabalho por ano.

    Metade dos profissionais ouvidos afirmou que a tecnologia aumentou sua capacidade de atender pacientes, enquanto 39% relataram que a IA identificou ou ajudou a prevenir possíveis erros médicos pelo menos três vezes nos três meses anteriores à pesquisa.

    Os números ajudam a dimensionar o potencial da tecnologia, mas também reforçam que produtividade, por si só, não resolve a equação. A mesma pesquisa revelou que 70% dos profissionais consideram o treinamento em IA inadequado, inconsistente ou inexistente.

    O dado sugere que a velocidade com que as ferramentas chegam ao ambiente de trabalho nem sempre é acompanhada pelo preparo necessário para utilizá-las, supervisioná-las e compreender seus limites.

    Em Goiás, segundo Carla Vinhadelli Campos, esse é um dos pontos que precisam ser enfrentados para que as experiências pontuais possam se transformar em processos mais consolidados.

    “Alguns desafios são muito claros, como a qualidade e a organização dos dados, a segurança e a proteção dessas informações, a mudança cultural e a qualificação das pessoas”, enumera.

    A lista ainda inclui dois fatores diretamente relacionados à confiança na tecnologia, conforme enfatiza a representante do Sistema OCB/GO, como a necessidade de supervisão humana e a capacidade de avaliar a confiabilidade das respostas produzidas pelos sistemas.

    “Também entram nessa equação o investimento e a infraestrutura necessários para implementar essas soluções de forma adequada”, acrescenta a coordenadora.No cooperativismo goiano, esse processo ainda não está traduzido em um indicador público específico capaz de mostrar quantas cooperativas de saúde já utilizam inteligência artificial ou em que grau a tecnologia está incorporada às operações.

    A OCB Goiás acompanha a evolução do tema por meio de iniciativas de inovação, diagnósticos de transformação digital e projetos-piloto. De acordo com Carla Vinhadelli, no entanto, o que se mostra inquestionável é o avanço do interesse das cooperativas pela adoção da IA.

    Na Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas de Goiás (Coopanest-GO), por exemplo, a inteligência artificial vem sendo incorporada principalmente a processos que, pela quantidade de informações e etapas envolvidas, tradicionalmente exigiam uma extensa rotina de conferências, acessos a sistemas e alimentação de planilhas.

    Pioneira no cooperativismo médico em anestesiologia no Brasil, a Coopanest-GO teve origem em 1974, quando 38 médicos anestesiologistas fundaram a então Cooperativa dos Anestesiologistas de Goiânia (Coag). Com a ampliação da atuação para todo o Estado, a instituição passou a adotar, em 1989, o nome atual.

    Hoje, reúne 609 cooperados e conta com 48 colaboradores, atuando na prestação de serviços médicos de anestesiologia em Goiás.

    Foi em uma das áreas ligadas à conferência de informações financeiras que a cooperativa iniciou sua aproximação com a IA.

    Segundo o gerente-geral da Coopanest-GO, Leandro Ferreira, a primeira aplicação esteve relacionada à auditoria e ao fechamento de contas, em um processo que exige o cruzamento de dados referentes aos pagamentos realizados pelos convênios.

    “Atualmente, utilizamos diversas ferramentas muito conhecidas, como Claude, Gemini e DeepSeek, que estão todas em operação real, atuando diretamente na execução e automação de processos.”

    A experiência, segundo o gerente-geral, não fica restrita a um único setor. A tecnologia passou a ocupar espaços em diferentes áreas da estrutura administrativa da cooperativa, alcançando desde a gestão de informações financeiras até atividades de suporte e comunicação.

    “Cito aqui o faturamento de todas as produções médicas do Estado, auditorias, Recursos Humanos, gestão de convênios, comunicação, além do financeiro”, enumera Leandro ao apresentar as frentes que já contam com recursos de IA.

    “Tudo que era feito através de clique, acesso a portais, rotinas e planilhas de Excel hoje foi embarcado para uso de inteligência artificial e automação através de algoritmo.”

    A alteração da rotina já produziu resultados mensuráveis em algumas operações, de acordo com Leandro.

    Um dos exemplos citados pela cooperativa envolve a validação de dados relacionados ao convênio Hapvida, atividade que anteriormente demandava duas pessoas durante 15 dias e que, com a nova estrutura, passou a ser realizada em cerca de cinco horas. “Tivemos avanço também na automatização da conciliação bancária.

    Zero esforço humano. Cito ainda cruzamento de dados de auditoria e pagamentos, com taxa de sucesso de 95%, reduzindo em torno de 55% do esforço manual de cruzamento”, destaca o gerente geral ao citar que o resultado mais relevante não pode ser resumido apenas à quantidade de horas economizadas ou à velocidade dos processos.

    A percepção da cooperativa é que o principal efeito da automação aparece na própria rotina de quem trabalha com essas atividades. “Sem dúvida, deixar o dia das pessoas que trabalham na cooperativa mais leve.”

    Embora a inteligência artificial não seja, isoladamente, responsável pelo desempenho do setor cooperativista, a incorporação de tecnologias capazes de reduzir etapas, organizar grandes volumes de informações e ampliar a eficiência das operações se soma a outros fatores que vêm fortalecendo a atividade.

    De acordo com o Anuário do Cooperativismo divulgado em 2026, com dados referentes a 2025, Goiás reúne 262 cooperativas e mais de 710 mil cooperados. O setor também responde por quase 19 mil empregos diretos e soma R$ 78,4 milhões em ativos.

    Dentro desse universo, o ramo da Saúde ocupa um espaço relevante. São 40 cooperativas registradas no Sistema OCB/GO, reunindo mais de 12,4 mil cooperados e cerca de 4,4 mil pessoas empregadas.

    Juntas, essas organizações concentram mais de R$ 2,1 bilhões em ativos e registraram R$ 124,8 milhões em sobras, segundo os dados do Anuário do Cooperativismo.

    Os indicadores refletem a força de um modelo que reúne profissionais e consumidores em torno da oferta de serviços voltados à preservação, ao atendimento e à promoção da saúde humana.

    No Brasil, o cooperativismo de saúde acumula mais de seis décadas de história e reúne cooperativas médicas, odontológicas e organizações formadas por profissionais classificados na área de atividades de atenção à saúde humana, além de cooperativas constituídas por pessoas que se unem em torno de planos de saúde.

    A dimensão alcançada pelo ramo ultrapassa as fronteiras de Goiás.

    O cooperativismo de saúde brasileiro está presente em mais de 90% do território nacional e é responsável pelo atendimento de mais de 27 milhões de pessoas, consolidando o país como uma referência mundial nesse modelo de organização.Em um segmento marcado por grandes volumes de dados, exigências regulatórias, operações financeiras complexas e pela necessidade permanente de conciliar eficiência com qualidade na prestação dos serviços, a busca por novas ferramentas ganha, naturalmente, cada vez mais espaço.

    É nesse contexto que a inteligência artificial deixa de ser uma tendência debatida nos ambientes de inovação e passa a encontrar aplicações concretas na rotina administrativa e operacional. A incorporação dessas soluções, no entanto, não ocorre de maneira uniforme.

    Enquanto algumas cooperativas, como a Uniodonto Goiânia e Coopanest-GO, já avançaram para a automação de processos, o uso de algoritmos e a integração de ferramentas de IA às suas operações, outras ainda estão nos primeiros estágios dessa transformação ou sequer iniciaram esse movimento.

    Para reduzir essa distância e preparar as cooperativas para uma realidade em que a tecnologia tende a ocupar espaço crescente, o próprio Sistema OCB/GO tem promovido capacitações e iniciativas voltadas à inovação e à transformação digital.

    “O Sistema OCB/GO realizou, por exemplo, o 4º Fórum de Tecnologia e Inovação, em 2025, dedicado a temas como Inteligência Artificial, IA generativa, cibersegurança, produtividade e transformação dos processos das cooperativas”, exemplifica a coordenadora de Inovação do Sistema OCB Goiás, Carla Vinhadelli Campos.

    Em 2024, o Sistema OCB/GO também realizou o 1º Fórum de Presidentes e Dirigentes do Núcleo Cooperativo Central, colocando a IA diretamente na agenda das lideranças.

    “O presidente Luís Alberto Pereira afirmou, na ocasião, que o objetivo era fazer com que os dirigentes entendessem o que existe em IA e como as cooperativas poderiam se beneficiar da tecnologia”, lembra Carla ao citar que, neste ano, foram realizadas duas turmas do Workshop IAs Generativas na Gestão, com conteúdos, que incluíram os mais variados temas de inovação.

    Além disso, o Sistema OCB/GO lançou em 2026 o curso gratuito “Gestão de Projetos com IAs Generativas”, disponibilizado no Capacitacoop, com foco em aplicação prática da IA para planejamento, execução, monitoramento e encerramento de projetos. “No caso específico da saúde, há uma iniciativa particularmente interessante.

    É que em junho de 2025, a Unimed Federação Centro Brasileira realizou em Goiânia a abertura da Semana de Inovação da Unimed, com discussões sobre IA e IoT (Internet das Coisas). O evento apresentou, entre outros temas, o uso de IA na radiologia, incluindo a tecnologia SwiftMR para reduzir o tempo dos exames de ressonância”, cita Carla.

    A tendência apontada por quem acompanha de perto a transformação do cooperativismo goiano é de que o movimento ligado à inovação apenas se intensifique.

    “A expectativa mais consistente com as evidências disponíveis é que a IA se torne cada vez mais presente nas cooperativas de Saúde, especialmente nos processos que envolvem grande volume de dados, atividades repetitivas, atendimento, auditoria, diagnóstico assistido, prevenção e personalização do cuidado”, finaliza a coordenadora de Inovação do Sistema OCB Goiás.

     

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Anvisa aprova importação de remédio experimental para piloto Lito

    Anvisa aprova importação de remédio experimental para piloto Lito

    São Paulo – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação e o uso de uma medicação experimental para o tratamento do piloto e youtuber Lito Sousa, diagnosticado com Doença de Creutzfeldt-Jakob. A informação foi confirmada pela família via redes sociais.

    Segundo a esposa de Lito, Mila Seidl, a expectativa é que a medicação chegue ao Brasil entre sete e nove dias a contar da última sexta-feira (4). “O impossível está virando realidade! Estamos prontos para receber o tratamento”, comemorou Mila no post, destacando que não houve regalias no processo.

    “Vi algumas pessoas dizendo que a Anvisa abriu uma exceção rara. Não foi. Isso é um regulamento, está previsto em lei. Alguns países adotam o uso compassivo de medicação e aí você tem um trâmite legal que precisa ser cumprido. Não é algo que foi feito excepcionalmente para o Lito”, explicou a esposa do youtuber.

    Mila lembrou que qualquer pessoa em situação similar pode pleitear o mesmo tipo de autorização. “Cabe à Anvisa analisar, deferir ou indeferir. A gente apresentou bastante documentação. [O processo] estava bem robusto”, completou, a citar documentos enviados pela farmacêutica e exames diversos.

    “Uma das nossas missões é mostrar o caminho que famílias que passam por isso – por doenças raras, não necessariamente a nossa, mas outras – podem seguir para conseguir o uso experimental de medicamentos, a importação, a entrada em estudos”, destacou a esposa de Lito.

    Ainda segundo Mila, houve um entendimento, por parte do governo brasileiro, incluindo o Ministério da Saúde e a própria Anvisa, bem como da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, sobre a urgência e a celeridade da causa de Lito.

    “Mesmo assim, sendo muito sincera, foi muito angustiante porque esse fluxo mais rápido levou cerca de uma semana e, em uma semana, a gente perdeu algumas coisas”, disse, ao se referir ao quadro do marido. “Mas eu entendo. Eles têm que estar calçados de que estão fazendo a coisa certa. Não podem canetar, precisam apreciar.”

    A doença

    A comunidade científica tem, até o momento, mais perguntas e hipóteses do que certezas absolutas a respeito da Doença de Creutzfeldt-Jakob. A condição é rara, com menos de 100 casos suspeitos registrados por ano no Brasil.

    A doença se instala quando formas anormais de uma proteína produzida dentro das células cerebrais, os príons, passam a se acumular, comprometendo o funcionamento do órgão. O quadro progride rapidamente com desfecho fatal. (Agência Brasil)

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista