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  • Defesa de Vorcaro pede que Fachin filtre dados de celular e não divulgue informações íntimas

    Brasília – A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que filtre o material apreendido pela Polícia Federal (PF) no celular do banqueiro antes de torná-lo público.

    No documento, protocolado na noite de sábado, 12, os advogados Sérgio Leonardo e Engels Muniz mencionam o vazamento de mensagens íntimas de Vorcaro com sua então namorada, Martha Graeff, como justificativa para o pedido.

    “A experiência demonstra que o risco de exposição indevida não é meramente hipotético e recomenda que a abertura dos autos seja implementada de modo a conciliar a publicidade processual com a preservação de direitos fundamentais tutelados pela Constituição Federal”, afirmam.

    Entre os conteúdos que a defesa quer preservar estão imagens e informações sobre familiares, especialmente os filhos de Vorcaro, além de conversas e documentos protegidos pelo sigilo profissional, inclusive comunicações com seus advogados.

    A defesa argumenta que a publicidade processual não pode resultar na exposição de informações privadas sem interesse investigativo.

    O pedido foi feito após Fachin assumir a relatoria do julgamento sobre as conversas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes, marcado para terça-feira, 15. O presidente do STF também determinou que a PF informasse quem mantém a custódia do celular do banqueiro e qual o estado do material extraído do aparelho.

    Isso porque, na sexta-feira, 11, os ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso à cópia integral dos dados para embasar a análise do caso.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Metronização de ônibus será ampliada e chega à Avenida T-7 em Goiânia

    A Redação

    Goiânia – A metronização dos ônibus será ampliada para vias que não fazem parte do sistema BRT de Goiânia.

    A Avenida T-7 será a primeira a receber a tecnologia, que utiliza inteligência artificial, sincronização de semáforos e comunicação em tempo real para melhorar a circulação dos veículos, reduzir o número de paradas e diminuir o tempo de viagem dos usuários do transporte coletivo.

    A expansão foi confirmada pelo prefeito Sandro Mabel na sexta-feira (11/9), durante a entrega da metronização completa do BRT Norte-Sul. O sistema já está em funcionamento nos dois principais corredores de transporte coletivo da cidade e aumentou em 31% a velocidade média dos ônibus e reduziu o tempo de percurso entre 15 e 20 minutos.

    “Agora, vamos metronizar os corredores de ônibus normais, fora do BRT, a começar pelo da Avenida T-7”, afirmou Sandro Mabel. “Temos certeza de que o sistema vai funcionar muito bem, com o tempo de deslocamento do passageiro tão rápido quanto o de um metrô, mas com custo muito menor”.

    A estratégia faz parte da proposta de reduzir o número de paradas ao longo dos corredores e dar maior fluidez ao transporte coletivo. Para o prefeito, a melhoria do serviço é importante para estimular o uso do ônibus e reduzir a dependência do transporte individual.

    “Estando a população bem atendida por ônibus novos, com ar-condicionado e pontuais, não fará sentido que as pessoas escolham usar seus carros para atravessar a cidade”, afirmou.

    BRT metronizado

    Com a conclusão da metronização do BRT Norte-Sul, Goiânia passa a contar com 31 quilômetros de corredores com prioridade semafórica inteligente. O trecho Norte-Sul transporta cerca de 60 mil passageiros por dia.

    No eixo Leste-Oeste, a velocidade média dos ônibus aumentou 31% após a implantação do sistema. A quantidade média de interrupções nos cruzamentos também caiu de 30 para sete paradas por trajeto.

    A tecnologia permite que os ônibus se comuniquem em tempo real com o sistema de controle, que ajusta a operação dos semáforos para favorecer a passagem do transporte coletivo. Com isso, o ônibus consegue manter um fluxo mais contínuo ao longo do corredor.

    Destaque internacional

    A tecnologia adotada em Goiânia também ganhou reconhecimento fora do país. Em 27 de agosto, representantes da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) estiveram na capital para conhecer o sistema de metronização e o BRT.

    A visita foi realizada no Centro de Controle Operacional (CCO), onde o presidente do conselho de administração da TML, Carlos Humberto de Carvalho, afirmou que pretende levar a experiência de Goiânia para Portugal.

    A metronização também conquistou o Prêmio Plínio Assmann de Boas Práticas, promovido pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), em São Paulo, um dos principais reconhecimentos do setor de mobilidade urbana no país.

    Goiânia também venceu o UITP Awards 2026, considerado um dos principais prêmios internacionais de transporte coletivo. A competição reuniu 300 projetos de diversos países.

    Três iniciativas chegaram à final — Brasil, Austrália e México — e o projeto de Goiânia conquistou o primeiro lugar, tendo a metronização dos corredores de ônibus como um dos principais destaques.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • Mendonça autorizou bloqueio de R$ 2 bilhões em bens ligados a Vorcaro

    Brasília – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o bloqueio de mais de R$ 1,9 bilhão em bens no exterior de propriedade do Banco Master e de empresas pertencentes ao grupo. Entre os objetos listados, estão obras de arte, mansões nos Estados Unidos, embarcações e automóveis de luxo.

    Também foram alvo da medida R$ 21,4 bilhões em ativos das instituições financeiras liquidadas e imóveis ligados às empresas.

    Foram listados no processo 18 bens no exterior que, somados, foram avaliados em R$ 1,9 bilhão. Quatro itens não foram avaliados, o que eleva a estimativa total dos bens para mais de R$ 2 bilhões. Nem todos os bens e ativos foram localizados pelos investigadores.

    O rol de bens inclui um apartamento duplex na Florida, uma casa de veraneio com residência para visitas no mesmo Estado dos EUA, uma fazenda de luxo com residência no Colorado, um iate, outras embarcações de luxo, uma Mercedes-Benz e um Ford Bronco. Também está na lista R$ 280 milhões decorrente da venda de uma aeronave.

    No campo das artes, o grupo de Daniel Vorcaro é dono de duas pinturas de Jean-Michel Basquiat avaliadas em R$ 25 milhões e R$ 27,5 milhões, respectivamente. Há ainda um Picasso avaliado em R$ 40 milhões e pinturas de Andy Warhol, Yayoi Kusama e Frederic Anderson de valores não estimados.

    A decisão foi tomada em 24 de julho a partir de um pedido feito pela Procuradoria-Geral da República em 19 de junho. Segundo a PGR, “o sequestro de todos os ativos acessados pelas liquidações extrajudiciais é a única medida capaz de garantir a correta destinação do patrimônio em sua ordem legal e o valor de mercado dos bens arrecadados”.

    Ainda de acordo com o pedido, a medida “servirá apenas para impedir a dispersão precoce do patrimônio levantado”.

    A PGR explicou que, “além de danos diretos e evidentes à Fazenda Pública, o expressivo prejuízo suportado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve ser considerado”.

    E que, “embora seja entidade privada, o FGC é custeado, em grande parte, por bancos e instituições públicas, que foram indiretamente (e significativamente) lesadas pelos delitos, sendo cabível e necessária a imposição da medida”.

    Na decisão, Mendonça determinou o sequestro sobre os ativos das seguintes instituições: Banco Master; Banco Master de Investimento; Banco Letsbank; Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários; Will Financeira Crédito, Financiamento e Investimento; Banco Pleno; Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários; e Banco Master Múltiplo.

    A decisão foi tornada pública a partir da determinação do presidente do STF, Edson Fachin, para que Mendonça levantasse o sigilo das investigações sobre as fraudes do Banco Master.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista
  • UEG abre 4,3 mil vagas para 35 cursos de graduação

    A Universidade Estadual de Goiás (UEG) está com inscrições abertas, até 21 de setembro, para o Vestibular 2027/1. São oferecidas 4,3 mil vagas em 35 cursos de graduação, distribuídos em diferentes áreas do conhecimento. Os interessados devem se candidatar exclusivamente pelo site www.vestibular.ueg.br. A taxa de inscrição é de R$ 50.

    De acordo com o Governo do Estado, os cursos são gratuitos e estão distribuídos em diversas regiões do Estado de Goiás.

    Entre as opções, estão Administração, Agronomia, Agroindústria, Agroecologia, Arquitetura e Urbanismo, Biomedicina, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Cinema e Audiovisual, Design de Moda, Direito, Educação Física, Enfermagem.

    Também há vagas para os cursos de Engenharia Agrícola, Engenharia Civil, Engenharia Florestal, Farmácia, Física, Fisioterapia, Gastronomia, Geografia, História, Letras, Logística, Matemática, Medicina Veterinária, Pedagogia, Psicologia, Química, Química Industrial, Sistemas de Informação, Sistemas para Internet, Turismo e Zootecnia.

    A oferta inclui bacharelado e licenciatura, além de cursos Superiores de Tecnologia. As opções de turnos e modalidades variam conforme o curso e a cidade. A relação completa de cursos, vagas e locais de oferta está disponível no Anexo II do edital.

    Seleção

    O Vestibular será realizado em fase única, composta por prova objetiva e redação. As avaliações estão marcadas para 18 de outubro, nas cidades onde houver oferta de vagas. O resultado final será divulgado em 30 de novembro, juntamente com o boletim de desempenho individual final.

    O processo seletivo conta com sistema universal, sistema de cotas e vagas suplementares para candidatos quilombolas. As cotas são destinadas a estudantes oriundos da rede pública de educação básica, negros, indígenas e pessoas com deficiência.

    Também são ofertadas duas vagas suplementares para candidatos membros de comunidades quilombolas em cada curso previsto no edital.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Ipês-brancos embelezam ruas de Goiânia durante estiagem

    Quem circula por ruas, praças e parques de Goiânia encontra nesta época do ano os ipês-brancos (Tabebuia roseoalba) em período de floração. A espécie, nativa do Cerrado, costuma florescer entre agosto e outubro, depois da queda das temperaturas registrada nos meses de junho e julho.

    Segundo a engenheira agrônoma da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Jarina Padial, a combinação entre as temperaturas mais baixas e o período de seca contribui para desencadear a floração.

    Antes de florescer, o ipê-branco perde as folhas. O processo, chamado caducifolia, é uma adaptação da árvore ao período de estiagem. Ao reduzir a perda de água, a planta consegue concentrar energia na produção das flores.

    Florada rápida

    A beleza dos ipês-brancos também dura pouco. A floração pode permanecer por até cinco dias, mas o auge da florada ocorre por aproximadamente dois dias.

    O período pode variar de acordo com a intensidade da floração e as condições climáticas. Ventos fortes, por exemplo, aceleram a queda das flores e podem encurtar o tempo em que a árvore permanece florida.

    Arborização urbana

    Segundo a Prefeitura de Goiânia, além de contribuir para a paisagem da cidade, o ipê-branco apresenta características que favorecem seu uso na arborização urbana. De menor porte e com raízes profundas, a espécie pode ser utilizada em parques, praças e canteiros centrais com menor risco de conflitos com calçadas e tubulações.

    A árvore também desempenha papel na biodiversidade urbana. Suas flores servem de alimento para espécies polinizadoras, enquanto a estrutura da árvore oferece abrigo para diferentes animais.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Acidente com Césio-137 completa 39 anos; relembre os principais fatos do caso que marcou o mundo

    Em 1987, a abertura de uma cápsula de radioterapia abandonada provocou o maior acidente radiológico do Brasil. O episódio matou quatro pessoas, contaminou centenas e levou milhares de moradores a serem monitorados. Quase quatro décadas depois, o caso continua sendo referência internacional em emergências envolvendo material radioativo.

    Relembre o caso

    O acidente começou em 13 de setembro de 1987, quando dois catadores de materiais recicláveis encontraram um aparelho de radioterapia abandonado nas antigas instalações do Instituto Goiano de Radioterapia, situado no Setor Aeroporto, em Goiânia.

    O equipamento foi levado para a casa de um deles, no Setor Central, onde a cápsula contendo cloreto de césio-137 foi aberta.

    O material radioativo emitia uma luz azulada, que despertou a curiosidade de moradores. Sem saber do perigo, familiares, vizinhos e outras pessoas tiveram contato com o pó radioativo, que foi manipulado, transportado e espalhado por diferentes locais da cidade.

    A contaminação só foi identificada depois que pessoas que tiveram contato com a substância começaram a apresentar sintomas. Foi então que a esposa do dono do ferro-velho onde a cápsula foi aberta, por nome Maria Gabriela Ferreira, percebeu que o material poderia estar relacionado às doenças. 

    Desconfiada, ela colocou a cápsula de chumbo contendo o Césio-137 dentro de uma sacola plástica e viajou de ônibus até a sede da Vigilância Sanitária de Goiânia. Pouco depois, o caso foi comunicado às autoridades, dando início a uma operação emergencial de grandes proporções.

    O acidente provocou a morte de quatro pessoas diretamente afetadas pela radiação: Leide das Neves Ferreira, de 6 anos, Maria Gabriela Ferreira, Israel Baptista dos Santos e Admilson Alves de Souza. 

    No entanto, outras centenas de pessoas foram contaminadas pela substância. Segundo registros, cerca de 112 mil pessoas foram monitoradas durante o período. Destas, 249 apresentaram algum grau de contaminação radioativa. 

    A operação também resultou na identificação de áreas contaminadas e na remoção de toneladas de materiais e rejeitos radioativos. O material foi levado para um depósito em Abadia de Goiás, onde deverão permanecer lacrados e monitorados por cerca de mais de 260 anos.

    Referência internacional

    A resposta ao acidente mobilizou profissionais de saúde, técnicos, equipes de defesa civil, pesquisadores e especialistas do país. A experiência, porém, passou a integrar estudos e treinamentos sobre emergências radiológicas em todo o mundo. 

    A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) publicou um relatório histórico detalhando o acidente, a resposta das autoridades, os efeitos da exposição e as medidas adotadas para controlar a contaminação. O documento, por nome The Radiological Accident in Goiânia , é uma das principais referências internacionais sobre o episódio.

    Série na Netflix

    O caso voltou a ganhar destaque em 2026 com o lançamento da série documental O Enigma do Césio 137, na Netflix. A produção recupera os acontecimentos da época, apresenta relatos relacionados ao acidente e aborda os impactos humanos e sociais da contaminação radioativa.

    O sucesso da produção reacendeu o interesse do público pela história de Goiânia e trouxe novamente ao debate os riscos do abandono de equipamentos radiológicos, a importância do controle de fontes radioativas e as consequências de uma emergência radiológica.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Gusttavo Lima grava vídeo ao lado de Daniel Vilela e demonstra apoio a Bruno Peixoto

    O Buteco do Gusttavo Lima, realizado em Goiânia neste sábado (12), movimentou as redes sociais não apenas pela programação musical.

    Vídeos gravados durante o evento, em tom político e descontraído, chamaram a atenção ao mostrar o sertanejo ao lado do governador de Goiás e candidato à reeleição, Daniel Vilela (MDB), e do deputado estadual e candidato a deputado federal, Bruno Peixoto (UB).

    Em um dos vídeos, gravado antes do show, Gusttavo Lima conversa com Daniel Vilela sobre a dimensão do evento e agradece ao governador pelo apoio recebido ao longo de sua trajetória. “Te agradecer pelo apoio, ao Governo do Estado, por todo o carinho de sempre com a gente”, afirma o cantor.

    Na sequência, Daniel responde: “Gusttavo é o embaixador de Goiás”.

    Em outro registro, Gusttavo aparece ao lado de Bruno Peixoto durante o evento e manifesta apoio ao candidato. “Bruno Peixoto é o nome dele”, afirma o cantor. Na sequência, Peixoto diz que está pedindo votos para Gusttavo por ele ser goiano. “Já é dele”, responde o sertanejo.

    Durante a conversa, Gusttavo também faz um pedido ao deputado: “Por favor, cuida bem desse povo do Estado de Goiás, que esse povo confia em você”, afirma. Em seguida, reforça: “A gente confia em você”.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Vanderlan percorre Entorno ao lado de Daniel Vilela e aponta recursos de R$ 133 milhões à região

    Vanderlan percorre Entorno ao lado de Daniel Vilela e aponta recursos de R$ 133 milhões à região

    O senador e candidato à reeleição Vanderlan Cardoso (PSD) defendeu o fortalecimento dos municípios goianos do Entorno do Distrito Federal durante carreatas realizadas neste sábado (12) em Novo Gama, Valparaíso de Goiás e Águas Lindas de Goiás.

    Ao lado do governador e candidato à reeleição, Daniel Vilela (MDB), ele destacou os recursos destinados à região ao longo de quase oito anos de mandato.

    Segundo Vanderlan, foram destinados R$ 133 milhões aos municípios do Entorno, com recursos aplicados em áreas como saúde, educação, infraestrutura e assistência social. O senador também citou a destinação de máquinas e veículos para prefeituras da região.

    “Estamos atuando e vamos continuar atuando. São cidades que estão crescendo e precisam de respaldo para manter esse desenvolvimento. O Entorno tem um potencial enorme para crescer ainda mais. Para isso, necessita de infraestrutura básica para continuar atraindo investimentos”, afirmou.

    Vanderlan defendeu ainda a articulação entre parlamentares, Governo de Goiás e prefeituras para viabilizar novos investimentos. Segundo ele, caso seja reeleito, pretende manter o atendimento aos 246 municípios goianos independentemente da filiação partidária dos prefeitos.

    “Nosso trabalho vai continuar do mesmo jeito. Vamos atender todos os 246 municípios de Goiás sem perguntar se o prefeito é do partido A ou B. Nossa função é entregar resultados, e é isso que o povo espera de seus representantes”, disse.

    Comitês

    Na noite de sexta-feira (11), Vanderlan participou da inauguração dos comitês da candidata a deputada federal Dr. Zeli (PSD), em Valparaíso de Goiás, e do candidato a deputado estadual Fábio Ferreira (Agir), em Cidade Ocidental.

    Os eventos também tiveram a participação de Daniel Vilela e da candidata ao Senado Gracinha Caiado, além de outras lideranças políticas.

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • PF diz ao STF que dados do celular de Vorcaro estão preservados e podem ser compartilhados

    PF diz ao STF que dados do celular de Vorcaro estão preservados e podem ser compartilhados

    A Polícia Federal (PF) informou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que os dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro estão preservados e sob custódia da instituição. As informações foram divulgadas neste domingo (13) pela Agência Brasil.

    Segundo a PF, o aparelho e o material original extraído estão sob sua guarda, com os lacres íntegros e os mecanismos de verificação da integridade digital preservados. A instituição afirmou ainda ter “plenas condições técnicas” de encaminhar cópias idênticas dos dados aos ministros do STF que solicitarem o conteúdo.

    Os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin já manifestaram interesse em receber a íntegra dos dados.

    A manifestação da PF ocorreu após Fachin solicitar, na noite de sábado (12), informações sobre a custódia do material e as condições em que os dados extraídos do celular de Vorcaro estavam armazenados. O pedido foi feito em meio à discussão sobre o acesso dos ministros da Corte ao conteúdo relacionado às investigações do Banco Master.

    Conflito sobre acesso aos dados

    Ao solicitar informações à PF, Fachin citou a decisão do ministro André Mendonça, relator do caso Master, de não liberar aos demais ministros o acesso à mídia com os dados extraídos do celular de Vorcaro.

    Mendonça afirmou que a mídia mantida em seu gabinete é uma cópia de segurança, “lacrada” e “inacessível”. Segundo o ministro, o material seria utilizado apenas em caso de necessidade ou de perda ou extravio do conteúdo original, que permanece com a Polícia Federal.

    A PF informou, por sua vez, que recebeu uma solicitação do gabinete de Mendonça e encaminhou a cópia dos dados.

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) também defendeu o acesso integral dos ministros ao material. Em manifestação apresentada no sábado (12), a PGR reiterou a Fachin a necessidade de que os integrantes do STF tenham acesso aos dados extraídos do celular de Vorcaro antes da sessão marcada para terça-feira (15).

    Liberação parcial

    Fachin determinou a retirada do sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master. Mendonça, no entanto, fez uma liberação parcial do conteúdo e manteve restrito o acesso à mídia com os dados extraídos do celular de Vorcaro.

    Na manifestação, a PGR afirmou que a restrição compromete a igualdade de condições entre os ministros que participarão do julgamento.

    “Tal providência é necessária para que seja assegurado a todos os Ministros o conhecimento de todas as informações relevantes para o julgamento, já que a subsistência de acesso assimétrico ao acervo informativo compromete a paridade entre os integrantes da Corte e, em última análise, a própria colegialidade que deve presidir o julgamento”, escreveu o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

    A sessão do STF sobre o caso está prevista para terça-feira (15).

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    Fonte: Diário de Goiás

    Marielle SouzaJornalista
  • Pedestres relatam transtornos com obra da nova sede do TCM-GO em antigo prédio da Assembleia Legislativa

    Pedestres relatam transtornos com obra da nova sede do TCM-GO em antigo prédio da Assembleia Legislativa

    Samuel Straioto

    Goiânia – Moradores do Setor Oeste e frequentadores da região do Bosque dos Buritis, em Goiânia, relatam dificuldade para caminhar com segurança nas proximidades da obra da nova sede do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO), erguida no prédio da antiga Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

    Até recentemente, o principal problema apontado era o acúmulo de entulho e sujeira nas calçadas do entorno — cenário que mudou depois que a reportagem procurou o TCM e a Prefeitura de Goiânia para questionar sobre o andamento da obra e a situação do local.

    O Palácio Alfredo Nasser, antiga sede da Alego, foi incorporado ao patrimônio da Corte em 2023, por meio de doação aprovada pela própria Assembleia, com o objetivo de concentrar as atividades do órgão em uma estrutura mais ampla e adequada às suas demandas administrativas e operacionais.

    O edifício está em reformas desde 2024 para receber a nova sede do Tribunal.

    O local tem área total de 12.486,22 metros quadrados, com área construída de 8.381,27 metros quadrados, em pleno Bosque dos Buritis.

    Apesar da limpeza, pedestres seguem tendo que caminhar pela rua em determinados trechos, já que a fita zebrada e os cones de sinalização hoje instalados no local não isolam adequadamente a passagem de quem circula pela região.

    Reforma do Palácio Alfredo Nasser foi iniciada em 2024 e será nova sede do TCM-GO. Foto: Sabrina Schreiner/ Jornal A Redação.

    O que dizem os moradores?

    Para quem passa pela região diariamente, o entulho acumulado nos últimos meses tornou o trajeto mais difícil, sobretudo para idosos e pessoas com mobilidade reduzida. É o caso da cuidadora Leia Carneiro de Souza, que atua na região: “Estava muito ruim aqui para andar.

    Atrapalha demais, inclusive para idosos”, disse, confirmando que o cenário melhorou após a limpeza recente: “Deram uma limpada aqui, está bem mais limpo, bem melhor para andar”, completou.

    Leia Carneiro é cuidadora de idosos e diariamente circular pelo local. Foto: Sabrina Schreiner/ Jornal A Redação.

    A empresária Sabrina Fischer-Volt, que não mora em Goiânia, mas costuma visitar a família que mora na capital, relatou dificuldade em transitar pelo local com um carrinho de bebê. “Todas as vezes que a gente vem aqui, sempre era muita sujeira. Passar com o carrinho por essa parte aqui sempre foi um transtorno”, afirmou.

    Segundo ela, a ausência de sinalização adequada obriga pedestres a caminhar próximo a veículos estacionados: “Se esses carros que estão aqui não tivessem estacionados, para a gente conseguir atravessar mais próximo da calçada, com uma boa sinalização, seria muito melhor do que ter que passar no meio da estrada, colocando a gente em perigo”.

    Sabrina Fischer passeia com bebê em meio aos entulhos da obra na calçada. Foto: Sabrina Schreiner/ Jornal A Redação.

    A dona de casa Camila de Assis, que tem deficiência física e mobilidade reduzida, apontou a ausência de rebaixamento de calçada como uma falha estrutural do canteiro de obras. “Tinha que ter uma passagem, inclusive daquelas rebaixadas para deficiente, porque eu sou deficiente.

    Está tudo esburacado e não tem nenhuma sinalização mostrando que está tendo a obra ali”, disse.

    Questionada sobre o que poderia melhorar a segurança do trajeto, mesmo diante do caráter provisório do transtorno, ela defendeu a instalação de um corredor isolado para pedestres: “Tinha que ter um corredor, um cordão de isolamento, que chegasse até aqui”, declarou Camila.

    Camila tem mobilidade reduzida e relata a reportagem as dificuldades de caminhar pelo local. Foto: Sabrina Schreiner/ Jornal A Redação.

    Nem todos os moradores relatam o mesmo grau de incômodo. O aposentado Jânio Silva Alencar, morador da região há 13 anos, avalia que o transtorno da obra é proporcional ao benefício esperado.

    “O transtorno de toda obra existe, mas o objetivo dela, que é a melhoria, transpõe isso”, afirma. Para ele, o andamento das obras não chegou a atrapalhar sua rotina de caminhada pela região: “A gente desvia aqui, desvia ali, e a obra está saindo num tempo até rápido”.

    Alencar também elogiou o respeito da construção com a vizinhança e citou como referência outra intervenção recente na capital: “é igual aquela obra da Avenida Goiás, que fizeram todas as calçadas lá retinha, para a gente caminhar é uma beleza”.

    Jânio é morador da região há 13 anos e vê com otimismo a reforma no local. Foto: Sabrina Schreiner/ Jornal A Redação.

    TCM

    Procurado por meio da assessoria de imprensa, o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) informou que a calçada está sendo reformada para atender às normas urbanísticas e de acessibilidade, com a instalação obrigatória de piso tátil — o que pode gerar transtornos pontuais durante a execução.

    Segundo o órgão, toda a intervenção está sendo feita dentro da área de responsabilidade do Tribunal.

    Já a praça em frente ao prédio está sendo reformada em parceria com a Prefeitura, com a instalação de bancos para uso dos moradores da região. De acordo com o TCM, eventuais contratempos — como entulho ou interdições provisórias — fazem parte do processo de obra e serão superados com a entrega da nova estrutura.

    Sobre a antiga estrutura do prédio, o Tribunal afirmou que a reforma inclui adequações no número de gabinetes, hoje dimensionados para atender à diferença entre a quantidade de deputados e de conselheiros. As obras de arte do artista Luís Olinto, existentes no local, também estão sendo restauradas.

    Segundo o órgão, algumas áreas do edifício exigem intervenção mais aprofundada, e, por isso, estão sendo realizados reparos no telhado e revisões nas redes elétrica e hidráulica.

    O TCM afirmou ainda que não há intervenções previstas na área do bosque do entorno, em respeito às exigências ambientais e com atenção aos moradores vizinhos e aos transeuntes que utilizam o espaço.

    Entulho deixado durante a realização das obra na calçada externa do TCM-GO. Foto: Sabrina Schreiner/ Jornal A Redação.

    SEFIC

    A Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic) informou, por meio de nota, que não recebeu nenhuma denúncia ou reclamação relacionada às obras da nova sede do TCM, incluindo alterações de calçadas ou intervenções na área mencionada.

    A Sefic argumentou que a empresa responsável possui as autorizações necessárias para a execução das intervenções previstas no projeto, que devem observar as normas e a legislação urbanística e ambiental vigentes.

    Caso sejam apresentadas denúncias ou identificadas eventuais irregularidades, a pasta poderá realizar a apuração e adotar as medidas cabíveis, dentro de suas competências.

    Entrada pelos fundos da antiga Alego também está passando por obras e pedestres caminham pela rua.  Foto: Sabrina Schreiner/ Jornal A Redação.

    AMMA

    A reportagem também procurou a Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA) para entender se a obra realizada na área da antiga Alego, ao lado do Bosque dos Buritis, poderia ter algum impacto sobre a unidade de conservação.

    Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o tema é de competência da Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic), que passou a responder, desde 2024, pela fiscalização da arborização urbana, das unidades de conservação e das áreas verdes da capital, conforme a Lei Complementar Municipal nº 335.

    A mesma legislação, no entanto, mantém entre as atribuições da AMMA a gestão, a preservação, a recuperação e a supervisão dessas áreas, além do monitoramento relacionado à conservação dos recursos naturais.

    O Bosque dos Buritis é uma Unidade de Conservação Ambiental e é considerado o mais antigo patrimônio paisagístico da capital, além de ser lindeiro ao Palácio Alfredo Nasser. A área foi prevista no planejamento original da cidade como espaço destinado à preservação ambiental.

    O parque possui aproximadamente 141,5 mil metros quadrados, com árvores, lagos e vegetação rasteira, além de três lagoas artificiais abastecidas pelo córrego Buriti e por canais subterrâneos.

    É justamente sobre esse histórico de ocupação que o morador Jânio Silva Alencar levanta uma ressalva. Segundo ele, a própria antiga sede da Alego já ocupava uma área ambientalmente sensível antes da chegada do TCM: “A gente protege tanto áreas de meio ambiente, mas as leis do passado — a Assembleia Legislativa estava dentro da área”.

    Córregos dos Buritis em pequeno trecho após os lagos do Bosque, encurralado pelo prédio da antiga Alego, feira ao fundo e vegetação marginal comprometida. Foto: Sabrina Schreiner/ Jornal A Redação.

    Recomposição vegetal

    Para o morador, o ideal seria que o espaço, uma vez desocupado pelo Legislativo, tivesse sido devolvido à preservação ambiental, em vez de receber uma nova estrutura pública: “A minha sugestão é que, já que tiver desocupado, a obra não existisse mais, transformasse a área em ambiente”.

    Segundo ele, a manutenção de novas construções no local tende a enfraquecer o respeito da população pela área de proteção ambiental, incluindo suas nascentes de água.

    Ao longo da ocupação de Goiânia, a área passou por intervenções que modificaram parte de suas características originais, e a vegetação nativa também foi substituída em alguns trechos por espécies exóticas. Estudos feitos ao longo dos anos indicam que apenas cerca de 10% da vegetação original permanece.

    Fonte: A Redação

    Marielle SouzaJornalista